Transporte público e mudanças climáticas em Belo Horizonte: avaliação do impacto do projeto Bus Rapid Transit (BRT) para redução de emissão de gases de efeito estufa

dc.creatorHenrique de Almeida Pereira
dc.date.accessioned2019-08-12T07:57:40Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:35:51Z
dc.date.available2019-08-12T07:57:40Z
dc.date.issued2009-11-04
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-9M8FUQ
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectEfeito estufa (Atmosfera)
dc.subjectImpacto ambiental
dc.subjectEngenharia sanitária
dc.subject.otherGases de efeito estufa
dc.subject.otherTransporte público
dc.subject.otherMDL
dc.subject.otherBRT
dc.subject.otherEmissões atmosféricas
dc.subject.otherMudanças climáticas
dc.titleTransporte público e mudanças climáticas em Belo Horizonte: avaliação do impacto do projeto Bus Rapid Transit (BRT) para redução de emissão de gases de efeito estufa
dc.typeMonografia de especialização
local.contributor.advisor1Gilberto Caldeira Bandeira de Melo
local.contributor.referee1Eduardo Delano Leite Ribeiro
local.contributor.referee1Raphael Tobias de Vasconcelos Barros
local.description.resumoEste trabalho apresenta as relações entre transporte e mudança climática. Devido a crescente pressão populacional e os recentes incentivos criados pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas faz-se necessário o desenvolvimento de soluções de transporte público para reduzir o impacto climático dos centros urbanos. O caso de Belo Horizonte foi utilizado para discutir a contribuição do sistema de transporte público em termos de emissões e potenciais alternativas para um sistema mais eficiente e menos emissor. O município se prepara para a instalação de 5 sistemas de Bus Rapid Transit (BRT). Sistemas BRT são tecnologias de transporte rodoviário com eficiência de sistemas ferroviários e vem ganhando espaço em países em desenvolvimento devido ao relativo baixo custo de implantação, principalmente se comparado ao metrô. Objetiva-se, portanto, discutir a relação entre transporte e mudanças climáticas avaliando os sistemas BRT como tecnologia mitigadora das emissões de gases de efeito estufa (GEE) no transporte público. Mais especificamente, buscou-se avaliar as emissões de GEE por transporte público no município de Belo Horizonte por meio de um estudo de caso no BRT da Avenida Antônio Carlos. O estudo aplicou a metodologia do MDL AM0031 BaselineMethodology for Bus Rapid Transit Projects ao projeto da Antônio Carlos quantificando as reduções de emissão. Para tanto, o trabalho apresenta uma breve revisão bibliográfica sobre Mudanças Climáticas e sua relação com o transporte rodoviário. Discute ainda sobre os sistemas BRT e sua aplicação na América Latina permitindo a construção de um paralelo com a situação do Município de Belo Horizonte. Para aplicação da metodologia AM0031, a pesquisa levantou dados operacionais junto a BHTrans detalhando o sistema de transporte público em BeloHorizonte, a frota em operação, consumo de combustíveis, volume de passageiros e demais dados operacionais. O BRT da Avenida Antônio Carlos terá 27 km de extensão e custo estimado de R$ 556milhões. São esperados 25 mil passageiros por hora. Espera-se grande eficiência do sistema uma vez que este operará em pista exclusiva, com estações duplas e ultrapassagem. O sistema contará ainda com estações de embarque com pré-pagamento e sistemas de TI para controle de saídas e chegadas. Hidalgo (2008) avaliou a eficiência de sistemas BRT e metrô concluindo que ambos operam em faixas equivalentes entre 20.000 e 40.000 passageiros hora sentido (PHS) transportados.Este trabalho demonstra que as reduções de emissão de gases de efeito estufa oriundas do projeto totalizam 59.393 tCO2e por ano, o que representa 61,83% de redução em relação ao sistema atual de transporte urbano nesta via. Em termos absolutos, conclui-se que aredução do projeto é insignificante em relação as emissões totais do município, que totalizaram, em 2007, 3,18 milhões de tCO2e (1,86%). Entretanto, a aplicação de sistemas BRT em grande escala pode ter um impacto significativo se reduções da ordem de 60% também forem alcançadas nos demais sistemas BRT em avaliação. As emissões oriundas de fontes móveis correspondem a 80% das emissões do escopo setorial de energia em Belo Horizonte, destas o diesel é a segunda fonte mais representativa totalizando 687.712 tCO2e em 2007.
local.publisher.initialsUFMG

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