Relações entre educação do campo, pedagogia da alternância e reprodução socioeconômica do campesinato

dc.creatorMarizete Andrade da Silva
dc.date.accessioned2022-08-02T15:25:18Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:13:18Z
dc.date.available2022-08-02T15:25:18Z
dc.date.issued2021-12-01
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/43881
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectEducação rural
dc.subjectEducação do campo
dc.subjectMovimentos sociais rurais
dc.subjectEducação popular
dc.subjectEnsino agrícola
dc.subject.otherEducação do campo
dc.subject.otherpedagogia da alternância
dc.subject.otherEscolas famílias agrícolas
dc.subject.otherQuestão agrária
dc.titleRelações entre educação do campo, pedagogia da alternância e reprodução socioeconômica do campesinato
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Antonio Júlio Menezes Neto
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8094937014408223
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4983800954558754
local.description.resumoEsta pesquisa analisa a influência dos processos socioeducativos que se circunscrevem no âmbito da Educação do Campo e da Pedagogia da Alternância sobre as lutas sociais empreendidas pelos camponeses como estratégia de resistência à expropriação das condições imediatas de trabalho que a acumulação do capital provoca enquanto uma premissa indispensável para a realização deste processo. A partir de um referencial teórico marxista e marxiano sobre o papel imprescindível que a propriedade privada da terra exerce enquanto uma necessidade histórica e permanente no capitalismo e, fundamentados na complexidade e contradições que marcam as relações de produção no campesinato brasileiro, buscamos desenvolver nossas reflexões sobre a Educação do Campo e Pedagogia da Alternância no contexto da Questão Agrária no Brasil, enfatizando o norte do Estado do Espírito Santo como recorte espacial. Partimos do pressuposto de que aqueles que no processo histórico são submetidos a distintas formas de alienação tornam-se efetivamente responsáveis pela elaboração de alternativas concretas daquilo que Marx coloca como a resolução do conflito entre a existência e essência, entre a objetivação e autoconfirmação, entre liberdade e necessidade, entre indivíduo e gênero. Para tanto, a classe que reivindica a superação radical do estranhamento do sujeito em relação a natureza com as atividades produtoras, com seu gênero e de si próprio, precisa forjar um conhecimento da realidade social e interpretação do mundo essencialmente distinto daquele que orienta a construção da sociedade burguesa. Esta nova concepção de mundo é absolutamente necessária para oferecer direção a luta destes sujeitos na tarefa histórica de inverter a lógica de organizar a vida material. A partir das reflexões realizadas, constamos que os processos socioeducativos que vêm se realizando no campesinato do Espírito Santo ao longo de mais de meio século como formulação estratégica, expressa que existe uma reação consciente e determinada dos trabalhadores do campo que contrapõe a desumanização, a atomização, o empobrecimento e a perda da realidade desta categoria social. A elaboração e a recriação destas experiências implicam a crítica ao modelo predominante de produção e a instrumentalização do conhecimento aos interesses da classe hegemônica. É por isso que compreendemos que o movimento de Educação do Campo, mesmo atravessado por inúmeras contradições, é uma força político-pedagógica que se expressa tanto pelo que anuncia quando pelo que denuncia, em outras palavras, pelo que afirma e pelo que nega. Deste modo, sustentamos que não há sentido em fazermos concessão à ideia do fim do campesinato brasileiro como classe social ou como modo de vida quando a própria força social que tal condenação se refere está produzindo e reproduzindo estratégias para permanecer historicamente. Acreditar e difundir esta teoria serve apenas de instrumento de luta ideológica para explicar o domínio e o controle do capital sobre a terra e o trabalho. Uma coisa é admitir que as formas de dominação e acumulação do capital no campo são uma tendência do processo histórico, outra coisa bem distinta é assumir que este modo de produção material da vida é imutável.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAE - FACULDADE DE EDUCAÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Educação - Conhecimento e Inclusão Social

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Tese - texto final 1.pdf
Tamanho:
2.35 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: