O pedestre no protagonismo da mobilidade urbana: as condições de caminhabilidade no espaço urbano de Montes Claros / MG
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Heloisa Soares de Moura Costa
Matheus Henrique de Sousa Oliveira
Matheus Henrique de Sousa Oliveira
Resumo
Os estudos acerca da caminhabilidade propõem avaliar a qualidade do deslocamento dos pedestres e os fatores que influenciam as decisões pela viagem a pé. Nas três últimas décadas autores se dedicam a responder a estas questões, afinal, o caminhar é o mais elementar modo de deslocamento, e está presente em todo território brasileiro. Nessa direção, o objetivo geral dessa pesquisa consistiu em desenvolver um Índice de Caminhabilidade e testá-lo em quatro centralidades de Montes Claros/MG. Como objetivos específicos esta pesquisa propôs compreender a mobilidade urbana com ênfase nos deslocamentos pedonais, através da discussão acerca do par cidade e urbanização nas cidades médias; desenvolver um Índice de Caminhabilidade a fim de aplicá-lo às quatro centralidades selecionadas, comparando-as enquanto importantes subcentros de Montes Claros e avaliando a qualidade do ambiente pedestre; e, sugerir ações para melhoria das condições de caminhabilidade em Montes Claros, contribuindo para a elaboração de instrumentos de planejamento e políticas públicas voltadas para a requalificação do espaço urbano destinado ao pedestre, na busca por espaços mais caminháveis na cidade. Para tanto, utilizou-se uma metodologia construída através de duas etapas fundamentais. A primeira traz um passeio pelos aspectos teóricos acerca da caminhabilidade, através de dois momentos: Caminhabilidade pelo alicerce, que busca apresentar os principais estudos do ambiente do pedestre e seus atributos; e, Caminhabilidade dentro de um recorte temporal, que traz estudos da temática produzidos entre o ano de 2015 e 2020. Apreendido o estado da arte acerca do tema caminhabilidade, partiu-se para a segunda etapa da metodologia, que foi subdividida em cinco partes sequenciais: aplicação de questionário semiestruturado à especialistas das áreas de engenharia de tráfego e mobilidade urbana de cidades de médio e grande porte do Brasil; aplicação de entrevistas semiestruturadas com pedestres nas quatro centralidades pesquisadas; utilização do método AHP – Analytic Hierarchy Process (Saaty, 1980) para atribuir peso aos indicadores avaliados pelos pedestres; pesquisa de campo visando a avaliação dos indicadores nas espacialidades estudadas; e, por fim, o desenvolvimento do modelo matemático do índice de caminhabilidade. Com o modelo matemático elaborado, foi possível testá-lo nas quatro espacialidades de pesquisa e validá-lo como importante instrumento de planejamento urbano na implementação de projetos e planos de mobilidade pedonal. Os resultados refletem a relevância dos indicadores: existência de calçada, iluminação e manutenção/conservação de calçada, e mostram o quão é fundamental entender as especificidades das espacialidades estudadas na avaliação da caminhabilidade local.
Abstract
Assunto
Mobilidade Urbana -- Teses, Áreas de pedestres -- Teses, Pedestres -- Teses, Caminhabilidade -- Teses, Planejamento Urbano -- Teses
Palavras-chave
Mobilidade Urbana, Ambiente Pedonal, Pedestre, Índice de Caminhabilidade, Planejamento Urbano