Respostas fisiológicas, microvilosidades intestinais e desempenho em Colossoma macropomum e Piaractus brachypomus alimentados com dieta suplementada com mananoligossacarideos (MOS)

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Tese de doutorado

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O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito da inclusão do prebiótico mananoligossacarídeos (MOS) sobre a sobrevivência após estresse por exposição ao ar, ajustes fisiológicos e desempenho nas espécies nativas tambaqui (Colossoma macropomum) e pirapitinga (Piaractus brachypomus). Em ambos experimentos foram ofertadas 4 dietas, sendo: P0 (dieta comercial); P1,5 (1,5g MOS kg-1); P3 (3,0g MOS kg-1); P4,5 (4,5g MOS kg-1). No experimento com tambaqui, 960 juvenis (1,22±0,22 g) foram distribuídos em 16 caixas de 100 L (60 peixes/caixa) e mantidos por 50 dias. Os animais foram também submetidos a um estresse aéreo durante 30 minutos, e avaliados nos tempos basal, imediatamente após o estresse e 24h após o estresse através dos parâmetros hematológicos, bioquímicos, imunológicos e sobrevivência após o estresse. Foram avaliadas também os índices hepatossomático e gordura víscero-somatica, tamanho das vilosidades intestinais e desempenho. Neste estudo a adição de 0,15% de MOS foi melhor para aumentar sobrevivência pós estresse, parâmetros imunológicos e tamanho das vilosidades de juvenis de tambaqui. No experimento com pirapitinga, 120 juvenis (34,8±3,82 g) foram distribuídos em 12 caixas de 120 L (10 peixes/caixa) e mantidos por 60 dias. Os animais foram também submetidos a um estresse aéreo durante 30 minutos, e avaliados nos tempos basal, imediatamente após o estresse, 24h após o estresse e 48 horas após o estresse através dos parâmetros hematológicos, bioquímicos e sobrevivência após o estresse. Foram avaliadas também os índices hepatossomático e gordura víscero-somatica, tamanho das vilosidades intestinais e desempenho. A adição de MOS, principalmente 0,3% neste estudo influenciou positivamente na sobrevivência após o estresse e alterou as concentrações de glicose, triglicerídeos, colesterol e eritrócitos na corrente sanguínea. O tamanho das vilosidades foi maior com a adição de MOS na dieta. A adição de MOS, 1,5g/kg e 3,0g/kg respectivamente, para juvenis de tambaqui e pirapitinga garantiu maior crescimento e sobrevivência após exposição ao ar, melhores ajustes fisiológicos para amenizar os efeitos do estresse e maior tamanho das vilosidades.

Abstract

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Palavras-chave

Peixe, Aquacultura, Tambaqui

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