Caminhos emancipatórios: problematizações sócio-espaciais mediadas por interfaces em Boa Vista /RR
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Emancipatory paths: socio-spatial problematizations mediated by interfaces in Boa Vista /RR.
Primeiro orientador
Membros da banca
Guilherme Ferreira de Arruda
Amélia Panet Barros
Adriane Augusta Melo Diogo
Roberto Eustaaquio dos Santos
Margarete Maria de Araújo Silva
Amélia Panet Barros
Adriane Augusta Melo Diogo
Roberto Eustaaquio dos Santos
Margarete Maria de Araújo Silva
Resumo
A pesquisa apresentada nesta tese investigou a produção sócio-espacial do Coletivo Lagoa Alvorada em Boa Vista (RR), efetivada por meio de assessoria técnica com interfaces. A discussão sobre alternativas críticas às práticas convencionais de arquitetura e urbanismo, que informou a assessoria técnica ao grupo sócio-espacial, foi levada ao meio acadêmico e profissional em Roraima, e
é também aqui apresentada. Alicerçada na teoria e prática do grupo de pesquisa Morar de Outras Maneiras, da Escola de Arquitetura da Universidade Federal de Minas Gerais (MOM/EA-UFMG) a pesquisa foi desenvolvida por meio de instrumentos que ampliaram o imaginário dos envolvidos, provocando diálogo, discussão e conduzindo-os à reflexão crítica sobre sua produção. Ao coletivo,
constituído por vinte e seis famílias venezuelanas, quatro brasileiras e uma cubana ameaçadas de remoção por viverem em palafitas em uma área de preservação permanente (APP), foram propostos dispositivos problematizadores de sua relação com as águas, questão-chave para sua permanência. Oficinas, maquetes e jogos motivaram discussões e conduziram à proposta de construção
de um plano popular alternativo de ocupação sustentável da lagoa. No curso de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Roraima, aos vinte e um alunos da disciplina eletiva Habitação de Interesse Social, por ocasião de meu estágio-docência, foram propostas leituras individuais, discussões em grupos, exposição em seminários dos textos produzidos pelos pesquisadores do
MOM/EA-UFMG, eles também puderam experienciar uma interface e realizar minicenso no Coletivo Lagoa Alvorada. À comunidade de arquitetura e urbanismo, a discussão foi levada por meio de um workshop que visou tensionar a produção da assistência técnica de habitação de interesse social (ATHIS) com a proposta de assessoria técnica com interfaces do MOM/EA-UFMG. Em relação ao coletivo, esperava-se que tal problematização iniciasse um processo de auto-organização e educação continuada e trouxesse ganhos de autonomia, consciência sócio-espacial e ambiental para as tomadas de decisões coletivas e individuais. Já no meio arquitetônico, esperava-se que essa problematização conseguisse abrir brechas para uma reflexão crítica sobre o fazer arquitetura, especialmente aquela voltada aos grupos sócio-espaciais, e a superação das práticas convencionais ali realizadas. Junto ao grupo sócio-espacial, a vivência foi rica em aprendizagem e troca de experiências, resultando em pequenos ganhos, pelo grupo, de autonomia e consciência sócio-espacial e ambiental, confirmando a eficácia das interfaces. É imprescindível que esse processo seja continuado e expandido. Na academia, a recepção por parte dos alunos foi satisfatória, pois fomentou a reflexão sobre a posição do arquiteto frente aos grupos sócio-espaciais, porém o engajamento da maioria ficou limitado ao período do curso.
Abstract
The research presented in this thesis investigated the socio-spatial production of the Lagoa Alvorada Collective in Boa Vista (RR), carried out through technical consultancy and interfaces. The discussion on critical alternatives to conventional architectural and urban planning practices, which informed the technical consultancy to the socio-spatial group, was taken to the academic and professional
environment in the Brazilian state of Roraima, and is also presented here. Based on the theory and practice of the research group Morar de Outras Maneiras (Other Ways to Live) of the School of Architecture of the Federal University of Minas Gerais (MOM/EA-UFMG), the research was developed through instruments that expanded the imagination of those involved, fostering dialogue, discussion and leading them to critical reflection on their production. The collective, made up of twenty-six Venezuelan, four Brazilian and one Cuban families, threatened with removal for living in stilt houses in a permanent area of preservation (APP), was offered devices to problematize their relationship with water, a key issue for their permanence. Workshops, models and games motivated discussions and led to the proposal to build an alternative popular plan for the sustainable occupation of the lagoon. In the Architecture and Urbanism course at the Federal University of Roraima, the twenty-one students of the Social Interest Housing elective course,
during my teaching internship, were asked to read individually, discuss in groups, and present texts produced by MOM/EA-UFMG researchers in seminars. They also had to experience an interface and conduct a mini census at the Lagoa Alvorada Collective. The discussion was taken to the architecture and urbanism community through a workshop, which aimed to tension the production of social
interest housing technical assistance (ATHIS) with the MOM/EA-UFMG's proposal for technical assistance with interfaces. Regarding the collective, it was expected that such problematization would initiate a process of self-organization and continued education as well as bring gains in autonomy, socio-spatial and environmental awareness for collective and individual decision-making. In the
architectural field, it was expected that this problematization would create space for a critical reflection on the practice of architecture, especially focused on socio-spatial groups, and the overcoming of conventional practices carried out there. With the socio-spatial group, the practice was rich in learning and exchange of experiences, resulting in small gains, by the group, in autonomy and socio-spatial and environmental awareness, confirming the effectiveness of the interfaces. It is essential that this process is continued and expanded. In academia, the reception by the students was satisfactory, as it was possible to reflect on the position of the architect in relation to the socio-spatial groups, but the engagement of the majority was limited to the period of the course.
Assunto
Grupos sociais - Boa Vista (RR), Espaço urbano, Arquitetura de habitação, Comunidade urbana - Desenvolvimento
Palavras-chave
Sócio-espacial, Palafitas, Interfaces, Emancipação, Roraima
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