Ideologia gerencialista em favor da dominação e do adoecimento mental do trabalhador
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Resumo
Estudos sobre o mundo do trabalho e as articulações do homem em seu contexto perpassam, ao longo dos tempos, um vasto campo de perspectivas e olhares, implicando em uma diversidade de análises. Partindo de uma revisão de literatura, à luz dos estudos críticos organizacionais, este ensaio teórico tem como objetivo discutir os reflexos da ideologia gerencialista em favor da dominação e do adoecimento mental do trabalhador. No contexto da sociedade do consumo, marcada pelo neoliberalismo e pela selvageria do capitalismo, fazer carreira e ter sucesso assumem valores essenciais no universo subjetivo de muitos trabalhadores. Nessa
oportunidade, a partir do fascínio e da sedução, explícitos no vínculo afetivo, na devoção ao trabalho, no reconhecimento pela via do trabalho, na canalização da energia libidinal e outros mecanismos de “gestão do afeto”, a ideologia gerencialista, que impera nas organizações, joga com a subjetividade e manipula o inconsciente do trabalhador, mobilizando os sentidos e reforçando as posições hegemônicas e a assimetria de poder. Os conflitos advindos da relação homem e trabalho se colocam no nível psicológico geradores de sofrimento psíquico, esgotamento e perturbações psicossomáticas.
Abstract
Assunto
Qualidade de vida no trabalho, Satisfação no trabalho, Saúde e trabalho, Saúde mental
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