Benefícios da equoterapia em crianças e adolescentes com paralisia cerebral nos níveis GMFCS IVE V: uma revisão de escopo
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Tipo
Monografia de especialização
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Primeiro orientador
Membros da banca
Ricardo Rodrigues de sousa Junior e Deisiane Oliveira Souto
Resumo
Introdução:A paralisia cerebral (PC) é uma condição neuromotora não progressiva caracterizada por distúrbios do movimento e da postura que comprometem a funcionalidade e a independência. Entre as estratégias de reabilitação, a equoterapia tem se destacado por integrar estímulos sensório-motores e emocionais, utilizando o movimento tridimensional do cavalo para favorecer ajustes posturais, equilíbrio e coordenação motora. Essa abordagem é especialmente indicada para indivíduos com maiores limitações funcionais, como nos níveis IV e V do GMFCS (Sistema de Classificação da Função Motora Grossa). Objetivo:Identificar, por meio de uma revisão de literatura, os principais benefícios da equoterapia sobre a função motora grossa e equilíbrioem crianças e adolescentes com PC nos níveis IV e V do GMFCS.Metodologia:Realizou-se busca nas bases Medline/PubMed, Lilacs, Embase e PEDro, utilizando descritores relacionados à PC e à equoterapia. Foram incluídos estudos com participantes de 2 a 18 anos, de ambos os sexos, que realizaram sessões de equoterapia em cavalo real. Excluíram-se revisões, estudos com outras patologias ou que utilizaram simuladores.Resultados:Foram incluídos 8 estudos. Os achados indicaram que a equoterapia promove ganhos significativos em controle postural, estabilidade de tronco e cabeça, simetria da marcha e função motora grossa, avaliados principalmente pelas escalas GMFM-66/88 e Pediatric Balance Scale (PBS). Também foram observadas reduções na espasticidade e melhora da variabilidade autonômica. Estudos qualitativos destacaram benefícios psicossociais, como maior autoconfiança, engajamento e interação social. Apesar dos resultados positivos, a maioria dos estudos apresentou amostras pequenas, curta duração das intervenções (8–12 semanas) e ausência de padronização metodológica, o que limita a generalização dos achados.Conclusão:Esta revisão confirma que a equoterapia é uma intervenção eficaz e segura para melhorar a função motora grossa, o equilíbrio e o bem-estar global de crianças e adolescentes com PC, especialmente nos níveis IV e V do GMFCS. Os resultados reforçam o potencial dessa abordagem como complemento às práticas fisioterapêuticas convencionais, contribuindo para maior independência funcional e qualidade de vida. No entanto, recomenda-se que futuras pesquisas adotem protocolos padronizados, ampliem o tamanho das amostras e realizem acompanhamentos em longo prazo, a fim de consolidar a evidência científica e fortalecer sua aplicabilidade clínica.
Abstract
Introduction:Cerebral palsy (CP) is a non-progressive neuromotor condition characterized by movement and posture disorders that compromise functionality and independence. Among rehabilitation strategies, equine therapy has stood out for integrating sensorimotor and emotional stimuli, using the three-dimensional movement of the horse to promote postural adjustments, balance, and motor coordination. This approach is especially indicated for individuals with greater functional limitations, such as those at levels IV and V of the GMFCS (Gross Motor Function Classification System).Objective:To identify, through a literature review, the main benefits of equine therapy on gross motor function and balance in children and adolescents with CP at GMFCS levels IV and V.Methodology:A search was conducted in the Medline/PubMed, Lilacs, Embase, and PEDro databases, using descriptors related to CP and equine therapy. Studies with participants aged 2 to 18 years, of both sexes, who underwent equine therapy sessions on a real horse were included. Reviews, studies with other pathologies, or those that used simulators were excluded.Results:8 studies were included. The findings indicated that equine therapy promotes significant gains in postural control, trunk and head stability, gait symmetry, and gross motor function, assessed mainly by the GMFM-66/88 and Pediatric Balance Scale (PBS). Reductions in spasticity and improvements in autonomic variability were also observed. Qualitative studies have highlighted psychosocial benefits, such as increased self-confidence, engagement, and social interaction. Despite the positive results, most studies had small samples, short intervention durations (8–12 weeks), and a lack of methodological standardization, which limits the generalizability of the findings.Conclusion:This review confirms that equine therapy is an effective and safe intervention to improve gross motor function, balance, and overall well-being in children and adolescents with CP, especially at GMFCS levels IV and V. The results reinforce the potential of this approach as a complement to conventional physiotherapy practices, contributing to greater functional independence and quality of life. However, it is recommended that future research adopt standardized protocols, increase sample sizes, and conduct long-term follow-ups in order to consolidate the scientific evidence and strengthen its clinical applicability.
Assunto
Paralisia cerebral, Terapia assistida por cavalos, Fisioterapia
Palavras-chave
Paralisia cerebral; Revisão de literatura; Terapia Assistida por Cavalos; Criança; Adolescente.