Paisagens literárias de Belo Horizonte: concreto e sensível
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Altamiro Sérgio Mol Bessa
Celina Borges Lemos
David Prado Machado
Viviane Madureira Zica Vasconcellos
Celina Borges Lemos
David Prado Machado
Viviane Madureira Zica Vasconcellos
Resumo
Desde a sua fundação, Belo Horizonte experienciou grandes transformações, quando o antes pequeno Arraial do Curral Del Rei foi convertido na nova capital do Estado de Minas Gerais. Os processos de modernização e as transformações das paisagens que deles sucederam são conhecidos por meio da documentação histórica oficial. No entanto, além desses registros, singularidades do percurso da cidade também se encontram guardadas na produção literária a seu respeito. Na composição de suas narrativas, a literatura pode apresentar paisagens únicas, compreendidas como um conjunto sensorial que explicita a percepção do sujeito em relação ao mundo. Esse é o fio condutor que estrutura esta dissertação. O estudo de caso concentra-se nas paisagens belo-horizontinas presentes em obras selecionadas de João Alphonsus e Carlos Drummond de Andrade, por meio das quais torna-se possível realizar uma aproximação com a cidade da primeira metade do século 20. Os autores converteram vivências em representação, e, com isso, perpetuaram as paisagens através de explorações que permitem acessar não somente os elementos visíveis, mas o conjunto de estímulos quando também sons, texturas, cheiros e gostos são concebidos como partes fundamentais da construção da experiência na paisagem. Assim, o objetivo da pesquisa é o de direcionar observações às paisagens construídas por eles dentro de suas estruturas de escrita e imaginação, para que seja possível fomentar uma teoria da paisagem em consonância com a literatura. O contato sensível com a cidade apresentado nas obras escolhidas se desdobra mediante o resgate da matéria porosa do cotidiano, recuperando, nos gestos diários, versões únicas do mundo.
Abstract
Since its foundation, Belo Horizonte has experienced great transformations, when the once small Arraial do Curral Del Rei was converted into the new capital of the State of Minas Gerais. The modernization processes and the transformations of the landscapes that followed them are known through official historical documentation. However, in addition to these records, singularities of the city’s history are also preserved in the literary production about it. In the composition of its narratives, literature can present unique landscapes, understood as
a sensorial set that explains the subject’s perception of the world. This is the guiding thread that structures this thesis. The case study focuses on the landscapes of Belo Horizonte present in selected works by João Alphonsus and Carlos Drummond de Andrade, through which it becomes possible to create an approximation with the city of the first half of the 20th century, in representation, and, with this, they perpetuated the landscapes through explorations that allow access not only to the visible elements, but to the set of stimuli when also sounds, textures, smells and tastes are conceived as fundamental parts of the construction of the experience in the landscape. Thus, the objective of the research is to direct observations to the landscapes constructed by them within their writing and imagination structures, so that it is possible to foster a landscape theory in line with literature. The sensitive contact with the city presented in the chosen works unfolds through the rescue of the porous matter of everyday life, recovering, in daily gestures, unique versions of the world.
Assunto
Paisagens, Literatura, Percepção, Sentidos e sensações, Cidades e vilas, Belo Horizonte (MG)
Palavras-chave
paisagem, literatura, cidade, sensação, percepção, Belo Horizonte