Estudo das características epidemiológicas da deficiência visual dos pacientes matriculados no setor de baixa visão infantil do Hospital São Geraldo - Hospital das Clínicas - Universidade Federal de Minas Gerais nos anos de 2012 a 2019
| dc.creator | Carolina Milagres Macedo Pereira | |
| dc.date.accessioned | 2025-02-19T13:44:19Z | |
| dc.date.accessioned | 2025-09-08T23:46:53Z | |
| dc.date.available | 2025-02-19T13:44:19Z | |
| dc.date.issued | 2024-07-19 | |
| dc.identifier.uri | https://hdl.handle.net/1843/80204 | |
| dc.language | por | |
| dc.publisher | Universidade Federal de Minas Gerais | |
| dc.rights | Acesso Aberto | |
| dc.subject | Baixa Visão | |
| dc.subject | Cegueira | |
| dc.subject | Crianças com Deficiência | |
| dc.subject | Paralisia Cerebral | |
| dc.subject | Desenvolvimento Infantil | |
| dc.subject.other | baixa visão | |
| dc.subject.other | cegueira | |
| dc.subject.other | crianças com deficiência | |
| dc.subject.other | paralisia cerebral | |
| dc.subject.other | desenvolvimento infantil | |
| dc.title | Estudo das características epidemiológicas da deficiência visual dos pacientes matriculados no setor de baixa visão infantil do Hospital São Geraldo - Hospital das Clínicas - Universidade Federal de Minas Gerais nos anos de 2012 a 2019 | |
| dc.type | Dissertação de mestrado | |
| local.contributor.advisor1 | Galton Carvalho Vasconcelos | |
| local.contributor.advisor1Lattes | http://lattes.cnpq.br/8491385040596497 | |
| local.contributor.referee1 | Carlos Eduardo dos Reis Veloso | |
| local.contributor.referee1 | Aline de Oliveira Brandão | |
| local.contributor.referee1 | Luciene Chaves Fernandes | |
| local.creator.Lattes | http://lattes.cnpq.br/1166887469444420 | |
| local.description.resumo | Este estudo observacional descritivo analisou o prontuário de atendimento de 400 pacientes, com idade de 0 a 7 anos, atendidos no setor de baixa visão infantil do Hospital da Clínicas UFMG/Hospital São Geraldo. Analisaram-se as características sócio- demográficas como idade da primeira consulta, sexo, procedência, quem primeiro suspeitou da baixa visão, deficiências associadas, abandono ao tratamento ou alta do setor e encaminhamento ao Instituto de cegos. Foram analisados também algumas características e funções visuais e correlacionados dados pertinentes. Como características visuais foi classificado o diagnóstico primário de baixa visão, diagnóstico por agrupamento de doença, região anatômica acometida, por etiologia e por causas evitáveis e inevitáveis da baixa visão. Foram consideradas para análise a acuidade visual, refração, estrabismo e nistagmo. Quanto ao sexo, 45% eram do sexo feminino e 55% do sexo masculino. A idade média da primeira consulta foi de 32 meses. Quanto a procedência 59,5% eram do interior e 37% da capital do estado de Minas Gerais. Dentre os dados conhecidos em 26,7% a família foi a primeira a suspeitar do problema oftalmológico e 51,2% dos pacientes apresentaram deficiências associadas. 35,5% abandonaram o tratamento, 8% tiveram alta e 10 crianças (4%) foram encaminhadas ao Instituto de Cegos. Quanto ao diagnóstico primário da baixa visão as doenças mais prevalentes foram: baixa visão cerebral com 37,3%, toxoplasmose ocular com 11,8%, glaucoma congênito com 7,8%, catarata congênita com 7,3%, ROP com 6,5% e hipoplasia do nervo óptico com 4,5%. Quanto à classificação por grupo diagnóstico o mais prevalente foi doenças neuroftalmológicas com 45,8% seguidos de doenças retinianas com 24,8%, má formação do segmento anterior com 19%. Quanto à classificação por região anatômica o mais prevalente foi bulbo ocular normal com 42,5%, retina com 16,5%, seguidos da úvea com 11,8%, todo o bulbo com 11,3% e cristalino com 8%. Quanto à classificação por etiologia tivemos fatores intrauterinos com 36,8%, causas não determinadas com 24,3%, fatores perinatais com 18,8% e pós-natal com 10,8%. As causas evitáveis foram mais prevalentes e corresponderam ao total de 55,8%, sendo 35,3% com prevenção, 19,5% com tratamento e 1% com prevenção e tratamento. As causas inevitáveis corresponderam a 42,7%. Quanto ao estrabismo, 71,6% das crianças possuíam algum tipo de estrabismo, sendo que 38,8% possuíam esotropia, 25,5% possuíam exotropia, 6,5% estrabismos combinados e 0,8% hipertropias. O nistagmo estava presente em 54% das crianças analisadas. A ametropia mais prevalente no estudo foi a hipermetropia com 49,8% das crianças analisadas com maior frequência de graus altos. Foi encontrado astigmatismo em 39,4% das crianças estudadas, prescrita correção óptica em 61,3% das crianças com alta adesão ao tratamento. Concluímos, assim como demonstrado no estudo prévio realizado no setor em 2015, que a habilitação da visão inicia tardiamente e que foi alta a prevalência de doenças evitáveis devendo ser estudado projetos de assistência e encaminhamento adequados das crianças com baixa visão aos setores primário e secundário de saúde. Além disso, a frequência de ametropias é alta nessa população estudada, o que reforça a necessidade de identificação das crianças com baixa visão para seu encaminhamento efetivo ao oftalmologista. | |
| local.publisher.country | Brasil | |
| local.publisher.department | MEDICINA - FACULDADE DE MEDICINA | |
| local.publisher.initials | UFMG | |
| local.publisher.program | Programa de Pós-Graduação em Ciências Aplicadas à Cirurgia e à Oftalmologia |