A [sophrosyne] em Aristóteles

dc.creatorBernardo César Diniz Athayde Vasconcelos
dc.date.accessioned2025-01-24T13:58:26Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:43:18Z
dc.date.available2025-01-24T13:58:26Z
dc.date.issued2023-02-08
dc.description.abstractThe study deals with the conception of sophrosyne (σωφροσύνη) in Aristotle, but it has a broad focus, initially addressing the question of the etymology of the term to show that the currently most accepted option -- “mental health/sanity”, coming from Henri Etienne's Thesaurus Graecae Linguae (1572) -- is incorrect; and that its more precise meaning -- related to an aerodynamic model of the soul found in the Homeric poems -- would be “preservation of/in the mind”, which reclaims the etymology proposed by Plato and seconded by Aristotle. Next, we will see how both conceive of it as a way of controlling the appetites and treat it as a guardian of correct deliberation that ensures a concordance between appetite and reason, thus constituting harmony in the soul. Among the divergences presented by Aristotle - such as the option for a profusion of virtues as opposed to the economical but problematic Platonic cardinal model - the most serious seems to be the limitation of the control of the appetites to a purely somatic dimension linked to the pleasures derived from the sensation of contact; not anywhere, but only in certain parts of the body. As we shall see, this can be explained by the association with the soul faculties responsible for preserving life itself, which are the vegetative soul and the sensitive soul. This means that σωφροσύνη would be the fundamental virtue for young people, who must acquire by habit, and in stages, what nature has left unfinished in their relationship with [the pleasures of] food, drink and sex. For Aristotle, it regulates everything directed towards the preservation of one's own life; more specifically, it focuses on the pleasure derived from these activities and aims its exercise at the health of the body, virtue and beauty. This habit has the particularity of being one of the few unavoidable areas in the Aristotelian framework of virtues. It is Aristotle's first virtue, in the temporal sense of the term - which was recognized in the first lines of Aspasius' commentary, the oldest commentary on a work by Aristotle.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/79466
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectFilosofia - Teses
dc.subjectFilosofia antiga - Teses
dc.subjectAristóteles - Teses
dc.subjectVirtudes - Teses
dc.subject.otherFilosofia Antiga
dc.subject.otherAristóteles
dc.subject.otherVirtudes
dc.subject.otherSophrosyne
dc.titleA [sophrosyne] em Aristóteles
dc.title.alternative[Sophrosyne] in Aristotle
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Fernando Eduardo de Barros Rey Puente
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/5292233628153573
local.contributor.referee1Marco Zingano
local.contributor.referee1Fernando Martins Mendonça
local.contributor.referee1Igor Mota Morici
local.contributor.referee1Jacyntho José Lins Brandão
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5872522526915858
local.description.resumoO estudo lida com a concepção de sophrosyne (σωφροσύνη) em Aristóteles, mas possui um enfoque amplo, abordando inicialmente a questão da etimologia do termo para mostrar que a opção presentemente mais aceita -- "saúde/sanidade mental", proveniente do  Thesaurus Graecae Linguae (1572) de Henri Etienne -- está incorreta; e que seu sentido mais preciso -- afeito a um modelo aerodinâmico da alma encontrado nos poemas homéricos -- seria a "preservação \[d/n\]a mente", que reivindica a etimologia proposta por Platão e secundada por Aristóteles. Em seguida, veremos como ambos a concebem como uma forma de controle dos apetites e a tratam como uma guardiã da deliberação correta que assegura uma concordância entre apetite e razão, constituindo assim uma harmonia na alma. Dentre as divergências apresentadas por Aristóteles -- como a opção por uma profusão de virtudes por oposição ao econômico, mas problemático, modelo cardinal platônico -- a mais grave parece ser a limitação do controle dos apetites a uma dimensão puramente somática atrelada aos prazeres derivados da sensação de contato; não em qualquer parte, mas apenas em certas partes do corpo. Como veremos, isso pode ser explicado pela associação com as faculdades anímicas responsáveis pela preservação da própria vida, que são a alma vegetativa e a alma sensitiva. Isso significa que a σωφροσύνη seria a virtude fundamental para os jovens, que devem adquirir por hábito, e em etapas, aquilo que a natureza deixou inacabado nas relações com \[os prazeres da\] comida, bebida e sexo. Para Aristóteles, ela regula tudo aquilo direcionado à preservação da própria vida; mais especificamente, ela enfoca o prazer derivado destas atividades e mira seu exercício na saúde do corpo, na virtude e no belo. Esta habituação tem a particularidade de ser uma das poucas áreas incontornáveis no quadro aristotélico das virtudes. Ela é a virtude-primeira de Aristóteles, no sentido temporal do termo -- o que foi reconhecido nas primeiras linhas do comentário de Aspásio, o mais antigo comentário a uma obra de Aristóteles.
local.identifier.orcid0000-0002-3357-1710
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE FILOSOFIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Filosofia

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