Estabelecendo a função inovação em um grupo industrial brasileiro

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Membros da banca

Mario Sergio Salermo
Jose Edson Lara
Carlos Alberto Goncalves

Resumo

Apesar dos avanços recentes na discussão deo tema "inovação", diversas lacunas são evidenciadas a partir dos estudos existentes: a pluralidade de conceitos, a variedade de disciplinas e os diversos níveis de análise associados; o fato de que a maioria dos estudos empíricos se deu a partir de setores específicos e de grandes conglomerados empresariais de alta tecnologia; e por ainda serem poucas as recomendações claras ou as boas práticas para uma firma produzir inovações repetidamente. Uma vertente teórica amplamente difundida sustenta que a geração de inovações envolve a definição de um processo com etapas e pontos de decisão bem definidos, desde a descoberta de uma ideia até a difusão dos resultados (COOPER, 1994). Outros autores criticam a abordagem anterior quando adotada isoladamente, por reduzir a flexibilidade e inibir o aprendizado, além de funcionar adequadamente apenas quando o grau de inovação é modesto, ou seja, no desenvolvimento de inovações incrementais (LEIFER et al, 2002; O' CONNOR, 2008). Na visão destes últimos, para se obter uma capacidade de inovação plena, dever-se-ia pensar em um sistema que, além do processo, contemplasse estratégia e liderança voltadas à inovação, estrutura apropriada, políticas de desenvolvimento de recursos humanos, competências específicas e métricas apropriadas. Esse sistema pode advir da constituição de uma função organizaciona - a função inovação (FI), grupo de pessoas com responsabilidade de prestar contas de uma missão específica da empresa (O'CONNOR, 2012). Este trabalho tem por objetivo caracterizar o desenvolvimento da capacidade de inovação a partir da consolidação de uma função organizacional a ela dedicada. A partir de um estudo longitudinal de oito anos em um grupo industrial brasileiro (GIB), são apresentados, em forma de narrativa, detalhes sobre esse detalhados o surgimento e desdobramento de suas atribuições, a dinâmica de recursos e o volume de projetos de inovação. Ao final, são discutidos aspectos como: "Quais atribuições foram mais relevantes para o processo?", "Como a FI se relaciona com outras instâncias organizacionais?"; e "No âmbito deste caso, a FI foi consolidada?". Espera-se que esta dissertação contribua para a teoria de gestão da inovação e, na prática, sirva como um ponto de partida para abordagens planejadas de implementação da FI. Como principais resultados da pesquisa destacam-se, principalmente: aspectos exógenos são fortes moldadores da função inovação: fomentos e incentivos fiscais ajudam a legitimá-la junto à alta direção no curto prazo; a ampliação da autuação do time de inovação (i.e. crescimento do portifólio) favorece a captação de recursos humanos para a FI bem como o envolvimento de novos colaboradores, tanto internos quanto externos.

Abstract

Assunto

Inovações tecnológicas Brasil, Produtividade industrial Brasil, Desenvolvimento organizacional

Palavras-chave

Função organizacional, Gestão de inovação, Estudo de caso longitudinal

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