Administração intravítrea de triterpenos como potencial alternativa para o tratamento da uveíte.

dc.creatorCibele Rodrigues Toledo
dc.date.accessioned2023-04-26T16:39:54Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:26:56Z
dc.date.available2023-04-26T16:39:54Z
dc.date.issued2022-12-16
dc.description.abstractUveitis is an ocular inflammatory disease affecting both the uveal tract and adjacent structures and is considered a major cause of irreversible vision loss and the third leading cause of blindness worldwide. The initial treatment protocol for non-infectious uveitis is based on the administration of corticosteroids to suppress the inflammatory response. However, long-term use of these therapies is associated with serious adverse effects. Thus, the investigation of new anti-inflammatory agents with potential use in the treatment of uveitis has been stimulated. This study aimed to evaluate the antiangiogenic activity and the safety of intravitreal administration of the triterpenes (TPs) friedelin, friedelinol, lupenone, and lupeol, as well as to investigate the therapeutic efficacy of lupeol and lupenone as anti-inflammatory agents through in vitro assay and a model of experimental uveitis induced by bacillus Calmette-Guérin (BCG) in Wistar rats. Due to the absence of studies concerning the ophthalmic application of TPs, the toxicity assay in a retinal pigmented epithelium cell line (ARPE-19) helped to estimate the dose range to be employed in in vivo assays. Using the chicken embryo chorioallantoic membrane model, TPs with lupane skeleton showed high antiangiogenic potential, being comparable to that of bevacizumab 1 µmol/L. Moreover, lupanes at 100 µmol/L presented the best ratio between the applied dose and obtained result. Through electroretinographic exam and histological evaluation, which are important parameters in the safety assessment of intravitreal administration of new drugs, FA, FL, and LL (at 100 µmol/L) and LA (at concentrations up to 500 µmol/L) showed no evidence of toxic effects on the retina for 15 days, suggesting the safety in the ophthalmic application of TPs. In the sequence, the anti-inflammatory activity of LL and LA (100 µmol/L) was further investigated in ocular tissues, using in vitro and in vivo models. Through the in vitro assay, lupanes reduced the levels of the pro-inflammatory cytokines IL-6 and IL-8, released by ARPE-19 cells in response to stimulation by lipopolysaccharide, and this decrease is comparable to the group that received treatment with the standard dexamethasone. Similarly, the intravitreal injection of the lupanes in rats with uveitis attenuated the severity of inflammation, in both anterior and posterior segments of the eyes, which was confirmed by clinical, electroretinographic, histopathological, and immunological analyses. Therefore, the intravitreal administration of LA and LL at 100 µmol/L is a promising therapy for the management of uveitis.
dc.description.sponsorshipCNPq - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
dc.description.sponsorshipFAPEMIG - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais
dc.description.sponsorshipCAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/52513
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.relationPrograma Institucional de Internacionalização – CAPES - PrInt
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subject.otherUveíte
dc.subject.otherTriterpenos
dc.subject.otherLupeol
dc.subject.otherLupenona
dc.subject.otherFriedelinol
dc.subject.otherFriedelina
dc.subject.otherAnti-inflamatório
dc.subject.otherEletrorretinografia
dc.titleAdministração intravítrea de triterpenos como potencial alternativa para o tratamento da uveíte.
dc.title.alternativeIntravitreal use of triterpenes as a potential alternative in the treatment of uveitis.
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Vinícius Viana Pereira
local.contributor.advisor1Armando da Cunha Silva Júnior
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/8278273904187275
local.contributor.referee1Carolina Paula de Souza Moreira
local.contributor.referee1Gracielle Ferreira Andrade
local.contributor.referee1Ana Luíza Chaves Maia
local.contributor.referee1Renes de Resende Machado
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/1777504372949445
local.description.resumoA uveíte é uma doença ocular inflamatória que afeta tanto o trato uveal quanto as estruturas adjacentes, sendo considerada uma das principais causas da perda irreversível da visão e a terceira maior causa de cegueira no mundo. O protocolo de tratamento inicial da uveíte não infecciosa baseia-se na administração de corticosteroides, para supressão da resposta inflamatória. Entretanto, o uso a longo prazo dessas terapias está associado a graves efeitos adversos. Dessa forma, a investigação de novos agentes anti-inflamatórios com uso potencial no tratamento de uveítes tem sido estimulado. Dentro desse panorama, o objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade antiangiogênica e a segurança da administração intravítrea dos triterpenos (TPs) friedelina, friedelinol, lupenona e lupeol, bem como investigar a eficácia terapêutica do lupeol e da lupenona como agentes anti-inflamatórios por meio de ensaio in vitro e em modelo de uveíte experimental induzida pelo bacilo de Calmette-Guérin (BCG) em ratos Wistar. Face à ausência de estudos relacionados à aplicação oftálmica dos TPs, o ensaio de toxicidade em linhagem celular do epitélio pigmentado da retina (ARPE-19) auxiliou na estimativa da faixa de dose a ser empregada em ensaios in vivo. Por meio do modelo da membrana corioalantoica de embrião de galinha, observou-se que os TPs de esqueleto lupano apresentaram elevado potencial antiangiogênico, sendo comparável ao do bevacizumabe 1 µmol/L. Além disso, notou-se que na concentração 100 µmol/L, os lupanos apresentaram a melhor relação entre dose aplicada e resultado obtido. Empregando-se o exame eletrorretinográfico e a avaliação histológica, que são parâmetros importantes na avaliação de segurança da administração intravítrea de novos fármacos, FA, FL e LL (na concentração de 100 µmol/L) e LA (em concentrações até 500 µmol/L) não apresentaram indícios de efeitos tóxicos sob a retina, por um período de 15 dias, sugerindo segurança na aplicação oftálmica dos TPs. Diante dos resultados obtidos, prosseguiu-se com a investigação da atividade anti-inflamatória dos lupanos LL e LA (100 µmol/L) em tecidos oculares, utilizando-se modelos in vitro e in vivo. Por meio do ensaio in vitro, foi demonstrado que os lupanos reduziram os níveis das citocinas pró-inflamatórias IL-6 e IL-8, liberadas pelas células ARPE-19 em resposta à estimulação pelo lipopolissacarídeo, sendo essa diminuição comparável ao grupo que recebeu tratamento com o padrão dexametasona. De forma semelhante, o tratamento com injeção intravítrea dos lupanos em ratos com uveíte, atenuou a gravidade da inflamação, tanto nos segmentos anteriores, quanto posteriores dos olhos, o que foi confirmado por meio de análises clínica, eletrorretinográfica, histopatológica e imunológica. Pode-se inferir, portanto, que a administração intravítrea de lupanos LA e LL 100 µmol/L apresenta-se como uma terapia promissora para o manejo da uveíte.
local.identifier.orcid0000-0002-6104-2867
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFARMACIA - FACULDADE DE FARMACIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Farmacêuticas

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