Reação imunoenzimática no diagnóstico e controle do envenenamento pela picada de serpentes peçonhentas brasileiras
Carregando...
Data
Autor(es)
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
Título alternativo
Primeiro orientador
Membros da banca
Resumo
Desenvolveu-se neste trabalho, um ensaio imunoenzimático (ELISA) que permite
detectar, diferenciar e quantificar antígenos presentes na peçonha de serpentes da
família Crotalidae mais frequentes no território brasileiro, em soro de humanos
acidentados por estas serpentes.
O ensaio tornou-se realizável utilizando um processo desenvolvido em nosso
laboratório onde imunoglobulinas G dos soros de cavalos ou coelhos hiperimunizados
com os diferentes venenos: Bothrops spp, Crotalus durissus, Bothrops atrox,
Lachesis muta muta e toxinas do veneno crotálico: crotamina e crotoxina, que
reconhecem componentes imunologicamente comuns presentes nos venenos de
serpentes de diferentes gêneros ou espécie, foram separadas por técnicas de
imunoafinidade. Foram obtidas imunoglobulinas G que reconhecem especificamente
apenas o veneno de um gênero ou espécie. Estas imunoglobulinas foram utilizadas no
método de ELISA -Sanduíche para sensibilização de placas e produção de
conjugados.
Observou-se ser possível diferenciar (através do ensaio de ELISA) antígenos próprios
das serpentes L. muta muta ou B. atrox (região Amazônia), no sangue de pacientespicados por de cada um destas espécies e assim identificar a serpente responsável
pelo acidente.
Procedimento idêntico permitiu identificar antígenos das serpentes do gênero
Bothrops utilizados para produção do soro antiofídico (especificamente B. jararaca), e
diferenciar acidentes provocados por estas serpentes daqueles provocados pelo
gênero Crotalus. Além disso, permite diferenciar toxinas específicas do veneno
crotálico (crotoxina e crotamina).
Pelo processo que desenvolvemos, foi possível acompanhar a cinética de
neutralização do veneno dos Crotalideos mencionados e estabelecer correlação entre
a concentração de antígenos tóxicos presentes no sangue de pacientes e a gravidade
do acidente avaliada clinicamente pelos sinais e sintomas observados.
Conclui-se que esse método pode ser útil a médicos e epidemiologistas no diagnóstico
e tratamento dos acidentes ofídicos e no estudo dos mecanismos de ação dos
venenos em animais inoculados experimentalmente.
Abstract
Assunto
Bioquímica e imunologia, Serpentes, Mordeduras de Serpentes, Técnicas Imunoenzimáticas, Ensaio de Imunoadsorção Enzimática
Palavras-chave
Serpentes da família Crotalidae, Acidentes ofídicos, Ensaio imunoenzimático, ELISA