Comparação entre ensaios imunoenzimáticos realizados em amostras de sangue seco e soro para triagem pré-natal da Toxoplasmose: estudo de base populacional
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Universidade Federal de Minas Gerais
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Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Ricardo Wagner de Almeida Vitor
Waleska Teixeira Caiaffa
Waleska Teixeira Caiaffa
Resumo
INTRODUÇÃO: Há escassez de informação sobre o uso de amostras de sangue capilar para a triagem pré-natal da toxoplasmose e sobre a acurácia dos testes de rastreamento em sangue seco. A existência de um programa de triagem pré-natal em Minas Gerais que utiliza sangue sexo motivou este estudo. OBJETIVOS: Revisar de forma sistêmica a evidencia cientifica publicada sobre os métodos sorológicos utilizados em programas de triagem pré-natal da toxoplasmose. Determinar o desempenho do teste Imunoscreen (ELISA da captura) em sangue seco para a detecção de IgM e IgG anti-Toxoplasma gondii na gestação em comparação com o teste ELFA-VIDAS em soro, utilizado com método de referencia, e avaliar a concordância entre eles. METODO: Na primeira parte do estudo, realizou-se uma revisão sistemática da literatura de acordo com recomendações das diretrizes PRISMA e Cochrane, com busca nas bases de dados PUBMED e LILACS até 29 de março de 2015. Na segunda parte, realizou-se estudo transversal em gestantes do Programa de Controle da Toxoplasmose Congênita em Minas Gerais (PCTC-MG) com coleta simultânea de sangue seco e soro entre 01 de julho e 31 de dezembro de 2014. Para elaboração do banco de dados e analise estática, utilizou-se o software Statistical Package for Social Sciences (SPSS) 18.0. O projeto de pesquisa obteve apoio das instituições envolvidas, foi aprovado pelo Comitê de Ética da UFMG e contou com recursos do CNPq. RESULTADOS: Os programas de triagem pré-natal identificados na revisão sistemática empregaram o soro como amostra biológica e citaram, com maior freqüência, os teste imunoenzimaticos para IgG e IgM como triagem, sendo o teste de avidez em IgG o mais utilizado entre os testes confirmados. No estudo transversal, foram recebidas 750 amostras. Após exclusão de 40 amostras (inadequadas ou com longos intervalos de coleta entre papel filtro e soro), restaram 70 gestantes, em que a prevalência da toxoplasmose foi de 45,2%. Para possibilitar avaliação da concordância, foram adicionadas 33 gestantes IgM positivas detectadas pelo PCTC-MG entre 01 de agosto e 31 de dezembro de 2014, sendo analisadas, finalmente, 734 amostras. Encontrou-se moderada concordância entre os testes para IgM (Kappa 60,0%) e muito boa concordância (91,1) quando o Kappa foi ajustado pela prevalência de IgM. A concordância para IgG foi muito boa (Kappa 81,6%). A especificidade foi alta tanto para IgM (98,4%) quanto para IgG (96,9%) e a sensibilidade para IgG também foi alta (84,0%). A sensibilidade de IgM no teste em estudo foi mais baica (55,3%). Um novo valor de cut-off obtido na curva ROC para IgM resultou em melhor performance do teste. CONCLUSÃO: A concordância para IgG entre sangue seco e soro foi muito boa, assim como para IgM após ajuste do Kappa pela prevalência. A menor sensibilidade observada pelo IgM deve ser melhor avaliada em estudos com maior tamanho de amostra. Ajuste no ponto de corte do teste Imunoscreen-IgM pode melhorar a sensibilidade e deve ser avaliado.
Abstract
Assunto
Teste em amostras de sangue seco, Toxoplasmose/epidemiologia, Testes sorológicos/utilização, Técnicas imunoenzimáticas, Toxoplasmose, Ensaio de imunoadsorção enzimática, Cuidado pré-natal, Toxoplasmose/imunologia
Palavras-chave
Triagem, Teste em amostras de sangue seco, Toxoplasmose congênita, Sorologia, Cuidado pré-natal