A Guerra dos Emboabas : as figurações sociais no alvorecer do Leviatã mineiro

dc.creatorFilipe de Melo Gomes
dc.date.accessioned2023-05-13T20:41:21Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:15:18Z
dc.date.available2023-05-13T20:41:21Z
dc.date.issued2020-07-08
dc.description.abstractI analyse the importance of different networks of social interdependence that frame and guide people’s actions in a populous border region, the Brazilian gold mines (centre of the current State of Minas Gerais), discovered and disorderly occupied from the end of the 17th century. The Portuguese Crown has great difficulty in controlling that tumultuous environment and the potentates retain dominion through bossy relationships, imposing themselves through intimidation and force, supported by armed militias of enslaved and aggregates. Relations with the Crown are increasingly relevant and form an important interdependent web for the consolidation of local power. Thus, the powerful, apparently free, independent and absolute figures in the hinterlands, are, in fact, limited by networks of social interdependencies, I highlight two: one governed by elements such as power, sovereignty, defense of honor, boldness, insolence and violence, which structured local power relations, and another governed by dependency relations with the Crown, founded on respect, submission and vassalage. The objective of this work is to observe how these structures are related and how they pressure some individuals in the midst of the conflict that took place, known as Emboabas’ War. In this clash, outsiders, called emboabas, expelled from the mines those who had discovered them, the violent São Paulo’s explorers, allowing Portugal to gain greater control of society. To colonize the hinterlands, the Crown relies on the explorers, but with the discovery of gold, they become an obstacle to the consolidation of the central power. The Emboabas’ War, for having collaborated for the domestication of the country population, for the monopolization of the use of force, for the political centralization, for the development of interdependence between people and for the self-control of conduct, can be seen as an important episode of the western civilizing process in Portuguese America.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/53264
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectSociologia - Teses
dc.subjectBrasil - História - Guerra dos Emboabas, 1708-1709 - Teses
dc.subjectCivilização - Filosofia - Teses
dc.subject.otherGuerra dos emboabas
dc.subject.otherFiguração social
dc.subject.otherProcesso civilizador
dc.titleA Guerra dos Emboabas : as figurações sociais no alvorecer do Leviatã mineiro
dc.title.alternativeThe War of the Emboabas : the social figurations at the dawn of the Leviathan from Minas Gerais
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Yumi Garcia dos Santos
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2914400327888714
local.contributor.referee1Dimitri Fazito de Almeida Rezende
local.contributor.referee1Mônica Brincalepe Campo
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/5001902672173614
local.description.resumoAnaliso a importância de diferentes redes de interdependência social que enquadram e orientam as ações das pessoas em uma populosa região de fronteiras, as minas de ouro brasileiras (centro do atual Estado de Minas Gerais), descobertas e desordenadamente ocupadas a partir do final do século XVII. A Coroa portuguesa tem grande dificuldade para controlar aquele ambiente tumultuado e os potentados detêm o domínio por meio de relações de mandonismo, impondo-se pela intimidação e pela força, sustentados por milícias de escravizados e agregados armados. As relações com a Coroa são crescentemente relevantes e compõem uma teia de interdependência importante para a consolidação do poder local. Assim, os poderosos, aparentemente figuras livres, independentes e absolutas nos sertões, são, na verdade, limitados por redes de interdependências sociais, destaco duas: uma regida por elementos como potência, soberania, defesa da honra, ousadia, insolência e violência, que estruturavam as relações de poder local, e outra regida pelas relações de dependência com a Coroa, fundadas no respeito, na submissão e na vassalagem. O objetivo desse trabalho é observar como se relacionam essas estruturações e como pressionam alguns indivíduos em meio ao conflito que se deu, conhecido como Guerra dos Emboabas. Nesse embate, os forasteiros, chamados de emboabas, expulsaram das minas aqueles que as tinham descoberto, os violentos sertanistas paulistas, permitindo que Portugal consiga maior controle da sociedade. Para colonizar os sertões, a Coroa vale-se dos sertanistas, mas, com a descoberta do ouro, eles se tornam um empecilho para a consolidação do poder central. A Guerra dos Emboabas, por ter colaborado para a domesticação da população sertaneja, para a monopolização do uso da força, para a centralização política, para o desenvolvimento da interdependência entre as pessoas e para o autocontrole das condutas, pode ser vista como um importante episódio do processo civilizador ocidental na América portuguesa.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE SOCIOLOGIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Sociologia

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