“Ele não seria como seu pai”: raça, gênero, classe e sexualidade na ficção autobiográfica de James Baldwin
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
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Jose de Paiva dos Santos
Luiz Henrique Silva de Oliveira
Luiz Henrique Silva de Oliveira
Resumo
Esta pesquisa parte do desejo de contribuir para o campo dos Estudos Literários que se volta para textos historicamente excluídos do cânone, isto é, narrativas que procuram dar voz a sujeitos outros que não os da tradição literária ocidental, caracterizada por ser majoritariamente branca, patriarcal e eurocentrada. Sendo assim, trabalhamos com a obra Go Tell It on the Mountain, do escritor estadunidense James Baldwin. Primeiro romance do autor, o livro foi publicado pela primeira vez em 1953. A narrativa, que contém fortes componentes autobiográficos, acompanha John Grimes, um menino negro do Harlem, sua família e sua comunidade. O objetivo primordial da pesquisa é pensar de que forma o romance pode ser interpretado à luz da crítica biográfica contemporânea. Por meio de uma análise crítica, discutimos a maneira pela qual se dá o deslocamento do biográfico para a ficção, considerando as especificidades imaginativas/inventivas do exercício da escrita. Desse modo, buscamos compreender como o autor mobiliza as questões de raça, gênero, classe e sexualidade em sua escrita, bem como relacionar sua abordagem à realidade brasileira, por meio de uma reflexão sobre a ideia de Escrevivência. Assim, podemos enxergar como a dimensão coletiva de sua escrita – a característica de extrapolar o domínio do individual e se preocupar com questões que envolvem uma reverberação histórica mais ampla – contribuíram para a criação de uma poética afrocentrada.
Abstract
This research is motivated by the desire to contribute to the field of Literary Studies that focuses on texts historically excluded from the canon, that is, narratives that seek to give voice to subjects other than those of the Western literary tradition, characterized by being mostly white, patriarchal and Eurocentric. Thus, we worked with Go Tell It on the Mountain, by American writer James Baldwin. The author's first novel, the book was first published in 1953. The narrative, composed by strong autobiographical elements, follows John Grimes, a black boy from Harlem, his family and his community. The primary aim of the research is to consider how the novel can be interpreted in the light of contemporary biographical criticism. Through critical analysis, we discuss how he operates the insertion of the biographical into fiction, considering the imaginative/inventive specificities of writing. Therefore, we seek to understand how the author mobilizes issues of race, gender, class and sexuality in his writing, as well as relating his approach to the Brazilian reality, through a reflection on the idea of Escrevivência. In this way, we can see how the collective dimension of his writing - the characteristic of extrapolating the domain of the individual and being concerned with issues that involve a broader historical reverberation - contributed to the creation of an Afrocentric poetics.
Assunto
Baldwin, James, 1924- – Go Tell It the Moutain – Crítica e interpretação, Ficção americana – História e crítica, Biografia como forma literária, Autobiografia, Negros na literatura
Palavras-chave
James Baldwin, Go Tell It on the Mountain, Crítica biográfica
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