Autonomia histórica e autonomia institucional: conceitos fundamentais para compreender a arte como prática histórica epós-histórica

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Virginia de Araujo Figueiredo
Imaculada Maria Guimarães Kangussu
Bruno Almeida Guimarães
Verlaine Freitas

Resumo

Quando a arte, através de processos internos e externos, atingiu um estado de autonomia como prática com saberes e fazeres próprios, começaram a surgir problemas sobre o seu sentido e/ou justificativa. O mundo da arte tornou-se uma instituição especializada dependente do mercado e/ou dos Estados que, exceto onde conflui com o entretenimento, se estrutura autotélicamente. Assim, resta pouca margem para questionamentos e para um grande número de receptores que não são interpelados pelo produzido no âmbito da cultura lhes é tanto alheio como indiferente. Cada vez mais, uma obra de arte é apresentada como uma comunicação em um Congresso, algo feito por conhecedores para os conhecedores. De outra parte, a filosofia e a teoria da arte têm considerado essa prática como alheia a conhecedores, como algo que, muitas vezes, nem sequer pode ser considerado arte, embora compartilhando técnicas e referências semelhantes às que fizeram possível a autonomia da qual falamos. A arte heterônoma é, num sentido radical, uma arte que não sabe que o é. Os saberes e fazeres em seu entorno eram outros, devido a eles foi possível que surgisse a arte heterônoma. Nossa tese defende que o conceito arte inclui a autonomia mesmo que seja num grau mínimo, relacionado sempre com a heteronomia, e que essa relação permite compreender o mesmo conceito arte como uma prática com história na sua relação com as técnicas e a recepção. Compreender alguns dos bojos históricos e filosóficos dessa relação, como sua articulação hegeliana para o que hoje chamamos fim da arte é um passo prévio inevitável para compreender a autonomia institucional, essencial na contemporaneidade e no fenômeno da pós-história.

Abstract

When art, through internal and external processes, reached a state of autonomy as a practice with its own knowledge and practices, a set of problems concerning its meaning and/or justification emerged. The artworld became a specialized institution dependent on the market and/or the government, which is structured autotelically, except when it comes to entertainment. Thus, there only remains a narrow margin for anything that questions art or for a large number of receivers who are not challenged by what is produced as culture, which is either alien or indifferent to them. More and more, a work of art is presented as a communication in a Conference, something done by one specialist for other specialists. On the other hand, philosophy and art theory have considered this practice as foreign to connoisseurs, as something that often cannot even be considered art while sharing techniques and references similar to those made possible the autonomy of which we speak. Heteronomous art is, from a radical point of view, an art that would not know that is such a thing in any way; the knowledge and practices surrounding it were different and because of that was that heteronomous art itself was made possible. Our thesis hold that the concept art includes autonomy even if it is in a minimal degree always related with heteronomy, and that this relation allows us to understand the concept art as a practice with its own history, given its relationship with the techniques and the reception. Understand some of the historical and philosophical landmarks of this relationship, as its articulation on what we call, nowadays, the Hegelian theory of the end of the art, its a necessary previous step to understand the "institutional autonomy", essential for contemporaneity and the post-historical or phenomenon.

Assunto

Filosofia, Arte História, Arte

Palavras-chave

Autonomia institucional, História da arte, Fim da arte, Heteronomia

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