Desigualdades sociodemográficas na prevalência de conhecimento, tratamento e controle da Hipertensão Arterial no Brasil

dc.creatorMaria Alice Souza Vieira
dc.date.accessioned2021-12-21T11:41:54Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:58:15Z
dc.date.available2021-12-21T11:41:54Z
dc.date.issued2021-03-09
dc.description.abstractBackground: Arterial Hypertension (AH) is the main risk factor for cardiovascular diseases, contributing significantly to the increase in the number of deaths and disabilities in Brazil and worldwide. Previous studies have distinguished the prevalence of awareness, treatment and control of hypertension, and the results are worrisome. In Brazil, similar studies were conducted in local and specific populations, hindering the possibility to generalized their results to the Brazilian population. In addition, they show great variability and inaccuracy of the data. Objectives: To estimate the prevalence of arterial hypertension awareness, treatment and control in the Brazilian adult population and the sociodemographic factors associated with these outcomes. Methodology: Cross-sectional, descriptive and analytical study that used data from the Brazilian adult population, which responded to the National Health Survey (PNS), in 2013. The total prevalence of awareness, treatment and control of hypertension in the Brazilian adult population was estimated and according to sociodemographic characteristics (sex, age group, race / color, education, marital status, area of residence and region) and access, using the variable health insurance. The 95% confidence intervals (95%CI) of the estimates were calculated. Poisson regression was used to estimate the prevalence ratios. To obtain population estimates, the PNS complex sample design was considered. Results: The prevalence of hypertension in the Brazilian population was 32.3% (95% CI: 31.7 - 33.1), with approximately 60.8% (95% CI 59.5 - 62.1) of awareness, 90.6% (95% CI 89.5 - 91.6) of these used anti-hypertensive medications and considering those in treatment, 54.4% (95% CI 52.6 - 56.2) showed controlled of AH. Prevalence of these outcomes was lower in men, in those who live in rural areas of the country, living with a partner and without health insurance. Female gender was positively associated with all outcomes. Older individuals were associated with higher prevalence of awareness and treatment, but the prevalence of control did decrease. Individuals who self-declared as black were associated with lower prevalence of control, while those who self-declared as brown were associated with lower prevalence of treatment and control. Conclusions: Higher prevalence of awareness, treatment and control of AH were observed in population subgroups with a history of better access to health such as women, health insurance, higher education and residents in urban areas; lower prevalence of treatment and control was observed in groups with unfavorable sociodemographic conditions such as race / black and brown and older individuals.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/38897
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHipertensão
dc.subjectDoenças não Transmissíveis
dc.subjectConscientização
dc.subjectTerapêutica
dc.subjectAnti-Hipertensivos
dc.subjectEpidemiologia
dc.subjectEnfermagem
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherHipertensão
dc.subject.otherDoenças crônicas não transmissíveis
dc.subject.otherConscientização
dc.subject.otherTratamento
dc.subject.otherAnti-Hipertensivos
dc.subject.otherEpidemiologia
dc.subject.otherEnfermagem
dc.titleDesigualdades sociodemográficas na prevalência de conhecimento, tratamento e controle da Hipertensão Arterial no Brasil
dc.title.alternativeSociodemographic inequalities in the prevalence of awareness, treatment and control of Arterial Hypertension in Brazil
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Mariana Santos Felisbino Mendes
local.contributor.advisor1Jorge Gustavo Velasquez Melendez
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8406550065682773
local.contributor.referee1Flávia Cristina Drumond Andrade
local.contributor.referee1Lidyane do Valle Camelo
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9084531874967670
local.description.resumoIntrodução: A Hipertensão Arterial (HA) constitui-se no principal fator de risco para as doenças cardiovasculares, contribuindo significativamente para o aumento no número de mortes e incapacidades no Brasil e em todo o mundo. Estudos mais recentes que estimaram a prevalência desse agravo considerando aspectos como conhecimento do diagnóstico, tratamento, e controle, evidenciam resultados alarmantes. No Brasil, esses estudos utilizam dados locais que se limitam a populações específicas, e não são possíveis de serem generalizados para a população brasileira. Além disso, demostram grande variabilidade e imprecisão dos achados. Objetivo: Estimar a prevalência de conhecimento sobre o diagnóstico, tratamento e controle da HA na população adulta brasileira e os fatores sociodemográficos associados a estes desfechos. Metodologia: Estudo transversal, descritivo e analítico que utilizou dados da população adulta brasileira, que responderam à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), em 2013. Estimou-se a prevalência total de conhecimento, tratamento e controle da HA na população adulta brasileira e de acordo com as características sociodemográficas (sexo, faixa etária, raça/cor, escolaridade, estado civil, zona de moradia e região) e de acesso (plano de saúde). Os desfechos foram definidos com base nas medidas aferidas da PA, no diagnóstico autorreferido da HA e no uso de medicação anti-hipertensiva. Utilizou-se Regressão de Poisson para estimar a razão de prevalência entre as variáveis explicativas e os desfechos. Foram calculados os intervalos de 95% de confiança das estimativas. Para obter estimativas populacionais, considerou-se o desenho amostral complexo da PNS. Resultados: A prevalência de hipertensão na população brasileira foi de 32,3% (IC95%: 31,7 - 33,1), sendo que, aproximadamente 60,8% (IC95% 59,5 - 62,1) têm conhecimento do seu diagnóstico, 90,6% (IC95% 89,5 - 91,6) realizam tratamento medicamentoso e desses, 54,4% (IC95%52,6 - 56,2) apresentaram controle da HA. As prevalências desses desfechos foram menores nos homens, nos indivíduos que vivem na zona rural do país, com companheiro e sem plano de saúde. O sexo feminino se associou positivamente a todos os desfechos analisados. O aumento da idade associou-se no sentido de aumentar a prevalência de conhecimento e tratamento, porém no sentido diminuir com a prevalência de controle. Ser autodeclarado preto esteve associado no sentido de diminuir a prevalência de controle, enquanto ser autodeclarado pardo esteve associado no sentido de diminuir a prevalência de tratamento e controle. Conclusões: Foram observadas maiores prevalências de conhecimento, tratamento e controle da HA em subgrupos populacionais com antecedentes de melhor acesso a saúde tais como mulheres, posse de plano de saúde, maior escolaridade e residentes em áreas urbanas; e menores prevalências de tratamento e controle foram observadas em grupos com condições sociodemográficas desfavoráveis tais como raça/cor negra e parda e idade avançada.
local.identifier.orcid0000-0002-4837-0911
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENFERMAGEM - ESCOLA DE ENFERMAGEM
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Enfermagem

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Dissertação_MariaAliceVieira.pdf
Tamanho:
2.29 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: