Propriedades de medida do Lower Extremity Motor Coordination Test em indivíduos hemiparéticos

dc.creatorKenia Kiefer Parreiras de Menezes
dc.date.accessioned2019-08-09T22:57:56Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:13:51Z
dc.date.available2019-08-09T22:57:56Z
dc.date.issued2014-01-16
dc.description.abstractIntroduction: In stroke patients, the loss of motor coordination significantly contributes to disabilities. The assessment of motor coordination of the lower limbs is important for the planning, development, and modification of the treatment of these individuals, since adequate motor coordination is essential in many everyday motor activities. The Lower Extremity Motor Coordination Test (LEMOCOT), used to quantitatively evaluate the motor coordination of the lower limbs, is easily administered and understand. Thus, it is necessary to investigate its measurement properties in this population, such as the intra-, inter-rater, and test-retest reliabilities, construct and criterion validities, the best source of obtaining the score, as well as its ability to detect real changes in stroke subjects. Objective: To evaluate the measurement properties and the applicability of LEMOCOT with stroke subjects. Materials and methods: Thirty-six stroke participants, 18 sub-acute and 18 chronic subjects, were divided into three subgroups, according to their functional levels, based upon their gait speed. The following outcome measures were obtained: Motor recovery, sensory information, muscular tone, strength, motor coordination, and gait speed. Results: For the intra-, inter-rater, and test-retest reliabilities, excellent and significant coefficients were found for both the paretic limb and non-paretic lower limbs for the two sub-acute and chronic groups (ICC>0.93, p<0.0001). The standard error of the mean values found for the paretic and non- paretic lower limbs were acceptable (<15%), as well as the minimal detectable change values. ANOVAs revealed significant differences between the various sources of outcome scores for both the paretic (5.08<F<51.41, p<0.01) and non-paretic (18.92<F<82.17, p<0.01) lower limbs, suggesting that the means of three trials should be used. The LEMOCOT was able to discriminate individuals with and without hemiparesis and between the paretic and non-paretic lower limbs for both sub-acute and chronic groups. The LEMOCOT scores were not able to differentiate between individuals with different functional levels and motor recovery. When the LEMOCOT scores were compared between individuals, whose dominance prior to stroke was the dominant side, no significant differences were found (p=0.93). Significant and positive correlations were found between the LEMOCOT scores and measures of strength of the paretic knee flexors and extensors and hip flexors (0.390.56, p=<0.01) and esthesiometry (=0.40, p=0.02). No significant differences were found between the direct and video observations for both limbs (ICC=0.99, p<0.0001). The regression analyses revealed that only motor recovery and tonus of the plantar flexor muscles were able to explain 50% of the variance of the LEMOCOT scores. Conclusions: The findings demonstrated that the LEMOCOT demonstrated adequate measurement properties in stroke subjects and, therefore, could be an appropriate measure for research and clinical purposes. Furthermore, the means of three trials should be used to score the test, either from direct observations or video analyses.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-9HSJ79
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectCapacidade motora
dc.subjectAcidentes vasculares cerebrais
dc.subjectDestreza motora
dc.subjectValidade dos testes
dc.subject.otherExtremidade inferior
dc.subject.otherAcidente Vascular cerebral
dc.subject.otherDestreza motora
dc.subject.otherValidade dos testes
dc.titlePropriedades de medida do Lower Extremity Motor Coordination Test em indivíduos hemiparéticos
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor-co1Aline Alvim Scianni
local.contributor.advisor1Luci Fuscaldi Teixeira Salmela
local.contributor.referee1Augusto Cesinando de Carvalho
local.contributor.referee1Christina Danielli Coelho de Morais Faria
local.description.resumoIntrodução: Em indivíduos que sofreram Acidente Vascular Encefálico (AVE), a perda da coordenação motora (CM) contribui significativamente para a incapacidade. A avaliação da CM de membros inferiores (MMII) é fundamental para o planejamento, evolução e modificação do tratamento destes indivíduos, uma vez que esses são essenciais em muitas atividades motoras cotidianas. O Lower Extremity Motor Coordination Test (LEMOCOT), um teste utilizado para avaliar quantitativamente a CM dos MMII, é de fácil aplicação e compreensão. Assim, é necessário investigar as propriedades de medida deste teste nesta população, como confiabilidade intra e interexaminador e teste-reteste, validade de constructo e de critério, a melhor forma e método de obtenção do escore, bem como a capacidade do teste de detectar mudanças reais em indivíduos hemiparéticos. Objetivo: Avaliar as propriedades de medida e a aplicabilidade do LEMOCOT em indivíduos hemiparéticos. Materiais e método: Foram coletados os dados de 36 indivíduos hemiparéticos, sendo 18 subagudos e 18 crônicos. Cada subgrupo foi dividido em três, de acordo com o nível funcional, baseado no teste de velocidade de marcha. Foram obtidas as seguintes medidas de desfecho: retorno motor, sensibilidade, tônus muscular, força, coordenação motora e velocidade de marcha. Resultados: Para as confiabilidades intra e interexaminadores e teste-reteste, tanto para o membro parético como para o não parético e para os dois grupos estudados (subagudos e crônicos), os valores encontrados foram significativos e excelentes (CCI>0,93; p<0,0001). Os valores do erro padrão de medida encontrados para o membro parético e não parético foram considerados aceitáveis (<15%), bem como os valores para a mudança mínima detectável. ANOVAs revelaram diferenças significativas entre as cinco formas de obtenção do escore para o lado parético (5,08<F<51,41; p<0,01) e não parético (18,92<F<82,17; p<0,01), sendo sugerido, portanto, a média de três repetições. O LEMOCOT foi capaz de discriminar indivíduos com e sem hemiparesia e os lados parético e não parético para as duas fases (subaguda e crônica). Os escores do LEMOCOT não foram capazes de diferenciar os indivíduos com diferentes níveis funcionais e de retorno motor. Quando comparados os escores do LEMOCOT entre indivíduos que adquiriram a hemiparesia no membro inferior que era dominante antes da lesão com indivíduos que adquiriram a hemiparesia no membro inferior que não era dominante, não foram encontradas diferenças significativas (p=0,93). Foram encontradas correlações positivas e significativas entre os escores do LEMOCOT e as medidas de força de todos os músculos do membro inferior parético analisados (flexores e extensores de joelho e flexores de quadril; 0,390,56, p=<0,01) e com a estesiometria (=0,40, p=0,02). Não houve diferença significativa entre a avaliação por observação direta ou por análise dos vídeos (CCI=0,99 para ambos os membros, p<0,0001). Na análise de regressão, apenas as variáveis relacionadas ao retorno motor e tônus muscular dos flexores plantares foram capazes de explicar 50% do escore do LEMOCOT. Conclusões: Os resultados deste estudo demonstraram que o LEMOCOT apresentou adequadas propriedades de medida em hemiparéticos e que, portanto, pode ser um instrumento indicado para a pesquisa e prática clínica nesta população. Além disso, sugere-se que a média de três repetições seja utilizada para obter o escore do teste, seja por observação direta ou por análise de vídeos.
local.publisher.initialsUFMG

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