Neuroimunomodulação e esquizofrenia: uma análise translacional

dc.creatorVívian Thaise da Silveira Anício
dc.date.accessioned2024-10-30T13:03:25Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:12:40Z
dc.date.available2024-10-30T13:03:25Z
dc.date.issued2024-06-12
dc.description.abstractThis work is composed by two chapters. In the first chapter, a longitudinal analysis was performed in order to evaluate the impact of the maternal immune activation (MIA) by administration of the viral mimetic polyinosinic-polycytidylic acid (Poly I:C) under immune, behavioral and neuroanatomical parameters of the offspring in a sex-specific way, at different stages of life. In this sense, 20 C57/BL/6 pregnant dams were treated on gestational day 17 with Poly I:C 5mgKg or saline via intraperitoneal route. Serum collections from offspring’s (n=53) were performed at the age of 21, 35, 49 and 70 days, corresponding to juvenile, puberty, young adult and adult life stages, respectively. Inflammatory mediators were measured by the Cytometric Beads Array (CBA). Behavioral and neuroanatomical analyzes were performed at 21 months of age. Our results demonstrate that offspring exposed to MIA during intrauterine life present important and permanent changes in several immunologic parameters, with a prevalence of a pro-inflammatory profile in the Poly I:C group compared to controls and females present immune abnormalities later in relation to males. Both males and females of Poly I:C group had a smaller brain volume, although reduction in the volume of the lateral ventricles, olfactory bulb and hippocampus is observed only in male group. MIA induces anxiety-like behavior and memory impairment. However, no differences were observed in compulsive-like behavior and basal locomotor activity in both sexes and groups. We believe that these results may contribute to a new insight at prevention and future treatments of schizophrenia in an individualized way, especially when we consider that schizophrenia affects men and women at different times of life and in different ways. In the second chapter, an integrated summary of the best global evidence about immunological biomarkers of EZ will be presented, in a single, accessible and useful document, in order to consolidate knowledge gaps and reduce uncertainties for heath decision makers and managers in public health. A bibliographic search of Systematic Reviews (RSs) was performed in MEDLINE (via PubMed), CRD, Cochrane Library, BVS, EMBASE (Elsevier), APA PsycNet® and Scielo (Web of Science). Data from studies defined as low risk of bias and moderate or high methodological quality by ROBIS and AMSTAR-2 tools, respectively, were collected, analyzed and integrated. All phases of this work were carried out in duplicate by two independent reviewers, 24 with disagreements resolved by discussion. A total of 4.302 works were captured and evaluated. Of these, only 24 met all eligibility criteria. We can affirm through this work, with high quality of evidence, that inflammatory processes at different stages of life, as well as polymorphisms in the gene that encodes the anti-inflammatory cytokine IL-10, were found to be strongly associated with the increased risk of developing EZ. We also observed, with a high level of evidence, the existence of an inflammatory syndrome in the EZ, with potential Th2 inclination. Potential immune biomarkers in EZ vary according to clinical status, prognosis, severity and introduction of pharmacotherapy. Primary studies of high methodological quality, well delineated RSs, with data stratification according to the clinical status and longitudinal monitoring of EZ patients following internal and external validity checklist remains insufficient to obtain quality and more accurate information about biomarkers in EZ, especially for EZ starting in childhood.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/77721
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Restrito
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectNeurociências
dc.subjectEsquizofrenia
dc.subjectPrática Clínica Baseada em Evidências
dc.subjectBiomarcadores
dc.subjectNeuroimunomodulação
dc.subject.otherEsquizofrenia
dc.subject.otherAtivação Imune Materna
dc.subject.otherNeurodesenvolvimento
dc.subject.otherPrática Clínica Baseada em Evidências
dc.subject.otherBiomarcadores
dc.titleNeuroimunomodulação e esquizofrenia: uma análise translacional
