A política da sensibilidade na trajetória artística do Trans-Forma Grupo Experimental de Dança
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
The politics of sensitivity in the artistic trajectory of the Trans-Forma Experimental Dance Group
Primeiro orientador
Membros da banca
Gabriela Córdova Chrsitófaro
Tarcísio dos Santos Ramos
Tarcísio dos Santos Ramos
Resumo
Este estudo apresenta uma análise da trajetória artística do Trans-Forma Grupo Experimental de Dança, identificando nas rupturas com a tradição da dança acadêmica em Belo Horizonte uma postura política por meio da sensibilidade na produção artística em dança. O grupo surgiu a partir da iniciativa de Marilene Martins, que, no contexto da década de 1970, foi pioneira ao desenvolver seu trabalho sob as bases da dança moderna e ao apresentar elementos da pós-modernidade na formação e na criação em dança, realizando a transformação dos parâmetros da dança cênica na capital mineira. A relação entre dança e política foi identificada a partir de Rancière (2009, 2012) nas rupturas com a tradição normativa que, em Belo Horizonte, era representada pela tradição clássica. Características da pós-modernidade na dança foram identificadas e apresentadas a partir de Silva (2005a, 2005b), Louppe (2012) e Coutinho (2005). A pesquisa orientou-se metodologicamente por uma abordagem qualitativa e como procedimentos foram realizadas pesquisa de referências, entrevistas semiestruturadas com artistas que integraram o elenco dos espetáculos, bem como realizada análise documental, por meio de programas de espetáculos, fotografias, críticas publicadas em jornais e revistas da época. A identificação das fases que compuseram a trajetória do grupo teve como objetivo compreender as transformações estéticas do Grupo Trans-Forma ao longo de sua atuação. A escolha dos espetáculos a serem analisados foi realizada a partir do critério de representatividade da obra no contexto e dos elementos que se evidenciaram em cada fase e que possibilitaram revelar a relação entre dança e política na trajetória do grupo por meio da sensibilidade artística e de novos modos de criar em dança.
Abstract
This study presents an analysis of the artistic trajectory of the Trans-Forma Experimental Dance Group, identifying, in the ruptures with the tradition of the academic dance in Belo Horizonte, a political posture through the sensibility in the artistic dance production. The group emerged from the initiative of Marilene Martins, who, in the context of the 1970s, was a pioneer in developing her work on the basis of modern dance and presenting elements of postmodernity in dance training and creation, transforming the parameters of the scenic dance in the capital of Minas Gerais. The relationship between dance and politics has been identified from Rancière (2009; 2012) in the ruptures with the normative tradition, which was represented by the classical tradition in Belo Horizonte. Characteristics of dance postmodernity were identified and presented from Silva (2005a, 2005b), Louppe (2012) and Coutinho (2005). The research was methodologically guided by a qualitative approach, which included the research of references, semi-structured interviews with artists who were part of the cast of the shows, as well as documentary analysis, through show programs, photographs, reviews published in newspapers and magazines of the time. The identification of the phases that made up the group's trajectory aimed to understand the aesthetic transformations of the Trans-Forma Group throughout its performance. The choice of spectacles to be analyzed was based on the criterion of the work's representativeness in the context and the elements that are evidenced in each phase, which allowed revealing the relationship between dance and politics in the group's trajectory, through artistic sensibility and new ways of creation in dance.
Assunto
Martins, Marilene, 1935-, Trans-Forma Grupo Experimental de Dança, Dança - História - Belo Horizonte (MG), Dança - Aspectos políticos, Dança
Palavras-chave
Dança, Política, História da dança, Marilene Martins, Grupo Trans-Forma