Gênero e o contexto acadêmico contábil: percepções sobre a discriminação na trajetória das mulheres em instituições de ensino superior brasileiras
| dc.creator | Isis Tamara Alves da Silva | |
| dc.date.accessioned | 2020-05-19T22:00:50Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-09T00:56:17Z | |
| dc.date.available | 2020-05-19T22:00:50Z | |
| dc.date.issued | 2020-03-02 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/33501 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Relações de gênero | |
| dc.subject | Mulheres nas profissões | |
| dc.subject | Contabilidade | |
| dc.subject.other | Discriminação | |
| dc.subject.other | Contabilidade | |
| dc.subject.other | Gênero | |
| dc.subject.other | Mulheres | |
| dc.subject.other | Pós-Graduação | |
| dc.subject.other | Trajetória acadêmica | |
| dc.title | Gênero e o contexto acadêmico contábil: percepções sobre a discriminação na trajetória das mulheres em instituições de ensino superior brasileiras | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor1 | Bruna Camargos Avelino | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/9268916643690315 | |
| local.contributor.referee1 | Érica Renata de Souza | |
| local.contributor.referee1 | Sandra Maria Cerqueira da Silva | |
| local.contributor.referee1 | Eduardo Mendes Nascimento | |
| local.creator.Lattes | ttp://lattes.cnpq.br/9024454150615929 | |
| local.description.resumo | Este estudo teve como objetivo geral buscar evidências que permitissem analisar as percepções das(os) discentes e das(os) docentes, dos cursos de pós-graduação stricto sensu em Contabilidade de Instituições de Ensino Superior (IES) públicas brasileiras, sobre a discriminação de gênero na trajetória das mulheres no ambiente acadêmico. A plataforma teórica discutiu a questão de gênero, a interseccionalidade, os fenômenos teto de vidro e penhasco de vidro, estereótipos de gênero, a formação e a trajetória das mulheres na ciência, e por fim, as especificidades da área contábil. Para atender aos objetivos, o proceder metodológico incluiu etapas quantitativas e qualitativas que consistiram em entrevistas e na aplicação de um questionário. A amostra analisada foi de 314 respondentes que preencheram o questionário, entre estudantes e docentes dos programas de pós-graduação stricto sensu em Contabilidade de IES públicas do Brasil, além de uma mestranda, uma doutoranda e seis professoras de duas IES, que foram entrevistadas. Por meio das entrevistas, foi possível identificar as categorias de análise: os percalços, os motivos para prosseguir e a (in)existência de apoio no âmbito acadêmico; o isolamento, a exclusão, a invisibilidade no âmbito acadêmico e o mansplaining; “brincadeiras”, os comentários sexuais, a atenção e os avanços indesejados no meio universitário; a carreira acadêmica de mulheres e homens sob diferentes perspectivas; a importância da representatividade; a participação (des)equilibrada de mulheres e homens nos processos de decisão, em cargos de gestão e liderança; e a conjuntura em que as mulheres assumem cargos de poder nas universidades. Percebeu-se a dificuldade em detectar o fenômeno penhasco de vidro devido à necessidade de informações detalhadas sobre a eleição ou a indicação para cargos administrativos nas universidades. Sobre a técnica quantitativa de análise, ela foi realizada por intermédio da aplicação de um questionário composto por três partes - perfil da(o) respondente; assertivas para pontuação segundo uma escala; e por último, campo aberto para relatos das(os) respondentes de casos de discriminação de gênero durante a trajetória acadêmica. Com base no questionário, caracterizou-se o perfil da amostra e a partir das pontuações obtidas pelas assertivas, em geral, os resultados demonstraram diferentes percepções por parte de discentes do gênero feminino e masculino; os achados também apontaram a mesma tendência de percepção por parte de docentes do gênero feminino e masculino; e a comparação entre os grupos de discentes e de docentes mostrou que as assertivas foram quase igualmente divididas entre as que demonstraram opiniões coincidentes e diferentes. Recepcionou-se 206 respostas para o campo aberto do questionário, cerca de 70% das(os) respondentes apontaram que não presenciaram casos de discriminação de gênero durante a trajetória acadêmica. Alguns relatos retomaram aspectos abordados nas entrevistas, tais como ausência de mulheres em cargos de gestão dentro das universidades; agressividade no trato voltado às mulheres acadêmicas; comentários sexistas como “brincadeiras”; situações de manterrupting; e discriminação quanto à orientação sexual. Foi possível perceber a naturalização da desigualdade de gênero e o modo como afeta as mulheres e os homens que se fazem alheios ao problema, pois muitos discursos notadamente demonstraram a naturalização das desigualdades e de seus efeitos perniciosos, num contexto cultural machista, patriarcal e racista. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | FACE - FACULDADE DE CIENCIAS ECONOMICAS | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-graduação em Controladoria e Contabilidade |