The indian protective service accused: the logic of defamation in the dispute for the control of indigenous territories in the state of amazonas, 1931
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Artigo de periódico
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O Serviço de Proteção aos Índios no banco dos réus: a lógica da detratação na disputa pelo controle de territórios e indígenas no Estado do Amazonas, 1931
El Servicio de Protección al Indio en el banquillo de los acusados: la lógica de la difamación en la disputa por el control de los territorios y los pueblos indígenas en el Estado de Amazonas, 1931
El Servicio de Protección al Indio en el banquillo de los acusados: la lógica de la difamación en la disputa por el control de los territorios y los pueblos indígenas en el Estado de Amazonas, 1931
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Resumo
The present article analyzes the Inquiry into the Indian Inspectorate in Amazonas and Acre, established in 1931 by order of the Federal Intervenor of the Amazonas. Taking as our approach an analysis of regional contexts, we link the inquiry to land conflicts that occurred in the previous decade, which gravitated around the imposition of a commercial monopoly on a resource historically configured as a “remedy for poverty” - Brazil nut trees. We demonstrate how narratives regarding these conflicts were triggered in the inquiry according to a logic that aimed to criminalize indigenous peoples and Indian Protective Service representatives as a way of accumulating legitimacy for the extralegal exercise of power. Finally, we illuminate the symbolic character of these disputes, which sought to restrict the legal meanings of “Indian” in order to question the legitimacy of the Indian Service in its administration of the so-called “semi-civilized peoples” and to restrict indigenous peoples’ access to State resources.
Abstract
O presente artigo analisa o Inquérito na Inspetoria dos Índios no Amazonas e Acre, instaurado em 1931 por ordem do Interventor Federal no Amazonas. Em uma aproximação a contextos locais e regionais, articula o inquérito aos conflitos fundiários ocorridos na década anterior, em torno da imposição do monopólio comercial sobre um recurso que se configurava, historicamente, como o “remédio da pobreza” - os castanhais. O artigo demonstra como as narrativas acerca desses conflitos são acionadas, no inquérito, segundo a lógica circular da detratação, visando a criminalização de indígenas e representantes do SPI, como forma de acumular legitimidade para o exercício extralegal do poder. Por fim, ilumina o caráter propriamente simbólico das disputas, que buscavam restringir os sentidos legais da categoria “índio”, retirando a legitimidade da Inspetoria na atuação entre os chamados “semicivilizados”, e alijando os indígenas de canais de acesso ao Estado.
Assunto
Serviço de Proteção aos Índios, Indios Mura, Indigenas da America do Sul - Amazonas, Povo Munduruku, Terras Indigenas
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