Utopias de Brasília no cinema : o desvio contra a arquitetura e a história
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tese de doutorado
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Resumo
Brasília, cidade erguida como promessa utópica de refundação do país, inspirou a realização de um vasto conjunto de filmes. Entre eles, filmes de propaganda da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) que, desde a construção da cidade, exaltavam os
mitos fundadores, os “50 anos em 5”, a liderança de Juscelino Kubitschek e os operários incansáveis que ergueram a nova capital. Por outro lado, diversos filmes promoveram desvios das utopias de Brasília no cinema. Partimos do conceito de desvio formulado por Guy Debord em colaboração com os situacionistas, buscando alargá-lo, de modo a abarcar os gestos desviantes dos filmes do corpus da pesquisa. Nosso propósito é investigar como os filmes Brasília segundo Feldman (1979), de Vladimir Carvalho, Fala Brasília (1966), de Nelson Pereira dos Santos, Brasília, contradições de uma cidade nova (1967), de Joaquim Pedro de Andrade (em contraposição a Brasília, planejamento urbano (1964), de Fernando Coni Campos), Conterrâneos velhos de guerra (1991), de Vladimir Carvalho, A cidade é uma só? (2011), Branco sai, preto fica (2014), e Era uma vez Brasília (2017), os três últimos dirigidos por Adirley Queirós, através das articulações entre os corpos filmados, o espaço e o tempo, desviam os sentidos propostos pela arquitetura e pela história oficial, seguindo na contramão do tempo histórico ancorado no progresso.
Abstract
Brasilia was built up with the utopic pledge of refounding the country. This city inspired the realisation of a vast amount of movies. Among them, on one hand, propaganda films created by New Town Development Company(Novacap), since the construction of the city, which exalted the founding myths, the “50 years in 5”, the leadership of Juscelino Kubitschek and the indefatigable workers who built the new capital. On the other hand, several films deviated from the utopias of Brasilia. We start from the concept of deviation created by Guy Debord, in collaboration with the situationists, and attempt to enlarge it, in order to address the deviating gestures in the films which compose the corpus of this research. Our purpose is to analyse how the films Brasília segundo Friedman (1979), by Vladimir Carvalho, Fala Brasília (1966), by Nelson Pereira dos Santos, Brasília, contradições de uma cidade nova (1967), by Joaquim Pedro de Andrade (opposing Brasília, planejamento urbano (1964), by Fernando Coni Campos), Conterrâneos velhos de guerra (1991), by Vladimir Carvalho, A cidade é uma só? (2011), Branco sai, preto fica (2014), and Era uma vez Brasília (2017), the
last three directed by Adirley Queirós, deflect the senses proposed by the official architecture and the official history, through the articulation among bodies, time and space, following the opposite direction of the historical time underpinned in the concept of progress.
Assunto
Comunicação - Teses, Cinema - Teses, Brasilia - História - Teses
Palavras-chave
Brasília, Desvio, Tempo histórico, Utopia
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