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Antônio Carlos Pinheiro de Oliveira
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/2124700239916112
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3147831672357236
local.description.embargo2025-06-12
local.description.resumoEste trabalho é composto por dois capítulos. No primeiro capítulo foi realizada uma análise longitudinal do impacto da ativação imune materna (MIA) induzida pelo mimético viral polyinosinic-polycytidylic acid (Poly I:C) no modelo animal de neurodesenvolvimento da esquizofrenia (EZ) sob parâmetros imunes, comportamentais e neuroanatômicos da prole de forma sexo-específica, em diferentes fases da vida. Para tanto, 20 C57/BL/6 fêmeas gestantes receberam uma dose única de Poly: IC 5mg/kg ou salina estéril no dia gestacional 17, via intravenosa. Coletas de soro da prole (n=53) foram realizadas aos 21, 35, 49 e 70 dias de vida, correspondentes às fases juvenil, puberdade, jovem adulto e adulto, respectivamente. Mediadores inflamatórios foram mesurados através de CBA (Cytometric Beads Array). Já as análises comportamentais e neuroanatômicas foram realizadas aos 21 meses de idade. Nós observamos que MIA induz alterações imunes permanentes na prole com prevalência de perfil pró-inflamatório no grupo Poly I:C em comparação a controles, com as fêmeas apresentando anormalidades imunes em momentos tardios em comparação aos machos. Foi observado que tanto os machos quanto as fêmeas do grupo Poly:IC apresentaram um menor volume encefálico, com ausência de alterações no volume dos ventrículos laterais, bulbo olfatório e hipocampo apenas em fêmeas. MIA induz a comportamento do tipo-ansioso e comprometimento de memória. No entanto, não foram observadas alterações no comportamento do tipo-compulsivo e atividade locomotora basal em ambos os sexos. A análise longitudinal em roedores é uma importante ferramenta em prol da melhor compreensão idade e sexo-específica da neurobiologia da EZ. Tais resultados contribuem para novos insights para a prevenção, biomarcadores de status clínicos e futuros tratamentos da EZ de forma individualizada. Já no segundo capítulo será apresentado um resumo integrado das melhores evidências da literatura científica mundial sobre os potenciais biomarcadores imunológicos da EZ, em um único documento, acessível e útil, em prol de consolidar lacunas de conhecimento e reduzir incertezas para os tomadores de decisão em saúde e gestores em Saúde Pública. Para tanto, foi realizada uma busca bibliográfica de Revisões Sistemáticas (RSs) publicadas nas bases de dados MEDLINE (via portal Pubmed), CRD, Cochrane Library, BVS, bem como as bases EMBASE (Elsevier), 22 APA PsycNet®, Scielo (Web of Science) via portal CAPES. Dados dos trabalhos definidos como de baixo risco de viés e moderada ou alta qualidade metodológica através das ferramentas ROBIS e AMSTAR-2, respectivamente, foram coletados, analisados e integralizados. Todas as fases deste trabalho foram realizadas em duplicata por dois revisores independentes, com discordâncias resolvidas por discussão. Foram captados e avaliados um total de 4.302 trabalhos. Destes, 24 cumpriram todos os critérios de elegibilidade. Podemos afirmar através deste trabalho, com alta qualidade de evidência, que processos inflamatórios em diferentes etapas da vida, bem como polimorfismo do gene que codifica a citocina anti-inflamatória IL 10 foram encontrados enquanto fortemente associados ao maior risco de desenvolvimento da EZ. Também observamos, com alto nível de evidência a existência de uma síndrome inflamatória na EZ, com potencial inclinação TH2. Os potenciais biomarcadores imunes na EZ variam de acordo com o status clínico, prognóstico e severidade e introdução da farmacoterapia. Apesar das evidências encontradas serem promissoras, permanece insuficiente a quantidade de estudos primários de alta qualidade metodológica, bem como RSs bem delineadas, com estratificação de dados de acordo com o status clínico e acompanhamento longitudinal dos portadores da EZ e seguindo checklists de validade interna e externa para a obtenção de informações de qualidade e mais certeiras sobre biomarcadores na EZ, em especial para a EZ com início na infância.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentICB - INSTITUTO DE CIÊNCIAS BIOLOGICAS
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Neurociências

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