Diferenciais de mortalidade jovem no Brasil - a importância dos fatores socioeconômicos dos domicílios e das condições de vida nos municípios e UFs

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Cibele Comini Cesar
Braulio Figueiredo Alves da Silva

Resumo

Nesta dissertação analisa-se como o nível socioeconômico dos domicílios e as condições sociais de onde eles se localizam estão associados ao risco de morte dos jovens brasileiros com idade entre 15 e 29 anos. Busca-se, principalmente, identificar e dimensionar como os aspectos socioeconômicos intradomiciliares se interconectam as características dos municípios e unidades da federação para delinear a existência ou não de diferenciais no risco de morte de um jovem a partir dos dados do Censo Demográfico de 2010. Tendo com referência teórica um modelo ecológico para análise da mortalidade jovem adaptado de Minayo e Souza (2009) buscou-se identificar como fatores sociais, comportamentais, contextuais e atributos pessoais afetam a mortalidade jovem. Foram desenvolvidos modelos hierárquicos logísticos de três níveis para compreender como cada nível da análise (domicílio, município e UF) afeta o risco de mortalidade jovem. Os resultados indicam diferenciais de mortalidade jovem tanto a partir das características dos domicílios quanto devido às diferenças entre as condições de vida nos municípios e UF. Contudo, observou-se que a condição de vida intradomiciliar, mensurada pelo status socioeconômico do domicílio, afeta de maneira mais significativa a variabilidade do risco de um domicílio relatar a mortalidade de um jovem no Brasil. Além disso, as características dos responsáveis pelos domicílios como cor/raça e sexo também têm relação com o relato de mortalidade jovem pelo domicílio. Com relação aos diferenciais em níveis municipais, constatou-se a existência de correlação negativa entre o IDHM do município e a taxa bayesiana empírica de mortalidade. Além disso, verificou-se que domicílios em piores condições de vida intradomiciliar têm maiores riscos de relatar a mortalidade jovem tanto em municípios com melhores condições de vida quanto dentre aqueles com níveis mais baixos de IDHM.

Abstract

This masters thesis analyzes whether household socioeconomic levels and city-level social conditions are associated with the risk of dying of young Brazilians aged 15 to 29 years old. We use Brazilian 2010 census data to investigate this question. We use three level hierarchical logistic models to understand how variables related to each level of analysis (household, municipality and province) affects the risk of youth mortality. The results indicate that mortality differentials are observed due to differences incity-level and state-level living conditions. However, the main effect, was observed for household socioeconomic status. Furthermore, the characteristics of household heads as race and sex are also related to the incidence of youth mortality. With respect to the differentials in municipal levels, we observe an inverse relationship between living conditions and the chances of observing a youth death in the household. Finally, we find that households in the worse conditions life have higher risks of reporting the young as located in municipalities with better living conditions as well as in poorer cities.

Assunto

Mortalidade Brasil, Jovens, Indice de desenvolvimento humano

Palavras-chave

Status socioeconômico do domicílio, Índice de desenvolvimento humano, Mortalidade jovem

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