Influência do vírus Influenza A na progressão da criptococose experimental

dc.creatorLorena Vivien Neves de Oliveira
dc.date.accessioned2021-08-10T21:16:38Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:34:33Z
dc.date.available2021-08-10T21:16:38Z
dc.date.issued2017-10-23
dc.description.abstractInfluenza A virus (IAV) infects millions of people annually and predisposes to secondary bacterial infections. Inhalation of fungi within the Cryptococcus complex causes pulmonary disease with secondary meningo-encephalitis. Underlying pulmonary disease is a strong risk factor for development of C. gattii cryptococcosis though the effect of concurrent infection with IAV has not been studied. We developed an in vivo model of Influenza A H1N1 and C. gattii coinfection. Coinfection resulted in a major increase in morbidity and mortality, with severe lung damage and a high brain fungal burden when mice were infected in the acute phase of influenza multiplication. Furthermore, IAV alters the host response to C. gattii, leading to recruitment of significantly more neutrophils and macrophages into the lungs. Moreover, IAV induced the production of type 1 interferons (IFN-α4/β) and the levels of IFN-γ were significantly reduced, which can be associated with impairment of the immune response to Cryptococcus during coinfection. In addition, the yeast presents morphological modifications during coinfection with increase of capsule and cell body, and higher electronegativity. Phagocytosis, killing of cryptococci and production of reactive oxygen species (ROS) by IAV-infected macrophages were reduced, independent of previous IFN-γ stimulation, leading to increased proliferation of the fungus within macrophages. In conclusion, IAV infection is a predisposing factor for severe disease and adverse outcomes in mice coinfected with C. gattii.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/37402
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectMicrobiologia
dc.subjectCriptococose
dc.subjectCryptococcus gattii
dc.subjectVírus da Influenza A
dc.subjectCoinfecção
dc.subjectFatores de Risco
dc.subject.otherCriptococose
dc.subject.otherCryptococcus gattii
dc.subject.otherVírus Influenza A H1N1
dc.subject.otherCoinfecção
dc.subject.otherFator de risco
dc.titleInfluência do vírus Influenza A na progressão da criptococose experimental
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Alexandre Magalhães Vieira Machado
local.contributor.advisor-co1Danielle da Glória Souza
local.contributor.advisor1Daniel de Assis Santos
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8594246013269311
local.contributor.referee1Frederico Marianetti Soriani
local.contributor.referee1Vívian Costa
local.contributor.referee1Susana Frases
local.contributor.referee1Milena Batista de Oliveira
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/6036237649826396
local.description.resumoO vírus Influenza A (IAV) afeta milhões de pessoas anualmente e predispõe a infecções bacterianas secundárias. A inalação de fungo pertencente ao complexo Cryptococcus causa inicialmente doença pulmonar com posterior meningoencefalite criptocócica. A doença pulmonar subjacente é um forte fator de risco para o desenvolvimento de criptococose por C. gattii, embora o efeito da infecção concomitante com IAV não tenha sido estudado. Diante do exposto, desenvolvemos um modelo in vivo de coinfecção por Influenza A H1N1 e C. gattii. A coinfecção resultou em um significativo aumento na morbidade e letalidade precoce da criptococose. A infecção concomitante do vírus influenza A e C. gattii resultou no aumento de lesões histopatológicas pulmonares e da carga fúngica no SNC, quando os animais foram infectados na fase de multiplicação do vírus Influenza. Além disso, a presença do IAV modifica a resposta inflamatória no hospedeiro, com maior recrutamento de neutrófilos e macrófagos no local da infecção. IAV também resultou na indução da produção de interferons do tipo I (IFN-α4/β), mas levou a diminuição significativa dos níveis de IFN-γ, o que pode estar associado com o comprometimento da resposta imune frente à infecção por Cryptococcus durante a coinfecção. Ainda, a levedura apresenta modificações em sua estrutura durante a coinfecção, com maior tamanho celular e capsular, e se torna mais eletronegativa. Além disso, a atividade dos macrófagos fica prejudicada, com diminuição da fagocitose, menor produção de ROS e menor atividade fungicida de macrófagos infectados com IAV, resultando em aumento da proliferação intracelular do fungo no interior de macrófagos, mesmo após indução por IFN-γ. Todas essas alterações sucedidas à coinfecção auxiliam o fungo em sua sobrevivência no hospedeiro e aumentam sua virulência durante a coinfecção. Em conclusão, a infecção pelo vírus Influenza A deve ser considerada um fator de risco para criptococose, agravando o quadro da doença e culminando na letalidade precoce de camundongos coinfectados. Logo, este estudo é essencial para compreensão da interação entre esses agentes infecciosos e o hospedeiro durante coinfecções.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - DEPARTAMENTO DE MICROBIOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Microbiologia

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