Machado de Assis, crítico da imprensa : o jornal entre palmas e piparotes
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Editor
Universidade Federal de Minas Gerais
Descrição
Tipo
Dissertação de mestrado
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Primeiro orientador
Membros da banca
Marli de Oliveira Fantini Scarpelli
Resumo
Esta dissertação tem como objetivo analisar as crônicas de Machado de Assis publicadas em jornais da segunda metade do século XIX, a fim de destacar a atuação do jornalista/cronista como admirador da imprensa e crítico do jornal. As ocasiões em que o nosso escritor aplaude a imprensa equivalem aos momentos de "palmas". É nesta fase que Machado de Assis elabora o conceito de "república do pensamento", conferido ao jornal. Partindo deste princípio, as crônicas ressaltam que o direito democrático da informação é inseparável da vida republicana, ou seja, da existência do espaço público das opiniões. De acordo com o escritor, cabe ao jornalismo, enquanto esfera pública das opiniões, viabilizar o acesso de todos, em iguais condições, à 'coisa pública', apoiada no princípio universal dos 'direitos'. Os "piparotes", por sua vez, representam a reprovação de Machado de Assis frente aos deslizes de caráter ético e editorial, cometidos pelos jornais. Devido à constante presença do papel do jornalismo e de suas estratégias discursivas nas crônicas de Machado de Assis, este estudo busca comprovar que o nosso escritor foi um destacado crítico da imprensa. Tal atuação marcante precisa ser reconhecida e enaltecida nos estudos envolvendo a formação da imprensa brasileira e as discussões contemporâneas a respeito de um jornalismo de qualidade, guiado pela ética.
Abstract
Assunto
Imprensa Brasil Séc XIX História, Assis, Machado de, 1839-1908 Critica textual, Estratégia discursiva, Jornalismo Linguagem, Crônicas brasileiras História e crítica, Jornais brasileiros Séc XIX História, Jornalismo e literatura, Jornalismo Brasil Séc XIX, Discurso jornalístico
Palavras-chave
Machado de Assis, Imprensa