As representações multimodais como ferramenta epistêmica no Ensino de Ciências

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Dissertação de mestrado

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Primeiro orientador

Membros da banca

Fábio Augusto Rodrigues e Silva
Fernando César Silva

Resumo

A linguagem científica, especialmente da Química, é repleta de representações, que se mostram necessárias para a interpretação e para a descrição de fenômenos, uma vez que envolvem “entidades” que não podem ser vistas e precisam ser “imaginadas”. Nossa experiência nos mostra que essas representações são pouco valorizadas no Ensino de Ciências, e os estudantes as consideram, algumas vezes, como um dificultador da aprendizagem. Uma linha de estudos recente, e que consideramos promissora, associa a multimodalidade às representações e foi nomeada como “Representações Multimodais”. Por meio das representações multimodais, oportuniza-se aos estudantes um ambiente em que eles constroem, justificam, negociam e reelaboram suas próprias representações, em um trabalho mediado pelo professor. Partimos da hipótese de que as representações multimodais podem funcionar como uma ferramenta epistêmica, desenvolvendo competências representacionais e proporcionando uma aprendizagem mais ampla. Logo, este trabalho teve como objetivo investigar as representações multimodais como ferramenta epistêmica em aulas remotas do Ensino Fundamental e o envolvimento dos estudantes com a Ciência ao fazer uso dessas representações. Para isso, construímos uma sequência didática que foi desenvolvida com uma turma de 7° ano do Ensino Fundamental, durante o período de Ensino Remoto Emergencial (ERE), com a temática “Cosmético”, seguindo uma abordagem baseada na construção, na negociação, no refinamento e na reelaboração de representações. Para a produção de dados, utilizamos as gravações em vídeo das aulas síncronas, juntamente com as representações construídas pelos estudantes e outras atividades realizadas nas aulas assíncronas. A partir da análise dos dados, observamos o potencial das representações multimodais em promover a agência epistêmica nos estudantes. Argumentamos que, além de oportunizar a construção coletiva do conhecimento durante o ERE, ao associar as representações multimodais às práticas epistêmicas, foi possibilitada uma participação mais ativa e legítima dos estudantes. Defendemos que é necessário trabalhar com essas abordagens ao longo da educação básica, visando desenvolver, nos estudantes, competências representacionais.

Abstract

Assunto

Educação, Ciências (Ensino fundamental) - Estudo e ensino, Ciências (Ensino fundamental) - Metodologia, Ciências (Ensino fundamental) - Métodos de ensino

Palavras-chave

representações multimodais, multimodalidade, práticas epistêmicas, múltiplas representações

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