Custos com antimicrobianos no tratamento de pacientes com infecção da corrente sanguínea em uma unidade de terapia intensiva

dc.creatorAdriana Oliveira de Paula
dc.date.accessioned2019-08-13T10:46:40Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:28:13Z
dc.date.available2019-08-13T10:46:40Z
dc.date.issued2011-11-25
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/GCPA-8Q9NB8
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCustos Hospitalares
dc.subjectInfecções Bacterianas/economia
dc.subjectHumanos
dc.subjectAgentes Antibacterianos/economia
dc.subjectServiços de Farmácia Hospitalar/economia
dc.subjectEnfermagem
dc.subjectEstudos Epidemiológicos
dc.subjectUnidades de Terapia Intensiva
dc.subjectInfecção Hospitalar/microbiologia
dc.subjectCustos de Medicamentos/ estatística & dados numéricos
dc.subjectStaphylococcus aureus
dc.subjectOxacilina
dc.subject.otherResistência a Medicamentos Custos de Medicamentos Infecções Bacterianas Enfermagem
dc.titleCustos com antimicrobianos no tratamento de pacientes com infecção da corrente sanguínea em uma unidade de terapia intensiva
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Adriana Cristina de Oliveira
local.contributor.referee1Milca Severino Pereira
local.contributor.referee1Dacle Vilma Carvalho
local.description.resumoA infecção da corrente sanguínea (ICS) é uma das infecções relacionadas à assistência em saúde de maior relevância, devido a sua alta prevalência, morbimortalidade, aos custos associados e, principalmente, à possibilidade de prevenção. Dentre os principais microrganismos a elas associados, ressalta-se o Staphylococcus aureus, sobretudo aqueles resistentes. Os custos relacionados ao tratamento antimicrobiano de pacientes com ICS causada por microrganismos resistentes têm sido pouco explorados. Diante disto, objetivou-se comparar os custos com o tratamento antimicrobiano de pacientes com infecção da corrente sanguínea causada por Staphylococcus aureus resistentes com os custos decorrentes do tratamento envolvendo Staphylococcus aureus sensíveis. Trata-se de um estudo epidemiológico do tipo coorte histórica, realizado em uma Unidade de Terapia Intensiva de um hospital geral, de alta complexidade e privado de Belo Horizonte. A população do estudo foi composta por todos os pacientes que receberam o diagnóstico de ICS por Staphylococcus aureus, com base nos critérios estabelecidos pelo National Healthcare Safety Network do Centers for Disease Control and Prevention, no período de março de 2007 a março de 2011. Para a coleta dos dados, as informações sobre a ocorrência da ICS e o número de doses dos antimicrobianos utilizadas no tratamento foram obtidas por meio dos prontuários dos pacientes e dos registros da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar. Aquelas referentes aos custos foram calculadas de acordo com o Guia Farmacêutico Brasíndice. Os dados foram analisados no programa de estatístico SPSS. Realizaram-se análise descritiva, univariada e regressão linear. Fizeram parte do estudo 62 pacientes, sendo 31 incluídos no grupo de pacientes com ICS causada por Staphylococcus aureus resistente à oxacilina e 31 incluídos no grupo com ICS por Staphylococcus aureus sensível à oxacilina. Dentre os fatores de risco para ocorrência de ICS por MRSA, a colonização por microrganismos resistentes mereceu destaque (p < 0.05). Observou-se que a resistência bacteriana esteve relacionada a uma maior taxa de mortalidade (p = 0,025), assim como o maior tempo de permanência na Unidade de Terapia Intensiva e na instituição (p = 0,001). Os antibióticos mais utilizados para o tratamento empírico das infecções foram: vancomicina (69,4%), polimixina (46,8%), ertapenem (29,0%) e meropenem (24,2%). Para o tratamento direcionado foram: vancomicina (45,2%) e oxacilina (40,3%). O tempo médio de duração do tratamento foi de oito dias, independente do grupo no qual o paciente estava inserido. Em relação aos custos, na análise multivariada o perfil de sensibilidade do microrganismo permaneceu estatisticamente significativo, revelando que o custo do tratamento empírico e o custo total foram maiores para pacientes com MRSA. O direcionamento de antimicrobianos após o resultado de cultura diminuiu os custos significativamente (p = 0,001). Conclui-se que a resistência bacteriana além de influenciar as taxas de mortalidade dos pacientes com ICS, pode exercer importante papel sobre os custos com tratamento antimicrobiano destes. Destaca-se que estes custos podem variar em virtude do agente causal, do perfil de resistência dele, do tempo de tratamento e da dose utilizada, dentre outros fatores.
local.publisher.initialsUFMG

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