Alunos com transtorno do espectro autista nas aulas de educação física escolar: abordagens inclusivas no ensino de brincadeiras e jogos tradicionais
| dc.creator | Renato Henrique Da Silva | |
| dc.date.accessioned | 2025-10-01T11:18:59Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-10-03T19:03:51Z | |
| dc.date.available | 2025-10-01T11:18:59Z | |
| dc.date.issued | 2025-07-04 | |
| dc.description.abstract | Driven by a desire to reflect on my teaching practice, this study aimed to analyze inclusive approaches in classes containing students with Autism Spectrum Disorder (ASD) when teaching traditional games in Physical Education (PE) classes. This is an applied, descriptive, and qualitative teaching research project developed at the Olegário Tupinambá Mundim Municipal School, located in Lagoa Formosa, Minas Gerais. Forty-seven students (three with ASD) from two elementary school classes (first and third grades) participated, along with 87 family members. Data collection occurred in two stages: (i) administration of a questionnaire to parents/guardians, followed by planning of the teaching unit; and (ii) implementation of the activities. The following instruments were used: a questionnaire, participant observation, video recordings, a field diary, and drawings produced by the students. Data processing was based on Braun and Clarke's (2006) thematic analysis, resulting in three themes. The first, concerning the organization of a teaching unit of traditional games, highlights the importance of family involvement in preparing this content through stories and complementing the plan with strategies aimed at engaging everyone, such as anticipating proposals, listening to students, sharing adult testimonies, verbal and visual instructions, the use of helpers, small groups, and varying spaces. The second theme addresses inclusive experiences in games and encompasses students' enthusiasm and knowledge of certain practices, positive memories at the end of them, the strengthening of friendships between children with ASD and their peers, productive interactions with family members and us (teachers), as well as the protagonism, engagement, and potential expressed by them. Finally, the third theme concerns the challenges and pedagogical interventions in PE classes with students with ASD. It addresses barriers that manifested themselves in different ways in the three students in question. Some difficulties were not overcome and generated frustration. They are related to social interaction, changes in routine, detachment from specific interests, completion of activities, understanding of tasks and rules, motor difficulties, reactions to waiting, and sensitivity to environmental stimuli. The interventions adopted included patient dialogue, attention, reception, negotiation, (re)orientation, demonstration, proximity, adaptation, and encouragement. As a teacher, I faced moments of overload, and students without ASD expressed discomfort with the competitiveness and lack of cooperation in certain practices. The results of this research culminated in the production of a video documentary that brings together narratives, experiences, and learning acquired throughout the course. I conclude that all these experiences contributed to reflections on my teaching practice, and, based on them, I intend to strengthen the actions that proved successful, adopt a more attentive approach to the obstacles faced by students with and without ASD, and alleviate both the aspects criticized by these participants and the factors that generated stress in my daily school life. Thus, I will continue to seek lighter and more inclusive approaches for PE classes. | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/85295 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Educação física – Estudo e ensino | |
| dc.subject | Educação física para crianças | |
| dc.subject | Planejamento educacional | |
| dc.subject | Autismo em crianças | |
| dc.subject | Jogos | |
| dc.subject | Brincadeiras | |
| dc.subject.other | Necessidades educacionais especiais | |
| dc.subject.other | Educação física inclusiva | |
| dc.subject.other | Ludicidade | |
| dc.subject.other | Pesquisa-ensino | |
| dc.subject.other | Familiares | |
| dc.title | Alunos com transtorno do espectro autista nas aulas de educação física escolar: abordagens inclusivas no ensino de brincadeiras e jogos tradicionais | |
