Migração de peixes neotropicais em rio com barramentos sucessivos
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Tese de doutorado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Daniel Cardoso de Carvalho
Hugo Pereira Godinho
Lisiane Hahn
Uwe Horst Schulz
Hugo Pereira Godinho
Lisiane Hahn
Uwe Horst Schulz
Resumo
A quebra da conexão entre habitats essenciais por barragens e reservatórios reduz a abundância e diversidade de peixes migradores. Para conter esse declínio, passagens para peixes foram desenvolvidas em diversas regis do mundo incluindo o Brasil. O curimbatá Prochilodus lineatus, objeto desse estudo, com ampla distribuição na América do Sul é o potamódromo neotropical mais estudado. Com o uso da radiotelemetria, associada à coletas de ovos, larvas e alevinos, novo e atualizado modelo conceitual é proposto para o comportamento migratório de curimbatás no trecho do rio Grande que compreende as barragens de Marimbondo, Porto Colômbia, Volta Grande, Igarapava e Jaguara. Também são testadas cinco hipóteses: (h1) que a implementação de passagens para peixes nas barragens de Porto Colômbia e Volta Grande não cumprirá as precondições para que funcionem como armadilhas ecológicas; (h2) peixes artificialmente transpostos migram com maior probabilidade que os soltos no sopé das barragens; (h3) peixes soltos no reservatório mostram comportamento direcionado para montante e não se perdem dentro do reservatório; (h4) peixes soltos no reservatório podem usar tributários que são sítios de reprodução e (h5) peixes após se deslocarem para montante são capazes de retornar através do reservatório e transpor a barragem em direção para jusante. O novo modelo conceitual mostra que peixes utilizam os tributários Carmo (a montante de Volta Grande), SapucaíPaulista (a montante de Porto Colômbia) e Pardo-Mogi-Guaçu (a jusante de Porto Colômbia) como sítios reprodutivos. Também que o acúmulo de peixes sedentários ao sopé das barragens estudadas é notório. Os resultados indicam que a teoria de armadilhas ecológicas não se aplica ao caso das barragens de Porto Colômbia e Volta Grande, pois, as precondições: migração unidirecional e habitats a montante da barragem de baixa qualidade para reprodução e desenvolvimento dos alevinos, não se aplicam ao trecho estudado no rio Grande. Dados mostram que peixes são capazes de atravessar grandes reservatórios como os de Porto Colômbia e Volta Grande através em movimentos migratórios descendentes. Além de serem capazes de transpor as barragens e continuar sua migração para a jusante. Os dados também confirmam a atividade reprodutiva e presença de berçários naturais da espécie a montante de ambas barragens. Concluo a partir desses resultados que a construção de passagens para peixes nas barragens de Porto Colômbia e Volta Grande poderá auxiliar na conservação e promover o aumento da abundância do curimbatá na região.
Abstract
Assunto
Ecologia
Palavras-chave
Ecologia, Conservação e Manejo da Vida Silvestre