Desfechos associados à Posição Canguru em recém-nascidos prétermos à alta hospitalar
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
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Débora Marques de Miranda
Márcia Gomes Penido Machado
Márcia Gomes Penido Machado
Resumo
Introdução: O Método Canguru é um modelo de assistência perinatal voltado para o cuidado humanizado. Ele reúne estratégias de intervenção biopsicossocial que pretende inserir a família do recém-nascido nos cuidados, reduzindo assim sua morbimortalidade. Dentre as estratégias propostas pelo Método Canguru está a posição canguru. Existem várias evidências sobre os benefícios desta posição para o recém-nascido, porém poucos estudos descrevem os benefícios desta posição associado ao tempo de exposição do recém-nascido à posição canguru. Objetivo: verificar a associação entre o início da posição canguru após o nascimento e o tempo de duração total da posição canguru durante a internação com os desfechos como tempo de uso de suporte ventilatório, sepse neonatal tardia, tempo de internação total, reinternação na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, peso e perímetro cefálico à alta hospitalar. Metodologia: Realizado estudo observacional, prospectivo com recém-nascidos menores de 32 semanas e suas mães, nascidos e internados nas Unidades de Cuidados Progressivos Neonatais de duas maternidades públicas de Belo Horizonte, de julho de 2016 a dezembro de 2017. A análise descritiva foi realizada com uso de medidas de tendência central e medidas de dispersão das variáveis numéricas e distribuição e frequência das variáveis categóricas. Na análise multivariada foi ajustado o modelo linear generalizado. Foi adotado nível de significância de 5%. Resultados: Foram acompanhados 130 recém-nascidos pré-termos. A posição canguru foi iniciada com média de 9,0±6,3 dias e o tempo total de posição canguru realizado durante a internação foi de 29,03±27,26 horas. O início da posição canguru associou-se negativamente, ao uso de fototerapia, ao tempo total de uso de suporte ventilatório, e apresentou associação positiva à presença diária da mãe na unidade neonatal. O tempo total de realização da posição canguru associou-se de forma positiva tanto a presença das mães no alojamento materno quanto ao fato daquelas que não utilizaram o alojamento, mas, acompanharam diariamente o recém-nascido na unidade neonatal. Não se observou associação entre o peso e o perímetro cefálico do recém-nascido à alta, o tempo total de internação do recém-nascido, a necessidade de reinternação na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal e o diagnóstico de sepse tardia com o início da posição canguru e o tempo total de realização durante a internação. Conclusão: O início e prática da posição canguru estão associados de forma positiva à presença da mãe durante a internação do filho. Faz-se importante conhecer os fatores associados à realização da posição canguru e assim, incentivar ações que favoreçam o início precoce da posição canguru e a sua prática durante a internação do recém-nascido.
Abstract
Introduction: The kangaroo-method is a perinatal assistance model focused on humanized care. The method seeks to provider estored closeness of the new born with family members in
the care using strategies of biopsycho social,thus reducing morbidity and mortality. Among the strategies proposed by the “kangaroo-method” is the kangaroo position. There is evidence about benefits of this position for the newborn, but few studies have described the benefits of this position associated with the exposure time of the newborn to the kangaroo position. Objective: To verify the associati on between the beginn in gof the kangaroo position after birth and the total time of the kangaroo position during hospitalization with the outcomes such as time of use of ventilatory support, late neonatal sepsis, total hospitalization time, reinstatement at the Neonatal Intensive Care, weight and cephalic perimeter at hospital discharge. Methodology: Na observational, prospective study was carried out with newborns younger than 32 weeks and their mothers, born and hospitalized in the Neonatal Progressive Care Unit softwo public maternity hospitals in Belo Horizonte, from July 2016 to December 2017. Descriptive an alysis was performed with the use of measures of central tendency and measures of dispersion of the numerical variables and distribution and frequency of the categorical variables. In the multivariate analysis, the generalized linear model was adjusted. A significance level of 5% was adopted. Results: 130 preterm infants were followed. The kangaroo position was started with a mean of 9.0 ± 6.3 days and the total time of kangaroo position during hospitalization was 29.03 ± 27.26 hours. The start of the kangaroo position was negatively associated with the use of phototherapy, to the total time of use of ventilatory support and was positively associated with the daily presence of the mother in the neonatal unit. Total time of realization of the kangaroo position was associated with both the presence of mothers in the maternal housing and the fact that those who did not use the housing but make daily visits to the newborn. There was no association between the infant's weight and cephalic perimeter at discharge, total newborn hospitalization time, the need for rehospitalization at the Neonatal Intensive Care Unit and the diagnosis of late sepsis with the beginning of the kangaroo position and the total time of realization during hospitalization. Conclusion: The beginning and practice of the kangaroo position are positively associated with the presence of the mother during the hospitalization of the child. It is important to know the factors associated with the realization of the kangaroo position and thus, to encourage actions that favor thee arly start of the kangaroo position and its practice during the hospitalization of the newborn.
Assunto
Método Canguru, Recém-Nascido Prematuro, Mães, Unidades de Terapia Intensiva Neonatal, Fatores de Tempo, Tempo de Internação, Alta do Paciente, Recém-Nascido de Baixo Peso, Hospitalização, Doenças do Recém-Nascido, Medidas de Dispersão, Maternidades, Sepse
Palavras-chave
Recém-nascido prematuro, Método Canguru, Contato pele a pele, Neonatologia
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