Systematics and taxonomic revision of sac-winged bats, genus Saccopteryx Illiger, 1811 (Chiroptera: Emballonuridae: Diclidurini)
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Sistemática e revisão taxonômica do gênero Saccopteryx Illiger, 1811 (Chiroptera: Emballonuridae: Diclidurini)
Primeiro orientador
Membros da banca
Guilherme Siniciato Terra Garbino
Valéria da Cunha Tavares
Valéria da Cunha Tavares
Resumo
The genus Saccopteryx comprises five species of insectivorous bats belonging to the family Emballonuridae and widely distributed in the neotropics: S. leptura, S. bilineata, S. canescens, S. gymnura e S. antioquensis. Despite being some of the most commom emballonurids in the Americas, several aspects of their taxonomy, systematics and biogeography remain unexplored. Molecular evidence suggest the existence of cryptic diversity within the S. bilineata complex and, considering the wide distribution of the genus, its complex taxonomic history and lack of taxonomic studies focused on Saccopteryx in recent decades, a comprehensive review is necessary. The aim of this study is to conduct a taxonomic revision of Saccopteryx, exploring species limits, morphological and morphometric variation throughout their distribution and reassessing the taxonomic status of names historically associated with Saccopteryx (subspecies and synonyms). 1535 specimens housed in national and foreign collections were examined, belonging to four species (S. leptura, S. bilineata, S. canescens, S. gymnura), covering the whole distribution of the genus and associated names. For Saccopteryx antioquensis, the three known specimens were examined through photographs. Specimens had their external and cranial morphology examined and 24 measurements were collected (13 external and 11 cranial dimensions). Morphometric analysis were performed using the software PAST4.03 and morphological characters were analyzed qualitatively. Two main morphometric groups were recovered: small-sized species (S. antioquensis, S. gymnura, S. canescens e S. leptura) and large-sized species (S. bilineata complex). Small-sized species presented great morphometric overlapping and morpholoical similarity, thus we propose new diagnoses, allowing their identification based on the combination of discrete morphology and morphometrics. We did not detected morphological diferences that support ‘pumila’ as a distinct taxa, reinforcing its synonymy under Saccopteryx canescens. The Saccopteryx bilineata complex presented the greater morphological and morphometric variation of the whole genus, with three distinct groups: a trans-Andean group (centralis), a group from Venezuela and Trinidad (perspicillifer) and a group from cis-Andean forested areas (bilineata). Atlantic Forest populations (insignis) are not distinct from the remaining cis-Andean populations, reinforcing the synonymy of insignis under S. bilineata. The groups perspicillifer and bilineata presented distinct morphometric characteristics but similar morphology and paraparic distribution, whereas centralis is morphologically and morphometrically distinct and allopatric to other groups within the S. bilineata complex. Based on morphological data and previous molecular evidence, we suggest that centralis should be raised to species level and that two species must be recognized within the Saccopteryx bilineata complex: S. bilineata and S. centralis. We also suggest that perspicillifer and bilineata be treated as subspecies of S. bilineata. Therefore, morphology data suggest the existence of seven taxonomic entities within the genus Saccopteryx, identified based on discrete morphological characters, morphometrics and distribution: S. antioquensis, S. canescens, S. gymnura, S. leptura, S. centralis, S. bilineata bilineata and S. bilineata perspicillifer. Molecular data will be analyzed in the future to explore molecular limits between these taxa, which may corroborate our conclusions.
Abstract
O gênero Saccopteryx compreende cinco espécies de morcegos insetívoros pertencentes à família Emballonuridae amplamente distribuídos pela região Neotropical: S. leptura, S. bilineata, S. canescens, S. gymnura e S. antioquensis. Embora sejam alguns dos embalonurídeos mais comuns das Américas, muitos aspectos de sua taxonomia, sistemática e biogeografia permanecem inexplorados. Evidências moleculares sugerem ainda a existência de diversidade críptica dentro do complexo S. bilineata e, considerando a ampla distribuição do gênero, seu histórico taxonômico complexo e falta de estudos taxonômicos focados em Saccopteryx nas últimas décadas, uma revisão abrangente se faz necessária. Este trabalho tem como objetivo realizar uma revisão taxonômica de Saccopteryx, explorando os limites entre espécies, sua variação morfológica e morfométrica ao longo de sua distribuição e reavaliando o status taxonômico de nomes historicamente associados à Saccopteryx (subespécies e sinônimos). Foram examinados 1535 espécimes depositados em coleções nacionais e estrangeiras e pertencentes a quatro espécies (S. leptura, S. bilineata, S. canescens, S. gymnura), cobrindo toda a distribuição do gênero e nomes atribuídos ao grupo. Para Saccopteryx antioquensis, os três exemplares conhecidos da espécie foram examinados através de fotografias. Os espécimes tiveram morfologia externa e craniana examinadas e foram coletadas 24 medidas morfométrica (13 externas e 11 cranianas). Análises morfométricas foram realizadas utilizando o software PAST4.03 e caracteres morfológicos discretos foram analisados de forma qualitativa. Dois grupos principais foram reconhecidos: espécies de pequeno tamanho (S. antioquensis, S. gymnura, S. canescens e S. leptura) e espécies de maior tamanho (complexo S. bilineata). As espécies de pequeno tamanho possuem maior sobreposição morfométrica e similaridade morfológica e novas diagnoses são propostas para essas espécies, permitindo sua identificação com base na combinação de morfologia discreta e morfometria. Não foram encontradas diferenças morfológicas que sustentem ‘pumila’ como um táxon distinto, reforçando sua sinonímia sob Saccopteryx canescens. O complexo Saccopteryx bilineata apresenta a maior variação morfométrica e morfológica de todo o gênero, com três grupos distintos identificados: um grupo transandino (centralis), um grupo da Venezuela e Trinidad (perspicillifer) e um grupo de áreas florestais cisandinas (bilineata). Populações da Mata Atlântica (insignis) não são distintas das demais populações cisandinas, reforçando a sinonímia de insignis sob S. bilineata. Os grupos perspicillifer e bilineata possuem tendências morfométricas distintas, porém com morfologia similar e distribuição parapátrica, enquanto centralis é morfometricamente e morfologicamente distinto e alopátrico em relação aos demais grupos do complexo S. bilineata. Com base em dados morfológicos e evidências moleculares prévias, sugerimos que centralis seja elevado a nível específico e reconhecemos duas espécies dentro do complexo Saccopteryx bilineata: S. bilineata e S. centralis. Sugerimos ainda que perspicillifer e bilineata sejam tratados como subespécies de S. bilineata. Dessa forma, os dados morfológicos sugerem a existência de sete entidades taxonômicas dentro de Saccopteryx, identificáveis com base em caracteres discretos, morfometria e distribuição: S. antioquensis, S. canescens, S. gymnura, S. leptura, S. centralis, S. bilineata bilineata e S. bilineata perspicillifer. Dados moleculares serão analisados futuramente para investigar os limites moleculares entre estes táxons, podendo corroborar estas conclusões.
Assunto
Zoologia, Quirópteros, Classificação, Taxonomia, Biogeografia
Palavras-chave
taxonomy, Emballonurinae, neotropical bats, morphology, morphometrics
Citação
Departamento
Endereço externo
Avaliação
Revisão
Suplementado Por
Referenciado Por
Licença Creative Commons
Exceto quando indicado de outra forma, a licença deste item é descrita como Acesso Restrito
