Sobre a unidade do Protágoras de Platão

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Antonio Orlando de O D Lopes
Rubens Garcia Nunes Sobrinho
Anna Christina da Silva
Bernardo Guadalupe dos Santos Lins Brandao

Resumo

Esta tese defende a unidade do Protágoras de Platão, a partir da disputa em torno do tema da educação. Este diálogo articula diversos níveis argumentativos: o discurso que defende a possibilidade de se ensinar a virtude, o debate sobre a unidade das virtudes, a discussão sobre um poema de Simônides e a defesa socrática tanto do hedonismo como do intelectualismo. Propomos uma articulação entre essas partes, de modo que este possa ser reconhecido como um dos grandes diálogos da primeira fase de Platão. A negação da ensinabilidade da virtude por Sócrates, se entendida em conjunto com a afirmação da virtude como algo divino e impossível aos homens, antecipa o tema da filosofia, não como um corpo de conhecimentos já estabelecidos (que é a concepção que a sofística tem de si mesma), mas como uma disposição da alma para o saber, como um amor pelo saber. Do mesmo modo, o hedonismo e o intelectualismo, se lidos de maneira articulada, antecipam a teoria da ação da República e abrem o caminho para a determinação do campo do saber próprio do filósofo: este não se interessa pelo conhecimento impossível de todas as coisas e afazeres humanos, mas, antes, por aquilo que pode oferecer uma vida melhor e mais humana, proporcionando, ao mesmo tempo, maiores prazeres e maior racionalidade.

Abstract

This dissertation argues in favor of the unity of Plato´s Protagoras, taking as reference the dispute concerning 'education'. The dialogue articulates several argumentative levels: the speech in favor of the possibility of teaching virtue, the debate over the unity of virtues, the discussion of Simonides´ poem and the Socratic defense both of hedonism and of intellectualism. We propose to articulate the dialogue´s different parts in such a way as to show that it should be recognized as one of Plato´s great first phase dialogues. The denial of the possibility of teaching virtues on the part of Socrates, if understood in an articulated way with the thesis that virtue is something divine and unattainable by humans, anticipates the theme of philosophy, not as pre established knowledge (which is the conception sophistry makes of itself), but as a disposition of the soul for knowledge, understood as 'love of knowledge'. Likewise, hedonism and intellectualism, if read in an articulated way, anticipate the Republic´s theory of action and open the way to further determination of the field of knowledge that is specific to the philosopher: he is not interested in the impossible knowledge of all human things and activities, but rather in offering a better and more human life, providing, at the same time, more pleasure and more rationality.

Assunto

Virtude, Filosofia antiga, Platão Protágoras, Filosofia

Palavras-chave

Virtude, Ensinabilidade da Virtude, Intelectualismo, Unidade das Virtudes, Hedonismo, Filosofia versus Sofística

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