Capacidade antioxidante total da dieta de escolares: caracterização e alterações mediante intervenção nutricional de curta duração
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
O padrão alimentar moderno desencadeia o acúmulo de compostos oxidantes no organismo que pode contribuir para o desenvolvimento de doenças crônicas, demandando sua melhor compreensão e estratégias de proteção. A presente tese visou caracterizar a capacidade antioxidante total da dieta (CATD) de escolares e suas possíveis alterações mediante uma intervenção nutricional de curta duração. Para tal, realizou-se uma intervenção randomizada e controlada com alunos do 4º ano de uma metrópole brasileira. Na linha de base e ao fim da intervenção foram obtidos dados sociodemográficos e de consumo alimentar (2 recordatórios 24 horas). O consumo de macronutrientes, ferro, selênio, zinco e vitaminas A, C e E foi calculado e a CATD foi analisada a partir de tabelas disponíveis. Os alimentos foram classificados, segundo o processamento - in natura ou minimamente processados, ingredientes culinários processados, alimentos processados e ultraprocessados. O Índice de Massa Corporal (peso/altura2) por idade foi avaliado. A intervenção consistiu em quatro oficinas lúdico-educativas, com intervalos de até duas semanas, pautadas em educação alimentar e nutricional com foco na promoção da alimentação saudável. Análise estatística abrangeu os testes ANOVA ou Kruskall-Wallis, qui-quadrado, correlação de Spearman e Equações de Estimações Generalizadas. Foram avaliadas 783 crianças com mediana de idade de 9,74 (9,45 – 10,03) anos, 31,15% com excesso de peso e 23,15% com colesterol total aumentado. O consumo de fibras e vitaminas A e E foi abaixo do recomendado em 84,57%, 66,20%, 94,64% dos participantes, respectivamente. A mediana da CATD foi de 3,17 (2,14 – 4,59) mmol/100g, com maior contribuição dos alimentos in natura (77,54%) e destaque para o café. A CATD se relacionou de maneira direta com o consumo de carboidrato, fibra, vitaminas A e C, ingredientes culinários, frutas e hortaliças; e inversa com ingestão de lipídeo e alimentos ultraprocessados. Não houve relação da CATD com o estado nutricional. Após a intervenção não houve modificações na CATD, porém o consumo de alimentos in natura aumentou, assim como a chance de consumir adequadamente fibra [OR=2,558 (1,356-4,825)] e vitaminas E [OR=5,208 (1,618-16,766)] e C [OR=1,554 (1,051-2,298)]. A chance de pedir alimentos vistos em propaganda de televisão também reduziu. Os achados indicam que a CATD dos escolares foi associada com o consumo de alimentos naturais, mas ainda com baixa participação de frutas e hortaliças. A intervenção de curta duração não foi efetiva em propiciar aumento da CATD, mas contribuiu para alterações positivas na dieta e hábitos dos escolares, que podem oportunizar mudanças
em longo prazo no equilíbrio antioxidante. Tais aspectos devem ser posteriormente mensurados e intervenções de maior duração devem ser incentivadas neste ciclo da vida
Abstract
Assunto
Antioxidantes, Criança, Educação Alimentar e Nutricional, Alimentos Industrializados, Nutrientes
Palavras-chave
Antioxidantes, Criança, Educação Alimentar e Nutricional, Alimentos Ultraprocessados, Nutrientes
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