Associação entre sarcopenia e os domínios da capacidade intrínseca: mobilidade e vitalidade em pessoas idosas cadastradas nas unidades básicas de saúde de Belo Horizonte e Diamantina: dados transversais do ICOPE Brasil viabilidade

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Amanda Aparecida Oliveira Leopoldino
Juscélio Pereira da Silva

Resumo

Introdução: A Sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular, compromete a funcionalidade e a qualidade de vida dos idosos. A Capacidade Intrínseca (CI), conceito proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), integra domínios como mobilidade e vitalidade, sendo fundamental na avaliação geriátrica e gerontológica. Objetivo: Este estudo investigou a presença de Sarcopenia e sua associação com dois domínios da Capacidade Intrínseca, propostos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mobilidade e vitalidade, em pessoas idosas atendidas na Atenção Primária de municípios de um país em desenvolvimento. Métodos: Trata-se de um estudo transversal conduzido com 323 pessoas idosas cadastradas em Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Belo Horizonte (BH) e Diamantina. O diagnóstico de Sarcopenia foi realizado, segundo o Consenso Europeu (2019), a partir da mensuração da força muscular pelo Dinamômetro de Jamar, a massa muscular pela bioimpedância elétrica (BIA) e a gravidade da Sarcopenia foi avaliada pelo Short Physical Performance Battery (SPPB). O teste de velocidade de marcha (VM) foi usado para avaliar o domínio mobilidade e a vitalidade foi avaliada pela Mini Avaliação Nutricional (MAN). Resultados: A média de idade dos participantes foi 70,7± 7,6 anos, sendo predominantemente mulheres (65,7%). A prevalência de Sarcopenia na amostra total foi de 25,6%, maior em Diamantina (32,7%) do que em BH (21,5%). Idosos com Sarcopenia apresentaram pior desempenho na VM (0,72 m/s vs. 0,85 m/s; p<0,01) e menor escore de vitalidade no MAN (10,1 vs. 11,3; p=0,02). Em Diamantina, a Sarcopenia esteve associada mais fortemente à baixa mobilidade (OR=2,15; p=0,03), enquanto em BH, esteve mais ligada à vitalidade reduzida (OR=1,87; p=0,04). Após ajuste, não houve associação significativa no modelo geral, mas diferenças regionais específicas são evidentes. Conclusão: A Sarcopenia impacta na qualidade tanto da VM quanto a vitalidade nutricional em idosos, evidenciando padrões distintos entre contextos diferentes. Estratégias regionalizadas, com foco simultâneo na promoção da mobilidade e na intervenção nutricional, são essenciais para preservar a Capacidade Intrínseca e prevenir o declínio funcional na Atenção Primária.

Abstract

Introduction: Sarcopenia, characterized by the progressive loss of skeletal muscle mass and strength, compromises functional capacity and quality of life in older adults. Intrinsic capacity, a concept proposed by the World Health Organization (WHO), encompasses domains such as mobility and vitality, and is considered essential in geriatric assessment. Objective: This study investigated the presence of Sarcopenia and its association with two domains of intrinsic capacity, as proposed by the WHO—mobility and vitality—in older adults receiving care at Primary Health Care services in municipalities of a developing country. Methods: A cross-sectional study was conducted with 323 older adults registered at Primary Health Care Units in Belo Horizonte and Diamantina, Brazil. Sarcopenia was diagnosed according to the 2019 European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP2) guidelines, using handgrip strength (measured by the Jamar dynamometer), skeletal muscle mass (estimated via bioelectrical impedance analysis), and physical performance (evaluated with the Short Physical Performance Battery – SPPB). Gait speed was used to assess mobility, and vitality was evaluated using the Mini Nutritional Assessment (MAN). Results: The mean age of participants was 70.7 ± 7.6 years, with a predominance of women (65.7%). The prevalence of Sarcopenia was 25.6%, higher in Diamantina (32.7%) compared to Belo Horizonte (21.5%). Older adults with Sarcopenia had lower gait speed (0.72 m/s vs. 0.85 m/s; p < 0.01) and lower vitality scores on the MAN (10.1 vs. 11.3; p = 0.02). In Diamantina, Sarcopenia was more strongly associated with reduced mobility (OR = 2.15; p = 0.03), whereas in Belo Horizonte, it was more closely linked to lower vitality (OR = 1.87; p = 0.04). After adjustment, no significant association was found in the overall model; however, specific regional differences were evident. Conclusion: Sarcopenia negatively affects both gait performance and nutritional status in older adults, with distinct patterns observed across different settings. Region-specific strategies focusing on mobility enhancement and nutritional interventions are essential to preserve intrinsic capacity and prevent functional decline within primary care.

Assunto

Idosos - Saúde e higiene, Sarcopenia, Força muscular, Qualidade de vida

Palavras-chave

Mobilidade, Vitalidade, Sarcopenia, Desempenho Funcional, Pessoas Idosas

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