Estudo histopatológico, imuno-histoquímico e imunológico de cães naturalmente infectados com Leishmania (Leishmania) chagasi submetidos a tratamento com antimoniato de meglumina encapsulado em lipossomas nanométricos

dc.creatorEliane Perlatto Moura
dc.date.accessioned2019-08-12T00:28:37Z
dc.date.accessioned2025-09-09T01:12:17Z
dc.date.available2019-08-12T00:28:37Z
dc.date.issued2007-10-26
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/SAGF-7AXKBU
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectParasitologia
dc.subjectLeishmania
dc.subjectImuno-histoquímico
dc.subject.otherLeishmania (Leishmania) chagasi
dc.titleEstudo histopatológico, imuno-histoquímico e imunológico de cães naturalmente infectados com Leishmania (Leishmania) chagasi submetidos a tratamento com antimoniato de meglumina encapsulado em lipossomas nanométricos
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor-co1Marilene Suzan Marques Michalick
local.contributor.advisor1Wagner Luiz Tafuri
local.contributor.referee1Maria Irma Seixas Duarte
local.contributor.referee1Maria Norma Melo
local.contributor.referee1Mauro Martins Teixeira
local.contributor.referee1Cláudia Martins Carneiro
local.description.resumoO objetivo deste estudo foi avaliar o impacto do tratamento com múltiplas doses de antimoniato de meglumina encapsulado em lipossomas (LMA) nas alterações histológicas e em aspectos imunológicos, em cães naturalmente infectados com L. chagasi, Os cães receberam 4 doses intravenosas (IV) de LMA (6,5 mg Sb/kg, N=12), ou lipossomas vazios (dose proporcional ao grupo tratado, N=12).Um terceiro grupo de animais não foi tratado (N=12). O sangue periférico foi coletado 30 e 60 dias após o tratamento. As promastigotas de L. chagasi foram marcadas com CFSE e a interação Leishmania-monócitos foi realizada na presença e na ausência de soro deficiente do fator cinco do complemento (C5-/-). As células mononucleares foram marcadas com anticorpos monoclonais anti-CD11a,b,c, anti-MHC classe II, anti-CD14, anti-CD4 e anti-CD8 e analisados por citometria de fluxo. 150 dias após o término do tratamento todos os animais foram eutanaziados e amostras do baço, fígado, linfonodo cervical, medula óssea e pele (orelha) foram coletadas durante a necropsia e fixadas em solução de formol tamponado (10%) para estudos histopatológicos e parasitológicos. Outros fragmentos dos órgãos foram congelados e processados para caracterização dos antígenos CD11a,b,/CD18 nos tecidos. Análises semi-quantitativas das alterações histopatológicas e quantitativas da carga parasitária e da expressão de CD11a e CD11b tecidual foram realizadas utilizando microscopia óptica. Nossos resultados mostram que a diminuição da expressão de CD11b, na superfície dos monócitos, observada após interação in vitro com L. chagasi, especialmente na presença de soro C5-/-, sugere a importância deste receptor na interação L. chagasi-monócitos caninos. Em relação ao tratamento com LMA, este aumentou a expressão de CD11b na superfície dos monócitos, 60 dias após término do protocolo experimental. Entretanto, esse aumento não se correlacionou com maior adesão de L. chagasi aos monócitos caninos, in vitro. O tratamento com LMA não alterou a expressão de MHC da classe II e CD14 nos monócitos caninos e a freqüência de linfócitos T CD4+, mas manteve a freqüência de linfócitos T CD8+ por um período mais prolongado, indicando que o tratamento foi capaz de estimular uma resposta imune celular. Nas análises teciduais constatou-se que a carga parasitária dos animais tratados com LMA foi estatisticamente menor em relação ao grupo controle, exceto na medula óssea e na pele. O baço dos cães tratados mostrou maior reatividade (hiperplasia da polpa branca) com preservação das áreas T dependentes. Por outro lado, no fígado, os animais tratados mostraram alterações menos intensas que os animais controle, que apresentaram maior número de granulomas intralobulares e maior intensidade do processo inflamatório nos espaço porta hepáticos. Não houve diferença na expressão de CD11a,b/CD18 entre os diferentes grupos. Esses resultados mostram que este protocolo de tratamento foi capaz de alterar a resposta imunológica, aumentando a expressão de CD11b, diminuindo a adesão das promastigotas de L. chagasi aos monócitos caninos in vitro e mantendo os níveis de linfócitos T CD8+ no sangue circulante. Esta formulação proporcionou redução significativa da carga parasitária no baço, fígado e linfonodo cervical, mas ainda não foi capaz de reduzí-la na medula óssea e na pele. Adicionalmente, alterações histopatológicas distintas foram observadas no baço e fígado dos grupos analisados, sugerindo que este protocolo de tratamento pode estar estimulando uma resposta imune órgão-específica.
local.publisher.initialsUFMG

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