| dc.title.alternative | Students with autism spectrum disorder in school physical education classes: inclusive approaches in teaching traditional games and play | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor1 | Isabel Cristina Vieira Coimbra Diniz | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/8193448308248291 | |
| local.contributor.referee1 | Isabel Cristina Vieira Coimbra Diniz | |
| local.contributor.referee1 | Christiane Garcia Macedo | |
| local.contributor.referee1 | Tarcísio Mauro Vago | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/5625839802121839 | |
| local.description.resumo | Movido pelo desejo de refletir sobre minha prática pedagógica, este estudo teve como objetivo geral analisar abordagens inclusivas em turmas contendo alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), no ensino de brincadeiras/jogos tradicionais nas aulas de Educação Física (EF). Trata-se de uma pesquisa-ensino aplicada, de natureza descritiva e qualitativa, desenvolvida na Escola Municipal Olegário Tupinambá Mundim, localizada em Lagoa Formosa, MG. Participaram 47 estudantes (três com TEA) de duas turmas do ensino fundamental (primeiro e terceiro anos), além de 87 familiares. A coleta de dados ocorreu em duas etapas: (i) aplicação de um questionário aos pais/responsáveis, seguida do planejamento da unidade didática e (ii) realização das atividades. Foram utilizados os seguintes instrumentos: questionário, observação participante, registros em vídeo, diário de campo e desenhos produzidos pelos educandos. O tratamento dos dados foi realizado com base na análise temática de Braun e Clarke (2006), resultando em três temas. O primeiro, referente à organização de uma unidade didática de brincadeiras/jogos tradicionais, evidencia a importância do envolvimento das famílias na preparação desse conteúdo, por meio de relatos, e a complementação do plano com estratégias voltadas ao engajamento de todos, como a antecipação das propostas, escuta dos alunos, partilha dos depoimentos dos adultos, instruções verbais e visuais, uso de ajudantes, pequenos grupos e variação dos espaços. O segundo tema trata das vivências inclusivas nas brincadeiras/jogos e engloba o entusiasmo e os conhecimentos dos estudantes com determinadas práticas, as memórias positivas ao encerrá-las, o fortalecimento de vínculos de amizade entre as crianças com TEA e seus colegas, as interações produtivas com os familiares e conosco (professores), além do protagonismo, do engajamento e das potencialidades por eles expressas. Por fim, o terceiro tema diz respeito aos desafios e intervenções pedagógicas nas aulas de EF com alunos com TEA. Ele aborda barreiras que se manifestaram de diferentes formas nos três educandos em foco. Algumas dificuldades não foram superadas e geraram frustrações. Estão relacionadas à interação social, às mudanças na rotina, ao desapego por interesses específicos, à finalização de atividades, à compreensão de tarefas e regras, às dificuldades motoras, às reações diante da espera e à sensibilidade a estímulos do ambiente. As intervenções adotadas incluíram diálogo paciente, atenção, acolhimento, negociação, (re)orientação, demonstração, proximidade, adaptação e incentivo. Como professor, enfrentei momentos de sobrecarga e os alunos sem TEA demonstraram incômodo com a competitividade e a falta de cooperação em determinadas práticas. Os resultados desta pesquisa culminaram na produção de um videodocumentário que reúne narrativas, vivências e aprendizados construídos ao longo do percurso. Concluo que todas essas experiências contribuíram para reflexões sobre minha prática docente e, a partir delas, pretendo fortalecer as ações que se mostraram exitosas, adotar um olhar mais atento aos obstáculos enfrentados pelos estudantes com e sem TEA, e amenizar tanto os aspectos criticados por esses participantes quanto os fatores que geraram desgaste no meu cotidiano escolar. Desse modo, seguirei em busca de caminhos mais leves e inclusivos para as aulas de EF. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | EEFFTO - ESCOLA DE EDUCAÇÃO FISICA, FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Educação Física - Mestrado Profissional |
Arquivos
Pacote original
1 - 2 de 2
Carregando...
- Nome:
- ALUNOS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR abordagens inclusivas no ensino de brincadeiras e jogos tradicionais.pdf.pdf
- Tamanho:
- 5.16 MB
- Formato:
- Adobe Portable Document Format
Carregando...
- Nome:
- EDUCAÇÃO FÍSICA INCLUSIVA caminhos, vivências e desafios.pdf.pdf
- Tamanho:
- 116.19 KB
- Formato:
- Adobe Portable Document Format
Licença do pacote
1 - 1 de 1