Elevado gasto energético de repouso em mulheres com migrânea episódica: o uso de fórmulas preditivas

dc.creatorJéssica Sales Ribeiro
dc.date.accessioned2022-12-28T15:39:37Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:28:15Z
dc.date.available2022-12-28T15:39:37Z
dc.date.issued2022-10-27
dc.description.abstractMigraine is a common and disabling primary headache and its pathophysiology is not fully understood. The most common hypothesis for the migraine attacks development is the activation of trigeminal afferent fibers, leading to a state of neurogenic inflammation. Previous studies suggest the effect of pain on energy expenditure in humans. The investigation of the energy expenditure of patients with migraine is relevant to provide an adequate dietary intervention to the patients. The objective of this study is to assess whether the resting energy expenditure of women with migraine differs from that of women without migraine. This is a cross-sectional study involving adult women aged between 18 and 65 years with or without (controls) migraine. This study took place at the Headache Outpatient Clinic of Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte, MG, Brazil). We collected clinical and demographic data using a semi-structured questionnaire. Migraine severity was measured using the Migraine Disability Test and Headache Impact Test, version 6. Body weight and height were measured. Body composition was evaluated by electric bioimpedance. Resting energy expenditure was measured by Indirect Calorimetry and compared with the predicted resting energy expenditure calculated using predictive formulas, selected by frequency of use and clinical relevance. Blood samples were collected of a subsample after an overnight fasting. Patients with migraine had higher resting energy expenditure when compared to controls (P<0.01). Moreover, the resting energy expenditure positively correlated with the number of migraine attacks (Rho=0.226; P=0.044). Patients with migraine had higher serum levels of adiponectin, however, it did not correlate with the resting energy expenditure (Rho=0.140, P=0.343). There was no difference in serum leptin levels between the groups (P=0.968). Regarding the predictive formulas, we observed that Mifflin-St Jeor and Henry and Rees were those that have more accuracy to predict resting energy expenditure in women with migraine. The findings of this study suggest that patients with migraine have higher resting energy expenditure when compared to individuals without migraine, and it can be correlated with the number of migraine attacks. The Mifflin-St. Jeor and Henry and Rees formulas are the most accurate to predict resting energy expenditure in women with migraine. In addition, this study also suggests that adiponectin play a role in the pathophysiology of migraine.
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/48488
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/pt/
dc.subjectMetabolismo Energético
dc.subjectCefaleia
dc.subjectAdipocinas
dc.subject.otherMetabolismo Energético
dc.subject.otherCefaleia
dc.subject.otherAdipocinas
dc.titleElevado gasto energético de repouso em mulheres com migrânea episódica: o uso de fórmulas preditivas
dc.title.alternativeHigh Resting Energy Expenditure in Women with Episodic Migraine: The Use of Predictive Formulas
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Laís Bhering Martins
local.contributor.advisor1Adaliene Versiani Matos Ferreira
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1002230820162670
local.contributor.referee1Luana Meller Manosso
local.contributor.referee1Aline Silva de Miranda
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/4582169444660977
local.description.resumoA migrânea é uma cefaleia primária comum e incapacitante. Sua fisiopatologia não é totalmente compreendida, mas a hipótese mais comum para o desenvolvimento de suas crises é a ativação de fibras aferentes do nervo trigêmeo, levando a um estado de inflamação neurogênica. Estudos anteriores sugerem o efeito da dor no gasto energético de humanos. A investigação do gasto energético dos pacientes com migrânea é relevante para a adequação das intervenções dietéticas. O objetivo deste estudo é avaliar se o gasto energético em repouso de mulheres com enxaqueca difere do de mulheres sem enxaqueca (controles). Trata-se de um estudo transversal envolvendo mulheres adultas entre 18 e 65 anos com ou sem diagnóstico de enxaqueca, realizado no Ambulatório de Enxaquecas do Hospital das Clínicas, Universidade Federal de Minas Gerais (Belo Horizonte, MG, Brasil). Coletamos dados clínicos e demográficos utilizando um questionário semi-estruturado. A gravidade da enxaqueca foi mensurada por meio dos testes Migraine Disability Test e Headache Impact Test, versão 6. O peso corporal e a altura foram aferidos. A composição corporal foi avaliada por bioimpedância elétrica e o gasto energético de repouso foi medido por Calorimetria Indireta e comparado com o gasto energético de repouso preditivo, calculado através de fórmulas preditivas selecionadas com base na frequência de uso e relevância clínica. Foram recolhidas amostras de sangue de um subgrupo após jejum noturno. Mulheres com enxaqueca tiveram um gasto energético de repouso mais elevado quando comparado com os controles (P<0,01). Além disso, o gasto energético de repouso correlacionou positivamente com o número de crises de enxaqueca (Rho=0,226; P=0,044). Mulheres com enxaqueca tinham níveis séricos mais elevados de adiponectina contudo, isso não se correlacionou com o gasto energético de repouso (Rho=0,140; P=0,343). Não houve diferença dos níveis séricos de leptina entre os grupos (P=0.968). Quanto às fórmulas preditivas, observamos que as fórmulas de Mifflin-St Jeor e Henry e Rees eram as que tinham mais precisão para prever o gasto energético de repouso em mulheres com migrânea. Os resultados deste estudo sugerem que mulheres com enxaqueca têm um maior gasto energético de repouso quando comparadas com mulheres controles, e isso pode ser relacionado com o número de crises de enxaqueca. As fórmulas de Mifflin-St. Jeor e Henry e Rees são as mais precisas para prever o gasto energético de repouso em mulheres com enxaqueca. Além disso, este estudo também sugere a participação da adiponectina na fisiopatologia da enxaqueca.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentENF - DEPARTAMENTO DE NUTRIÇÃO
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Nutrição e Saúde

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
Elevado Gasto Energético de Repouso em Mulheres com Migrânea Episódica - Jéssica Sales Ribeiro.pdf
Tamanho:
1.44 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.07 KB
Formato:
Plain Text
Descrição: