Psicoterapia fenomenológico-existencial com clientes homossexuais : a heteronormatividade e o poder-ser
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Monografia de especialização
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Maria Madalena Magnabosco
Resumo
Esta monografia propõe uma reflexão sobre a psicoterapia fenomenológico-existencial com clientes homossexuais. O estudo parte do reconhecimento de que a homossexualidade, historicamente patologizada, ainda hoje é alvo de estigmas e discriminações marcadas pela heteronormatividade. A partir de uma revisão narrativa da literatura, investiga-se como esse contexto sociocultural repercute na vir-a-ser e no sofrimento existencial de pessoas homossexuais, afetando especialmente as dimensões do ser-com e do poder-ser. Argumenta-se que a psicoterapia fenomenológico-existencial, ao não impor normatividades e trabalhar a abertura à autenticidade do Dasein, pode atuar de modo afirmativo, mesmo sem reivindicar explicitamente a nomenclatura de “terapia afirmativa”. São discutidos os conceitos de Impessoal, cuidado antepositivo e apropriação de si como fundamentos para uma prática clínica que reconheça o sofrimento singular de clientes homossexuais e os auxilie a ampliar suas possibilidades de ser. Conclui-se que, embora a fenomenologia existencial não patologize a diversidade sexual, sua prática exige do terapeuta formação crítica quanto às normatividades impostas pelo Impessoal, a fim de não reproduzi-las na clínica.
Abstract
This monograph offers a reflection on existential-phenomenological psychotherapy with homosexual clients. The study begins with the recognition that homosexuality, historically pathologized, remains the target of stigma and discrimination rooted in heteronormativity. Through a narrative literature review, it investigates how this sociocultural context affects the being and existential suffering of homosexual individuals, particularly impacting the dimensions of being-with and potentiality-for-being. It is argued that existential-phenomenological psychotherapy, by refraining from imposing normativities and working toward the Dasein’s openness to authenticity, may act affirmatively—even without explicitly adopting the label of “affirmative therapy.” The concepts of the They, liberating care, and self-appropriation are discussed as foundations for a clinical practice that acknowledges the unique suffering of homosexual clients and supports them in expanding their possibilities of being. It is concluded that although existential phenomenology does not pathologize sexual diversity, its practice demands that therapists receive critical training regarding the normativities imposed by the They, in order to avoid reproducing them in the clinical setting.
Assunto
Psicoterapia, Homossexualidade
Palavras-chave
Psicoterapia fenomenológico-existencial, Homossexualidade, Heteronormatividade, Daseinsanalyse, Cuidado
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