Boas práticas estatísticas em estudos de bioequivalência para o delineamento crossover 2 x 2

dc.creatorPaula Rocha Chelini
dc.date.accessioned2019-08-11T19:11:56Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:13:54Z
dc.date.available2019-08-11T19:11:56Z
dc.date.issued2007-06-22
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/RFFO-7TZN7W
dc.languagePortuguês
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectExperimentos clínicos
dc.subjectEstatística
dc.subjectMedicamentos genericos
dc.subjectEstatistica médica
dc.subjectFarmacologia clínica
dc.subjectMedicamentos Biodisponibilidade Métodos estatísticos
dc.subjectClasses de equivalência (Teoria dos conjuntos)
dc.subject.otherPr[aticas
dc.subject.othercrossover
dc.subject.otherestatísticas
dc.subject.otherbioequivalência
dc.titleBoas práticas estatísticas em estudos de bioequivalência para o delineamento crossover 2 x 2
dc.typeDissertação de mestrado
local.contributor.advisor1Arminda Lucia Siqueira
local.contributor.referee1Chang Chiann
local.contributor.referee1Roberto da Costa Quinino
local.description.resumoEstudos de bioequivalência são exigidos para a liberação de medicamentos genéricos para o mercado. Freqüentemente o delineamento crossover 2x2 é utilizado com a administração a voluntários sadios de duas formulações (T= teste e R= referência). Seguindo um cronograma previamente estabelecido, são coletadas amostras de sangue e determinadas as concentrações do fármaco para gerar as seguintes medidas farmacocinéticas: área sob a curva de concentração plasmática versus tempo (ABC), o pico de concentração plasmática (C Max) e o tempo no qual a concentração máxima foi alcançada (T Max). Para declarar que dois medicamentos são bioequivalentes os intervalos de 90% de confiança para a razão ou diferença das médias tanto para ASC quanto para Cmax devem estar totalmente dentro do intervalo de bioequivalência. Há exigência em termos de Tmax somente quando este for clinicamente relevante. A equipe estatística tem um papel importante em estudos de bioequivalência, tanto no planejamento como na análise dos dados, seguindo uma metodologia especifica. No planejamento destacam-se a determinação do cronograma de coleta e o cálculo do número de voluntários. Na prática aparecem vários problemas, tais como a violação de pressupostos dos métodos estatísticos, além da ocorrência de não-conformidades. Outro questionamento recorrente é se as regras vigentes dos órgãos reguladores são realmente razoáveis, se podem ser flexibilizados ou devem ser adaptadas em certas circunstâncias. Nesse trabalho, várias situações com incidentes que podem ou não ser evitados, foram abordadas através de estudos de simulação de Monte Carlo visando aprofundar o conhecimento sobre o planejamento e a análise dos dados. Foram realizadas dois tipos de estudos: no primeiro foi gerada a medida farmacocinética diretamente e no segundo a curva de concentração individual. Alguns fatores podem prejudicar a conclusão de bioequivalência, tais como, a utilização de um número de voluntários menor que o necessário e a ocorrência de observação atípicas. Em geral, o coeficiente de variação de Cmax tente a ser maior que o de ASC e os percentuais de conclusões de bioequivalencia para Cmax não são superiores aos percentuais para ASC. Um aspecto fundamental do planejamento é o cronograma de coleta. Não existe um cronograma padrão, mas a recomendação é que as características das medidas farmacocinéticas devem ser consideradas. Uma opção interessante é simular possíveis cronogramas e juntamente com as informações sobre o fármaco elaborar o cronograma de coleta. Se os fármacos são realmente bioeuivalentes e o estudo for bem conduzido, espera-se que o resultado seja favorável. Entretanto, na prática não se pode ignorar dois possíveis erros: (i) apesar de haver bioequivalência entre T e R, a conclusão é de não bioequivalência; (ii) T e R são bioequivalentes, mas a conclusão é pela bioequivalência. O primeiro erro é relacionar ao patrocinador e o segundo ao paciente. Como o compromisso de um centro de bioequivalência, e em particular da equipe estatística, é com a verdade e não com interesses do patrocinador do estudo, torna-se fundamental a observância das boas práticas estatísticas, tema deste trabalho.
local.publisher.initialsUFMG

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