Brazilian Black Women are at Higher Risk for COVID-19 Complications: An Analysis of REBRACO, a National Cohort
Carregando...
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Artigo de periódico
Título alternativo
Mulheres negras brasileiras correm maior risco de complicações da COVID-19: uma análise do REBRACO, uma coorte nacional
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
Objective To evaluate the impact of the race (Black versus non-Black) on maternal
and perinatal outcomes of pregnant women with COVID-19 in Brazil.
Methods This is a subanalysis of REBRACO, a Brazilian multicenter cohort study
designed to evaluate the impact of COVID-19 on pregnant women. From February 2020
until February 2021, 15 maternity hospitals in Brazil collected data on women with
respiratory symptoms. We selected all women with a positive test for COVID-19; then,
we divided them into two groups: Black and non-Black women. Finally, we compared,
between groups, sociodemographic, maternal, and perinatal outcomes. We obtained
the frequency of events in each group and compared them using X2 test; p-values
< 0.05 were considered significant. We also estimated the odds ratio (OR) and
confidence intervals (CI).
Results 729 symptomatic women were included in the study; of those, 285 were
positive for COVID-19, 120 (42.1%) were Black, and 165 (57.9%) were non-Black. Black
women had worse education (p ¼ 0.037). The timing of access to the health system was
similar between both groups, with 26.3% being included with seven or more days of
symptoms. Severe acute respiratory syndrome (OR 2.22 CI 1.17–4.21), intensive care
unit admission (OR 2.00 CI 1.07–3.74), and desaturation at admission (OR 3.72 CI
1.41–9.84) were more likely to occur among Black women. Maternal death was higher
among Black women (7.8% vs. 2.6%, p ¼ 0.048). Perinatal outcomes were similar
between both groups.
Conclusion Brazilian Black women were more likely to die due to the consequences of
COVID-19.
Abstract
Objetivo Avaliar o impacto da raça (negra versus não negra) nos desfechos maternos
e perinatais de gestantes com COVID-19 no Brasil.
Métodos Esta é uma subanálise da REBRACO, um estudo de coorte multicêntrico
brasileiro desenhado para avaliar o impacto da COVID-19 em mulheres grávidas. De
fevereiro de 2020 a fevereiro de 2021, 15 maternidades do Brasil coletaram dados de
mulheres com sintomas respiratórios. Selecionamos todas as mulheres com teste
positivo para COVID-19; em seguida, as dividimos em dois grupos: mulheres negras e
não negras. Finalmente, comparamos, entre os grupos, os resultados sociodemográficos, maternos e perinatais. Obtivemos a frequência dos eventos em cada grupo e
comparamos usando o teste X2; Valores de p < 0,05 foram considerados significativos.
Também estimamos o odds ratio (OR) e os intervalos de confiança (IC).
Resultados 729 mulheres sintomáticas foram incluídas no estudo; desses, 285 foram
positivos para COVID-19, 120 (42,1%) eram negros e 165 (57,9%) não eram negros. As
mulheres negras apresentaram pior escolaridade (p ¼ 0,037). O tempo de acesso ao
sistema de saúde foi semelhante entre os dois grupos, com 26,3% incluídos com sete ou
mais dias de sintomas. Síndrome respiratória aguda grave (OR 2,22 CI 1,17–4,21),
admissão em unidade de terapia intensiva (OR 2,00 CI 1,07–3,74) e dessaturação na
admissão (OR 3,72 CI 1,41–9,84) foram mais prováveis de ocorrer entre mulheres
negras. A mortalidade materna foi maior entre as negras (7,8% vs. 2,6%, p ¼ 0,048). Os
resultados perinatais foram semelhantes entre os dois grupos.
Conclusão Mulheres negras brasileiras tiveram maior probabilidade de morrer devido
às consequências da COVID-19.
Assunto
Obstetrícia, COVID-19, Desigualdade Racial
Palavras-chave
Obstetrics, COVID-19
Citação
Departamento
Curso
Endereço externo
https://www.scielo.br/j/rbgo/a/K58gDCctWNSxHvH5jVwTfBn/?lang=en