Avaliação da participação da autofagia de células hospedeiras durante a infecção experimental por Trypanosoma cruzi

dc.creatorThabata Lopes Alberto Duque
dc.date.accessioned2019-08-12T00:31:38Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:26:52Z
dc.date.available2019-08-12T00:31:38Z
dc.date.issued2013-02-28
dc.description.abstractChagas disease is caused by the intracellular protozoan parasite Trypanosoma cruzi. It remains a serious public health problem in Latin America, and the current treatment is not satisfactory. The disease morbidity is associated with cardiomyopathy, characterized by tissue damage, inflammatory infiltrates and fibrosis. Parasite internalization and its subsequent success in infection depend on the fusion of the parasitophorous vacuole (PV) to the lysosome, an important organelle related to endocytosis and autophagy. The autophagic pathway is the process involved in degradation of macromolecules and organelles. This pathway was recently associated with T. cruzi infection, but its effective participation as well as its functional role during the infection remain to be defined. Thus, this work aimed to evaluate the occurrence and role of autophagy of macrophages and heart muscle cells (HMC) during the T. cruzi infection. Pre-incubation with autophagic inducers (rapamycin and starvation medium DMEM -/-) reduced infection and endocytic index in both cells, while incubation after infection decreased the parasite replication only in HMC. Ultrastructural analyses of cells previously stimulated with rapamycin and DMEM -/-revealed typical autophagic features such as autophagosomes and concentric membranes. PV- autophagosomes association, suggestive of xenophagy, was also observed. Time- and cell-dependent increase in the autophagic protein LC3 was detected by immunofluorescence after autophagic induction. Immunonanogold electron microscopy showed an i ncrease in this protein expression after infection within autophagosomes. The cross-talk between autophagic pathway and lipid body biogenesis (important inflammatory organelles during infection) indicated a cell-dependent modulation. In conclusion, autophagy was characterized as an important process in response to the T. cruzi infection and seems to participate in the host resistance acting in the control of the infection in macrophages and cardiac cells.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-97VFL9
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectTripanossoma cruzi
dc.subjectMacrófagos
dc.subjectBiologia celular
dc.subjectMiócitos cardíacos
dc.subject.otherAutofagia
dc.subject.otherMacrófagos
dc.subject.otherCardiomiócitos
dc.subject.otherTrypanosoma cruzi
dc.titleAvaliação da participação da autofagia de células hospedeiras durante a infecção experimental por Trypanosoma cruzi
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Rubem Figueiredo Sadok Menna Barreto
local.contributor.advisor1Rossana Correa Netto de Melo
local.contributor.referee1Annamaria Ravara Vago
local.contributor.referee1Elizabeth Ribeiro da Silva
local.contributor.referee1Rubem Figueiredo Sadok Menna Barreto
local.description.resumoA doença de Chagas é causada pelo protozoário Trypanosoma cruzi e representa um sério problema de saúde na América Latina, sendo considerada uma doença negligenciada cujo tratamento atual é insatisfatório e limitado. A sua principal causa de morbidade é a cardiomiopatia, caracterizada por danos nas células cardíacas e presença de infiltrados inflamatórios e fibrose. A interação parasito-célula hospedeira e o consequente estabelecimento da infecção dependem da fusão do vacúolo parasitóforo (VP) com o lisossomo, organela relacionada à endocitose e autofagia. A via autofágica consiste em um importante processo de degradação de macromoléculas e organelas, tendo sido recentemente associada à infecção pelo T. cruzi. No entanto, a participação efetiva da autofagia, assim como seu papel na infecção, não são conhecidas. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo analisar a participação da autofagia durante a infecção de macrófagos e células cardíacas (HMC) por T. cruzi. A pré-incubação com indutor farmacológico de autofagia (rapamicina) ou com meio de estresse nutricional (DMEM-/-) reduziu a infecção e a taxa endocítica em ambas as células, enquanto que a incubação posterior à infecção foi capaz de diminuir a proliferação do parasito apenas em HMC. A análise ultraestrutural apontou características autofágicas típicas como a predominância de autofagossomos e perfis de membrana concêntrica em células estimuladas pré-infecção, além da associação do VP ao autofagossomo, sugestivo de xenofagia. A imunomarcação para a proteína de autofagia LC3 foi mais abundante em células incubadas com os indutores de autofagia, variando a associação ao parasito nos diferentes tipos celulares e tempos. A imunolocalização por microscopia eletrônica revelou um aumento na expressão desta proteína após a infecção, localizadas no interior de autofagossomos. A análise da interrelação da via autofágica com a biogênese de corpúsculos lipídicos (importantes mediadores inflamatórios durante a infecção) indicou inibição da formação destas organelas em macrófagos, enquanto em HMC não ocorreu alteração do número. Os dados do presente trabalho identificam a autofagia como um processo importante que ocorre em resposta à infecção por T. cruzi e que parece atuar na resistência do hospedeiro, controlando a infecção em macrófagos e células cardíacas.
local.publisher.initialsUFMG

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