Performance é corpo, a crise é do corpo: estudos sobre corpo, performance, educação em pandemia e entrevistas com professores do ensino emergencial remoto

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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Primeiro orientador

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Ricardo Carvalho de Figueiredo
Arnaldo Leite de Alvarenga
Clóvis Domingos dos Santos
Éden Peretta

Resumo

Nesta pesquisa, Corpo e Performance são tratados como categorias do pensamento, isso implica em vastos e multifacetados universos teóricos. Os estudos do corpo, nesta tese, tomam a forma de uma espiral filosófica do corpo (Espinosa-Nietzsche-Artaud-Merleau-Ponty-Derrida-Deleuze-Guattari-Foucault) que dialoga com os nortes teóricos (Le Breton, 2003; Searle 2004; Greiner 2005) e com os estudos sobre performance (Austin, 1962; Goffman, 1956; Turner, 1957; Goldberg, 1979; Glusberg, 2008; Cohen, 2013; Schechner, 2002; 2004; 2012). Desta forma, a performance encontra nos estudos do corpo um campo fértil para o seu desenvolvimento. Se o corpo é construído, a escola engloba grande parte desse processo de fabricação (Ball, 2010) e é através do corpo que também se constrói uma educação como performance (Pineau, 2002; 2010; Hamera, 2002; Sabatini 2002; Stuchy; Wimmer, 2002). A pandemia colocou em questão não apenas a realização de uma pesquisa ação na escola, mas também e, fundamentalmente, o próprio tema desta pesquisa. Como pensar a educação através do corpo em pandemia? Vários dispositivos foram criados nesse caminho pandêmico. Performance é corpo trata-se de um constructo conceitual que destaca a centralidade do corpo na performance e, consequentemente, na educação como performance. A crise é do corpo também serve para enfatizar que o corpo ocupa o centro da crise contemporânea que se radicaliza com a pandemia (Berardi, 2020). A literatura sobre educação e pandemia, evidentemente, está sendo construída, mas já evidencia que a pandemia ocasionou o aprofundamento abissal das antigas questões sociais que são tão bem exemplificadas e reproduzidas pela escola (Duarte; César; Cury; Veiga-Neto; Carvalho; Charczuk; TürckeI, 2020). A entrevista com os professores que passaram por esse processo pandêmico foi o dispositivo criado para o necessário enfrentamento, coroando os esforços teóricos e reflexivos com o protagonismo dos professores participantes. O roteiro construído abriu espaço para o desabafo e acionou o dispositivo da imaginação ao propor um jogo de cenários educacionais hipotéticos: para sempre remoto, para sempre com protocolo e para sempre retorno à normalidade. O jogo veio realizar a performance desta pesquisa levando a discussão para dentro da escola através do olhar dos professores. O resultado final foi uma construção coletiva de reflexões multifacetadas sobre o corpo na educação em pandemia. Dentre as reflexões destacam-se a experiência de dois anos de ensino remoto no Brasil, suas sequelas e consequências no problemático retorno à normalidade. O inalterável tradicional formato escolar parece estar numa encruzilhada e como não poderia deixar de ser, o problema reside no corpo. E é também através do corpo que será possível resistir ao fim do professor e da própria escola.

Abstract

In this research, Body and Performance are treated as thought categories, which implies vast and multifaceted theoretical universes. The body studies, in this thesis, take a body philosophical spiral form (Espinosa-Nietzsche-Artaud-Merleau-Ponty-Derrida-Deleuze-Guattari-Foucault) that dialogues with the theoretical north (Le Breton, 2003; Searle 2004; Greiner, 2005) and performance studies (Austin, 1962; Goffman, 1956; Turner, 1957; Goldberg, 1979; Glusberg, 2008; Cohen, 2013; Schechner, 2002; 2004; 2012). In this way, performance finds in body studies a fertile field for its development. If the body is constructed, the school encompasses a large part of this manufacturing process (Ball, 2010) and it is through the body that education as performance is also constructed (Pineau, 2002; 2010; Hamera, 2002; Sabatini 2002; Stuchy; Wimmer, 2002). The pandemic has called into question not only the action research at school, but also, and fundamentally, the very theme of this research. How to think about education through the body in a pandemic? Several devices have been created in this pandemic path. Performance is body is a conceptual construct that highlights the centrality of the body in performance and, consequently, in education as performance. The crisis is of the body also serves to emphasize that the body occupies the center of the contemporary crisis that is radicalized with the pandemic (Berardi, 2020). The education and the pandemic literature, of course, is being built, but it already shows that the pandemic caused the old social issues abyssal deepening that are so well exemplified and reproduced by the school (Duarte; César; Cury; Veiga-Neto; Carvalho; Charczuk ; TürckeI, 2020). The interview with the teachers who went through this pandemic process was the device created for the necessary confrontation, crowning the theoretical and reflective efforts with the participating teachers protagonism. The script built opened space for venting and triggered the imagination´s device by proposing a hypothetical educational scenarios play: forever remote, forever with protocol and forever return to normality. The play came to carry out this research´s performance, taking the discussion into the school through the teachers eyes. The final result was a collective construction of body education multifaceted reflections in a pandemic. Among the reflections, the experience of two years of remote teaching in Brazil, its sequels and consequences in the problematic return to normality. The unalterable traditional school format seems to be at a crossroads and, of course, the problem lies in the body. And it is also through the body that it becomes possible to find solutions to the old school issues that are radicalized with the pandemic.

Assunto

Performance (Arte), Expressão corporal, Arte e filosofia, COVID-19 Pandemia, 2020-, Distanciamento social (Saúde pública) e educação, Ensino à distância

Palavras-chave

Corpo, Performance, Educação, Pandemia, Entrevistas

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