Prevenção do câncer de colo uterino em mulheres quilombolas do município de Vitória da Conquista, Bahia, Brasil

dc.creatorMarcio Vasconcelos Oliveira
dc.date.accessioned2019-08-13T14:12:41Z
dc.date.accessioned2025-09-09T00:35:23Z
dc.date.available2019-08-13T14:12:41Z
dc.date.issued2014-02-10
dc.description.abstractIt has been widely reported in the literature the great importance of Pap smear for the prevention of cervical cancer and the various factors associated with not having the same, such as advanced age, low socioeconomic status, belonging to certain ethnic groups like african-american and having no spouse. It has also been shown that non-compliance to Pap smears exam is associated with inequality on access and health services. In Brazil, the black population has higher mortality rates from cancer when compared with the general population, probably a consequence of the inequalities in economic, political, social and health spheres. To recognize and to identify the factors that appear as barriers to the Pap smear is key to face this problem. Within this context, the present study aimed to analyze factors associated with non-compliance with Pap smears exam among quilombola women living in Vitória da Conquista, Bahia. We used cross-sectional study of population-based, with included women aged 18-64 years old and were conducted: descriptive analysis, univariate and multivariate analysis using multinomial logistic model. Women who have never performed or performed Pap smears for over three years were compared separately with those who were examined for less than three years. From 348 women included in the analysis, 27,3%, reported ever having a Pap smear exam. They were independently associated with never having taken the exam: aged 18 to 29 years and 50 to 59 years, not education, not having a partner, seek care in health-related units/establishments other than their place of residence and perform clinical breast examination for three or more years or never have done it. The findings indicate the need for reflection, for the reorganization of health activities and services aimed at better addressing the factors associated with not performing the Pap smear among quilombola women. It is imperative to consider preventive measures for cervical cancer involving improvement of living conditions and reorganization of primary health care, being necessary to increase the offering of and access to health services, among other issues contemplating the work of health teams family strengthening the bond between people and health professionals.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/BUOS-9P8KQU
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectNeoplasias do colo do útero
dc.subjectBrasil
dc.subjectEsfregaço vaginal
dc.subjectAcesso aos serviços de saúde
dc.subjectConhecimentos, atitudes e prática em saúde
dc.subjectGrupo com ancestrais do continente africano
dc.subjectColo uterino Câncer
dc.subjectTeste de Papanicolaou
dc.subjectGrupos étnicos
dc.subjectNeoplasias uterinas
dc.subjectMedicina
dc.subjectOrigem étnica e saúde
dc.subject.otherQuilombolas
dc.subject.otherEstudos transversais
dc.subject.otherPrevenção
dc.subject.otherExame de Papanicolaou
dc.subject.otherCâncer de colo do útero
dc.titlePrevenção do câncer de colo uterino em mulheres quilombolas do município de Vitória da Conquista, Bahia, Brasil
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Elisabeth Barbosa Franca
local.contributor.referee1Francisco de Assis Acurcio
local.contributor.referee1Luana Giatti Gonçalves
local.contributor.referee1Adriano Maia dos Santos
local.contributor.referee1Raquel Souzas
local.description.resumoTêm sido amplamente apontados na literatura a grande importância do exame Papanicolaou para prevenção do câncer de colo uterino bem como os diversos fatores associados à não realização do mesmo, como a idade avançada, o baixo nível socioeconômico, pertencimento a certos grupos étnicos como afrodescendentes e não ter cônjuge. Também já foi demonstrado que a não realização do Papanicolaou está associada às desigualdades de acesso e utilização de serviços de saúde. No Brasil, a população negra experimenta maiores taxas de mortalidade por câncer se comparada à população geral, sendo provavelmente um dos reflexos das desigualdades nos âmbitos social, econômico, político e na saúde. Reconhecer e identificar fatores que figuram como barreiras para a realização do Papanicolaou, é parte fundamental no enfrentamento deste problema. Dentro deste contexto, o presente estudo objetivou analisar os fatores associados à não realização do exame de Papanicolaou entre as mulheres quilombolas residentes em Vitória da Conquista, Bahia. Foi utilizado delineamento de estudo transversal de base populacional, com inclusão de mulheres com idade de 18-64 anos. Foram realizadas análise descritiva e análise de associação univariada e multivariada utilizando modelo logístico multinomial. Mulheres que nunca realizaram o exame de Papanicolau ou realizaram há mais de três anos foram comparadas separadamente com aquelas que realizaram o exame há menos de três anos. De 348 mulheres incluídas na análise, 27,3% afirmaram nunca ter realizado o Papanicolaou. Foram associados de forma independente com nunca ter feito o exame: faixa etária de 18 a 29 anos e 50 a 59 anos, não ter instrução, não ter companheiro, buscar atendimento relacionado à saúde em unidades/estabelecimentos diferentes de seu local de residência e realizar exame clínico das mamas há três ou mais anos ou nunca tê-lo realizado. Os achados indicam a necessidade de reflexão para a reorganização das ações e serviços de saúde com o objetivo de melhor enfrentamento dos fatores que se associam à não realização do exame Papanicolaou entre as mulheres quilombolas. É imperativo contemplar ações de prevenção para o câncer de colo uterino que envolvam melhoria das condições de vida e reorganização da rede de atenção básica, sendo necessário aumentar a oferta e o acesso aos serviços de saúde, contemplando dentre outras questões a atuação das equipes de saúde da família fortalecendo vínculo entre a população e os profissionais de saúde.
local.publisher.initialsUFMG

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