Africanos, crioulos e mestiçados nas representações iconográficas de Debret e Rugendas (1808-1839) : registros da diversidade e da complexidade históricas

dc.creatorIgor de Lima e Silva
dc.date.accessioned2023-02-20T19:42:28Z
dc.date.accessioned2025-09-08T23:47:55Z
dc.date.available2023-02-20T19:42:28Z
dc.date.issued2022-06-07
dc.description.abstractThis research seeks to understand the iconographic representations of Jean-Baptiste Debret and Johann Moritz Rugendas about Africans, “crioulos” and “mestiçados” - whether they were slaves, freed or freeborns - beyond the simplified, generic and polarized analysis about sociocultural aspects of these groups. The selected images are part of the books Viagem pitoresca e Histórica ao Brasil and Viagem pitoresca através do Brasil, authored, respectively, by Debret and Rugendas. The three volumes of the debretian edition were edited in France, sequentially, in the years 1834, 1835 and 1839. The rugendian work became public between 1827 and 1835. Following this chronology, the present research had as its time frame the period from 1808 to 1839, which includes the arrival of the Portuguese Royal Family in its American colony and the date of publication of the third volume of the French artist's work. From this set of images (watercolors, sketches, drawings, croquis and lithographs) and supported by studies related to slavery and biological and cultural miscegenation, in addition to the history of art – in particular, Erwin Panofsky – it was seen that Africans and their descendants registered by the two traveling artists lived in a complex, dynamic and diverse urban environment. In that context, relations were marked by violence, agreements and solidarity between individuals of “qualities” and different legal conditions. From this perspective, the images bequeathed by Debret and Rugendas allowed a more in-depth reading of the “other” and perceiving less explicit dimensions about these men and women brought by force, from across the Atlantic and those born here.
dc.identifier.urihttps://hdl.handle.net/1843/50236
dc.languagepor
dc.publisherUniversidade Federal de Minas Gerais
dc.rightsAcesso Aberto
dc.subjectHistória - Teses
dc.subjectAfricanos - Teses
dc.subjectCrioulos - Teses
dc.subjectMestiçagem - Teses
dc.subject.otherAfricanos
dc.subject.otherCrioulos
dc.subject.otherMestiçados
dc.subject.otherRepresentações
dc.subject.otherIconografia
dc.titleAfricanos, crioulos e mestiçados nas representações iconográficas de Debret e Rugendas (1808-1839) : registros da diversidade e da complexidade históricas
dc.typeTese de doutorado
local.contributor.advisor1Eduardo França Paiva
local.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/9331151583571613
local.contributor.referee1Maria de Fátima Costa
local.contributor.referee1Ynaê Lopes dos Santos
local.contributor.referee1Roberto Guedes Ferreira
local.contributor.referee1Marcos Tognon
local.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8076453054220778
local.description.resumoNesta tese procura-se compreender as representações iconográficas de Jean-Baptiste Debret e Johann Moritz Rugendas sobre os africanos, crioulos e mestiçados – fossem escravos, libertos ou nascidos livres –, para além das análises simplificadas, genéricas e polarizadas acerca dos aspectos socioculturais desses grupos. As imagens selecionadas fazem parte dos livros Viagem pitoresca e histórica ao Brasil e Viagem pitoresca através do Brasil, de autoria, respectivamente, de Debret e Rugendas. Os três volumes da edição debretiana foram editados na França, sequencialmente, nos anos de 1834, 1835 e 1839. A obra rugendiana veio a público entre 1827 e 1835. Seguindo essa cronologia, a presente pesquisa teve como recorte temporal o período de 1808 a 1839, que compreende a chegada da Família Real Portuguesa em sua colônia americana e a data da publicação do terceiro volume da obra do artista francês. A partir desse conjunto de imagens (aquarelas, esboços, desenhos, croquis e litogravuras) e com respaldo nos estudos referentes à escravidão e às mestiçagens biológicas e culturais, além da história da arte – em especial, Erwin Panofsky –, viu-se que os africanos e seus descendentes registrados pelos dois artistas-viajantes viveram em um ambiente urbano complexo, dinâmico e diversificado. Naquele contexto, as relações eram marcadas por violências, acordos e solidariedade entre indivíduos de “qualidades” e condições jurídicas distintas. Sob essa ótica, as imagens legadas por Debret e Rugendas permitiram fazer uma leitura mais aprofundada do “outro” e perceber dimensões menos explícitas acerca desses homens e mulheres trazidos à força, do outro lado do Atlântico e dos nascidos aqui.
local.publisher.countryBrasil
local.publisher.departmentFAF - DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA
local.publisher.initialsUFMG
local.publisher.programPrograma de Pós-Graduação em História

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