Engajamento em redes sociais online na construção de universos transmídia : "o Brasil Que Eu Quero" para além da Globo

dc.creatorAdriano Austeclínio Pádua dos Santos
dc.date.accessioned2020-06-26T12:34:48Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:48:19Z
dc.date.available2020-06-26T12:34:48Z
dc.date.issued2020-03-25
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/33675
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subject.otherEngajamento
dc.subject.otherApropriação
dc.subject.otherTransmídia
dc.subject.otherTelejornalismo
dc.titleEngajamento em redes sociais online na construção de universos transmídia : "o Brasil Que Eu Quero" para além da Globo
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Geane Carvalho Alzamora
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8572132339129140
local.contributor.referee1Lorena Peret Tarcia de Tasende
local.contributor.referee1Phellipy Pereira Jácome
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/9622238161467366
local.description.resumoEsta pesquisa busca compreender de que modo e em que medida o engajamento social gerado em conexões de redes sociais online em torno de “O Brasil Que Eu Quero,” projeto editorial do Núcleo Eleições 2018 da TV Globo, configura dinâmica transmídia. Para o estudo, empregamos o aporte teórico do engajamento transmídia (EVANS, 2019) em associação com as concepções de apropriação (JENKINS ET AL, 2006; SCOLARI, 2013) e circulação de significados em redes sociais (MATHIEU, 2015; GROHMANN, 2019), como também os sete princípios da narrativa transmídia de Jenkins (2009). A perspectiva metodológica adotada compreendeu três etapas, sendo a primeira delas a observação das plataformas digitais da TV Globo e as estratégias de produção e distribuição de “O Brasil Que Eu Quero.” Na segunda fase, utilizamos as ferramentas Youtube Data Tool e Keyhole para a extração automática de dados no Youtube e Twitter, respectivamente. De modo complementar, empregamos o programa Tableau na visualização e análise dos dados. O material coletado do Youtube foi categorizado em paródia, mashup, recapitulação e adaptação. Contabilizadas em maior número, as paródias foram privilegiadas na análise, seguidas pelos mashups por obterem o segundo maior número de visualizações e curtidas. As recapitulações e as adaptações foram apreendidas no contexto geral do processo comunicacional por não acionarem o processo de ressignificação do projeto televisivo, uma vez que se apresentam como mera reprodução dos conteúdos oficiais. No Twitter, consideramos as oito postagens com maior número de compartilhamentos. Como base no aporte teórico, descrevemos o processo de ressignificação desses tweets. Observamos que paródias e mashups se apresentavam como extensões criativas do projeto editorial investigado, o que caracterizava como dinâmica transmídia. Na última etapa, acionamos os sete princípios da narrativa transmídia propostos por Jenkins (2009) para averiguar a configuração da dinâmica transmídia investigada. Verificamos que o engajamento social opera em perspectiva multiplataforma conforme os princípios de propagabilidade e serialidade ao acionar o espalhamento dos conteúdos de “O Brasil Que Eu Quero” em conexões digitais e assim ampliando a circulação de conteúdos variados em diferentes plataformas. Na perspectiva da expansão criativa, o engajamento opera predominantemente conforme os princípios de continuidade e multiplicidade, subjetividade, performance e imersão e extração. O envolvimento do público motivado pelos conteúdos televisivos se estabeleceu em processos de apropriação da ideia original do projeto editorial. Observou-se, porém, ressignificação em narrativas baseadas em experiências pessoais e variados pontos de vista, os quais acionam a circulação de novos sentidos. Esses processos incrementam a dinâmica de geração de conteúdos no Youtube e no Twitter, desencadeando a construção de universo narrativo derivado da proposta editorial “O Brasil Que Eu Quero”. Verificou-se que esse processo comunicacional transmidiático ressignificou a mediação jornalística de “O Brasil Que Eu Quero” a partir dos processos de engajamento do público no Youtube e no Twitter. Os resultados demonstram que as atividades comunicacionais em redes sociais online, no contexto da cultura transmídia, coexistem com as rotinas e estratégias de distribuição midiática do sistema tradicional de mídia numa relação demarcada por tensão, autonomia e instabilidade.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Comunicação Social

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