Adesão ao tratamento, qualidade de vida, aspectos comportamentais e ambientais em crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade

dc.creatorMarcone de Souza Oliveira
dc.date.accessioned2026-01-05T16:05:50Z
dc.date.issued2020-09-24
dc.description.abstractAttention Deficit Hyperactivity Disorder (ADHD) has been described as the most common neurobehavioral disorder in childhood. Population surveys suggest that ADHD occurs in most cultures in about 5% of children. This study investigates the relationship between treatment adherence, quality of life, behavioral and environmental factors in children with Attention Deficit Hyperactivity Disorder. To this end, data was collected through interviews conducted between March and July 2018, among children aged 6 to 12 with ADHD, attending a specialized center in the city of Ipatinga, Minas Gerais (MG). The average duration of medication use for participants classified as having low adherence was 12.2 months (SD=9.4). The scores obtained on the MAT indicated that 12.1% had low adherence to medication, 62.9% had medium adherence, and 25% had high adherence; there was no association between sociodemographic variables and medication adherence. Quality of Life (PedsQL) was significantly associated with medium/high medication adherence (p<0.001). The other variables (AUQEI, SNAP, use of psychostimulants Lisdexamfetamine or methylphenidate, SDQ, and RAF) did not show a statistically significant association. Participants with better quality of life were 17.83 times more likely to have medium or high adherence to ADHD treatment compared to those with worse quality of life.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/1281
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAttribution-NonCommercial-NoDerivatives 4.0 Internationalen
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/
dc.subjectTranstorno do Deficit de Atenção com Hiperatividade
dc.subjectQualidade de Vida
dc.subjectCooperação e Adesão ao Tratamento
dc.subjectFatores Socioeconômicos
dc.subjectDissertação Acadêmica
dc.subject.otherTranstorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade
dc.subject.otherQualidade de Vida
dc.subject.otherCooperação e Adesão ao Tratamento
dc.subject.otherEscalas
dc.subject.otherPerfil sociodemográfico
dc.titleAdesão ao tratamento, qualidade de vida, aspectos comportamentais e ambientais em crianças com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Stela Maris Aguiar Lemos
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/1894360566441296
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/3453518495377150
local.description.resumoO Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) tem sido descrito como o distúrbio neurocomportamental mais comum na infância. Levantamentos populacionais sugerem que o TDAH ocorre na maioria das culturas em cerca de 5% das crianças (DSM-5). O TDAH caracteriza-se como um distúrbio da função executiva atribuível à transmissão anormal da dopamina nos lobos frontais e nos circuitos frontoestriatais. Muitas crianças que apresentam sintomas sugestivos de TDAH têm condições neurológicas ou psiquiátricas concomitantes, como depressão, distúrbios do sono e epilepsia, sendo significativas as implicações para o tratamento desses problemas. Objetivo: O objetivo deste trabalho foi investigar se o tratamento medicamentoso de crianças com TDAH interfere na percepção da qualidade de vida e na melhora comportamental. Também foi analisado se fatores como a impulsividade e a desatenção se relacionam com os aspectos de qualidade de vida, comportamento, classificação econômica e recursos do ambiente familiar. Métodos: Trata-se de estudo observacional, analítico e transversal, em que foram avaliadas crianças de seis a 12 anos atendidas em dois centros de neuropediatria do interior de Minas Gerais. As alterações comportamentais e percepção de pior qualidade de vida são comuns em crianças com quadro de TDAH. Assim, é necessário que as ações voltadas para o tratamento medicamentoso sejam pautadas no conhecimento aprofundado da doença, no que diz respeito ao entendimento dos subtipos e suas manifestações, e não apenas na identificação da existência das alterações comportamentais e da qualidade de vida. Resultados: A análise descritiva dos participantes deste estudo observou-se que a maioria era do sexo masculino, pertencentes às classes sociais C1, B2 e C2 e seus pais ou responsáveis tinham ensino médio completo. Os medicamentos mais utilizados foram metilfenidato de liberação rápida (52,3%), Imipramina (34,1%) e Lisdexanfetamina (24.2%). O tempo médio de uso da medicação para os participantes que foram classificados como baixa adesão foi de 12,2 meses, (DP=9.4). Os escores obtidos na MAT indicaram que 12.1% tinham baixa adesão ao medicamento, 62,9% média adesão e 25% alta adesão, não houve associação entre as variáveis sociodemográficas e a adesão ao medicamento. A Qualidade de Vida (PedsQL), foi significativamente associada com a média/alta adesão ao medicamento p<0,001. Nas demais variáveis (AUQEI, SNAP, uso de psicoestimulantes Lisdexanfetamina ou metilfenidato, SDQ e RAF) não houve associação com significância estatística, sendo que para os participantes com melhor qualidade de vida houve 17,83 vezes mais chance de ter adesão média ou alta ao tratamento para TDAH quando comparados aos com pior qualidade de vida. Conclusão: Ficou evidenciado que para este estudo, a qualidade de vida esteve independentemente associada a adesão ao tratamento medicamentoso para TDAH, observou também menor diagnóstico em pacientes do sexo feminino, e que o maior número de crianças em acompanhamento estão cursando o terceiro e quarto ano escolar, o que nos leva a pensar que problemas com a educação e/ou o funcionamento social geralmente são as principais razões pelas quais as crianças com TDAH são encaminhadas para tratamento. Os principais medicamentos usados pelas crianças deste trabalho foram Metilfenidato e a Imipramina, diferente do descritos como primeira escolha na literatura internacional, provavelmente porque na rede de saúde da região de pesquisa esses dois medicamentos são padronizados. Neste estudo evidenciou-se que a média de uso foi de 13,48 meses (DP=11,37), o que pode justificar também ter encontrado média/alta adesão em 87.9% da amostra. Na análise de regressão logística a variável-resposta adesão ao tratamento (Tabela MAT), e os dados clínicos/sociodemográficos, idade das crianças, classificação econômica (CCEB), sintomas de hiperatividade e desatenção através do SNAP-IV, os recursos do ambiente familiar - RAF, as características comportamentais das crianças - SDQ, e a qualidade de vida ( AUQEI), não houve associação, o que não é corroborado pela literatura uma vez que estudos mostram que há vários fatores que se relacionam com a melhor ou pior adesão ao tratamento.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em Ciências Fonoaudiológicas
local.subject.cnpqCIENCIAS DA SAUDE

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