Agroecologia como prática espacial insurgente ou como agroecologia débil: o uso do termo na produção científica no Brasil
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Artigo de periódico
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Agroecology as insurgent spatial practice or poor agroecology: the use of the term in the scientific production in Brazil
Agroecología como práctica espacial insurgente o agroecología débil: el uso del término en la producción científica en Brasil
Agroecología como práctica espacial insurgente o agroecología débil: el uso del término en la producción científica en Brasil
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Resumo
Neste trabalho analisamos as diversas apropriações do termo agroecologia, que, segundo a bibliografia, surgiu nos anos 1930, no contexto dos estudos agronômicos sobre a otimização da produção agrícola. Nos anos 1960, após a crítica à modernização da agricultura e seus efeitos devastadores, o significado da agroecologia deslocou-se para práticas espaciais insurgentes. Uma análise quantitativa-qualitativa do uso atual do termo, em periódicos acadêmicos nacionais de diferentes disciplinas científicas, mostra que o principal enfoque abordado é de cunho técnico-ambiental, revelando assim a compreensão de uma agroecologia débil e despolitizada, que muitas vezes pode se mostrar oposta ao sentido defendido pelos movimentos sociais. A afirmação de uma "revolução verde sustentável", através da certificação do Agronegócio 4.0, como está sendo discutida em nível internacional, mesmo diante dos dramáticos índices de desmatamento na Amazônia, é um exemplo desse fenômeno.
Abstract
In this paper we analyze the various appropriations of the term agroecology, which, according to the bibliography, emerged in the 1930s in the context of agronomic studies on the optimization of agricultural production. In the 1960s, after the critique of the modernization of agriculture and its devastating effects, the meaning of agroecology shifted to insurgent spatial practices. A quantitative-qualitative analysis of the current use of the term in Brazilian academic journals of different scientific disciplines shows that the main focus is technical-environmental, thus revealing an understanding of a debilitated and depoliticized agroecology that allows the notion to be used in the opposite sense defended by social movements: the affirmation of a "sustainable green revolution" through the certification of Agribusiness 4.0, as it is being discussed at the international level, in the face of the dramatic rates of deforestation in the Amazon, represents an example of this phenomenon.
Assunto
Ecologia agrícola, Ecologia política, Periódicos brasileiros, Bibliometria
Palavras-chave
Agroecologia, Geografia, Ecologia Política
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https://revista.fct.unesp.br/index.php/nera/article/view/9054