O frame dos verbos psicológicos: relações de herança entre as construções com verbos plenos e verbos leves

dc.creatorGabriele Cristine Carvalho
dc.date.accessioned2019-08-09T16:45:28Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:09:19Z
dc.date.available2019-08-09T16:45:28Z
dc.date.issued2015-04-17
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/MGSS-A3PMQJ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectLíngua portuguesa Semântica
dc.subjectLingua portuguesa Sintaxe
dc.subjectLingüística
dc.subjectGramática comparada e geral Verbo
dc.subjectLíngua portuguesa Verbos
dc.subjectLíngua portuguesa Gramática
dc.subject.otherVerbos leves
dc.subject.otherRelações de herança
dc.subject.otherVerbos psicológicos
dc.subject.otherVerbos plenos frame
dc.titleO frame dos verbos psicológicos: relações de herança entre as construções com verbos plenos e verbos leves
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Evelyne Jeanne A A M D Madureira
local.contributor.referee1Maria Candida Trindade Costa de Seabra
local.contributor.referee1Mario Alberto Perini
local.contributor.referee1Hugo Mari
local.contributor.referee1Marco Antonio de Oliveira
local.description.resumoPartindo-se da teoria da Gramática de Construções de Goldberg (1995), esta pesquisa tem como objetivo estabelecer as relações de herança entre as construções evocadas pelos frames dos verbos psicológicos. Segundo Goldberg, as construções são as unidades básicas da língua e formam uma rede estruturada, na qual estão relacionadas umas as outras por relações de herança. No modelo construcional, uma construção pode herdar suas propriedades de outras, gerando extensões de sentido. Neste trabalho, defende-se que as construções relacionadas por um mesmo frame mantêm relações de herança umas com as outras, porque compartilham elementos linguísticos e/ou porque compartilham as mesmas cenas. Assim, considerando o conceito de frame de Fillmore (1975), propusemos que o frame dos verbos psicológicos é atualizado por meio de construções de sentimento integradas pelos próprios verbos psicológicos (CSVPsico's), como entristecer e preocupar, e também por meio de construções analíticas que evocam esses frames, como ficar triste e estar preocupado. Os verbos que participam dessas construções de sentimento analíticas foram considerados verbos leves e observaram-se relações sistemáticas de forma e sentido entre essas construções analíticas, denominadas de CSVL's, e as construções com verbos plenos (CVP's) integradas pelos mesmos verbos em textos dos séculos XIV ao XVI. Os resultados da pesquisa mostraram que a identidade sintática entre as CVP's e as CSVL's de construções como Ele pôs o prato na mesa/Ele pôs medo em Maria, Ela tem dinheiro/Ela tem medo, Ele perdeu a chave/Ele perdeu o amor, etc. não é mera coincidência e que as diferenças de sentido dessas construções decorrem de mecanismos de extensão de sentido bastante produtivos, relacionados à polissemia e a mapeamentos metafóricos. A análise diacrônica mostrou que os traços sintáticos e/ou semânticos dessas construções são herdados de construções mais antigas e/ou mais frequentes. A análise evidenciou também mapeamentos metonímicos que conectam as CSVL's às CSVPsico's e, além disso, verificaram-se relações de herança entre as CSVPsico's causativas e as CSVPsico's ergativas. Propusemos que o armazenamento cognitivo das construções que evocam o frame dos verbos psicológicos é decorrente das relações de herança identificadas.
local.publisher.initialsUFMG

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