Investigação de fatores associados à fadiga em indivíduos com doença de Parkinson

dc.creatorJessica Ramos Pereira
dc.date.accessioned2019-08-14T17:38:35Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:05:47Z
dc.date.available2019-08-14T17:38:35Z
dc.date.issued2015-08-28
dc.description.abstractIntroduction: Fatigue is a frequent non-motor symptom in Parkinsons disease, but its etiology remains unclear. This work evaluated the serum levels of brain-derived neurotrophic factor (BDNF) and its precursor (proBDNF), interleukin-6 (IL-6) and tumor necrosis factor alpha soluble receptors (sTNFR1 e sTNFR2) in PD patients, in presence or absence of fatigue, and the impact of fatigue in mobility and physical activity levels. Methodology: Ninety-two PD patients were recruited, and 44 were eligible according to inclusion/exclusion criteria. Patients were divided in two groups: with fatigue (fatigue group, n = 17) and without fatigue (PD group, n=27) according to Parkinson's disease Fatigue Scale (PFS-16). Results: Fatigue group showed advanced stage of the disease with higher total and subsections scores of Unified Assessment Scale of Parkinson's Disease (UPDRS). Despite time of disease after diagnosis, evaluation of depression by Beck Depression Inventary (BDI) showed higher scores in fatigue group, which also had worse functional dependence level. No difference was observed for mobility and physical activity levels by Parkinson Activity Scale (PAS) and International Physical Activity Questionnaire (IPAQ), respectively. Fatigue group had higher IL-6 serum levels (p=0,026), but no difference was found in BDNF, proBDNF, sTNFR1 or TNFR2. Discussion: Our results are in accordance to previous works that demonstrated correlation among motor deterioration, depression, and presence/intensity of fatigue. Although no difference was found in mobility and physical activity levels, this is the first study that compares these outcomes in DP patients with and without fatigue. Stage of disease and daily dose of levodopa were similar in both groups which could explain similar mobility and physical activity levels, regardless presence of fatigue. Higher levels of IL-6 in fatigue group may favor the hypothesis that neuroinflammation mechanisms are related to fatigue and to altered mechanisms of glutamatergic neurotransmission in neurological diseases. Conclusion: Our results show that DP patients with fatigue have worse clinical outcomes, despite duration of disease. Moreover, an inflammatory profile may be related to this symptom in DP patients.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUBD-A4VEBR
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectFatores de necrose tumoral
dc.subjectExercícios físicos
dc.subjectFadiga
dc.subjectNeurociências
dc.subjectParkinson, Doença de
dc.subjectFator neurotrófico derivado do encéfalo
dc.subjectInterleucina 6
dc.subject.otherDoença de Parkinson
dc.subject.otherInterleucina-6
dc.subject.otherNível de atividade física
dc.subject.otherFadiga
dc.subject.otherNível funcional
dc.subject.otherFator neurotrófico derivado do cérebro
dc.subject.otherFator de necrose tumoral
dc.titleInvestigação de fatores associados à fadiga em indivíduos com doença de Parkinson
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Paula Luciana Scalzo
local.description.resumoIntrodução: A fadiga é um dos sintomas não motores mais comuns na doença de Parkinson (DP), entretanto, a sua etiologia ainda é pouco investigada. O presente estudo teve como objetivo avaliar se existe diferença nos níveis séricos de fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), seu precursor (proBDNF), interleucina-6 (IL-6) e os receptores solúveis do fator de necrose tumoral (sTNFR1 e sTNFR2) em indivíduos com DP, com e sem fadiga; além de avaliar o impacto da fadiga no nível de mobilidade e no nível de atividade física desses indvíduos. Materias e Métodos: Foram recrutados 92 indivíduos, dos quais 44 foram elegíveis de acordo com os critérios de inclusão/exclusão e consentiram participar do estudo. Esses foram divididos em dois grupos, grupo sem fadiga (n=27) e grupo com fadiga (n=17), a partir da avaliação realizada por meio da Escala de Fadiga para a Doença de Parkinson (PFS-16). Resultados: O grupo de indivíduos com DP e fadiga apresentou maiores escores em todas as subseções da Escala de Avaliação Unificada da Doença de Parkinson (UPDRS) e sua pontuação total, maior estadiamento da doença, pior nível de dependência funcional e maiores escores no Inventário de Depressão de Beck (BDI) a despeito do tempo de duração da doença. Não foram encontradas diferenças para o nível de mobilidade e nível de atividade física avaliados, respectivamente, por meio da Escala de Atividade para Parkinson (PAS) e Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). O grupo com fadiga apresentou maiores níveis séricos de IL-6 (p=0,026), entretanto, não foram encontradas diferenças para os níveis de proBDNF, BDNF, sTNFR1 e sTNFR2. Discussão: Estes resultados vão ao encontro da literatura onde é mencionada uma forte ligação entre a deteriorização motora, humor deprimido e a presença/gravidade da fadiga. Este é o primeiro estudo que compara o nível de mobilidade e nível de atividade física entre indivíduos com DP, com e sem fadiga, utilizando instrumentos específicos. Devido aos indivíduos de ambos os grupos encontrarem-se em estágios leve a moderado da doença, por não haver diferença em relação ao número de indivíduos que faziam uso de levodopa, o tempo de uso e a dose diária dessa medicação, pode-se explicar o fato de não ter sido encontrada diferença para o nível de mobilidade e nível de atividade física. Estudos recentes têm apontado mecanismos de neuroinflamação no surgimento da fadiga em indivíduos com afecções neurológicas e sugerem que as citocinas inflamatórias poderiam alterar mecanismos de neurotransmissão glutamatérgica. O nível elevado de Il-6 representa uma provável característica inflamátória na geração desse sintoma na amostra avaliada. Conclusão: A partir dos resultados obtidos é possível observar que indivíduos com diagnóstico de DP e que evoluem com fadiga, apresentam pior desfecho clínico a despeito do tempo de duração da doença. E é possível sugerir uma provável característica inflamátória na geração desse sintoma.
local.publisher.initialsUFMG

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